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Cinco Travessias do Inferno

de Martha Gellhorn
Editor: Tinta da China, março de 2019 ‧
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Quando teve a ideia de escrever Cinco Travessias do Inferno, Martha Gellhorn estava numa praia horrível em Creta, sentada ao lado de um sapato velho e de um bacio ferrugento, depois de ter apanhado três autocarros para lá chegar. Por isso, é natural que este livro exista para nos recordar, com um humor negro certeiro, que nem todas as viagens têm de correr bem para resultarem em óptimas histórias. Pelo contrário. Tendo viajado pelo mundo todo, a conceituada correspondente de guerra e terceira mulher de Ernest Hemingway decidiu partilhar com os leitores as suas cinco «melhores viagens de terror » - desde percursos de barco por um Caribe em guerra a visitas a escritores dissidentes na União Soviética. É tudo péssimo, fedorento, complicado, mas a autora, sem deixar de refilar com veemência, consegue fazer com que pareça divertido… sobretudo porque já passou, e também porque não tivemos de estar lá com ela.

Cinco Travessias do Inferno

de Martha Gellhorn

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896714826
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: março de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 201 x 27 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 380
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Literatura de Viagem
EAN: 9789896714826

SOBRE O AUTOR

Martha Gellhorn

Martha Gellhorn (EUA, 1908-1998) publicou cinco romances, 14 novelas e duas antologias de contos. Queria ficar para a história primeiramente como romancista, mas é recordada pela maioria das pessoas como impressionante correspondente de guerra e por algo que a deixava fula: o breve casamento com Ernest Hemingway durante a Segunda Guerra Mundial. Enquanto jornalista, cobriu praticamente todos os grandes conflitos do século XX, desde a Guerra Civil Espanhola à invasão do Panamá pelos EUA em 1989. Era um trabalho completamente inovador para uma mulher, mas isso não a impediu de se tornar uma das testemunhas mais importantes do seu tempo ao longo de 60 anos de carreira, protagonizando episódios emblemáticos – por exemplo, depois de Hemingway lhe roubar a acreditação, Gellhorn embarcou clandestinamente num navio-hospital a 7 de Junho de 1944 e andou a recolher feridos durante a invasão da Normandia; além disso, os militares americanos fizeram com que o visto para regressar ao Vietname lhe fosse recusado, de tão enfurecidos que estavam com as reportagens que ela publicava no The Guardian. Aos 87 anos, quando já estava a ficar cega e datilografava por instinto, Gellhorn ainda foi para o Brasil escrever um artigo sobre o homicídio de crianças de rua.

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