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Chita

Uma memória da Ilha do Fim

de Lafcadio Hearn
Editor: Sistema Solar, fevereiro de 2022 ‧
13,00€
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A obra-prima de Lafcadio Hearn.
Chita, a órfã da Ilha do Fim,
no «maravilhoso círculo duplo do Azul…
glórias gémeas de profundidades infinitas
que se entre-reflectem enquanto o Além do Mundo…
Derrama uma preciosa luz.»

«[…] Antes deste Lafcadio Hearn dominado pela sedução japonesa há, portanto, o Lafcadio das «lamentáveis odisseias na Europa e na América», onde encontramos o autor de Chita, o seu primeiro romance — de 1887 no Harper’s Magazine de Nova Iorque, e dois anos depois em livro numa versão ligeiramente modificada.
O japonês Yakumo Koisumi teve como o seu primeiro nome inteiro Patricio Lafcadio Tessima Carlos Hearn, o que lhe foi dado quando nasceu no ano 1850 em Lêucade, uma ilha do Mar Jónico nessa altura sob ocupação inglesa e hoje pertencente à Grécia.
[…]
Os seus seis anos de Cincinnati tiveram de ser prolongados por outros, agora no jornalismo de Nova Orleães, a cidade do Mississipi racialmente mais permissiva, e desta vez na redacção de Le Commercial.
Foi ali, numa confusão urbana que misturava o inglês, o francês, o espanhol, e fazia nascer variantes crioulas, inventoras de palavras com ecos de todas estas línguas, que Lafcadio Hearn imaginou o seu primeiro romance — Chita (uma redução de Conchita), a personagem feminina que serviria de pretexto à longa evocação da tragédia da Ilha do Fim.
[…]
Lafcadio Hearn, já a assumir-se como autor de textos de ficção, escreveu para o jornal Times-Democrat inventados fragmentos de cartas de um dos sobreviventes dessa catástrofe, e chamou-lhes Torn Letters (Cartas Rasgadas), um êxito que o incitou à narrativa Chita, pouco depois publicada no Harper’s Magazine.
Numa carta de 1888 — a altura em que ele viveu na Martinica como correspondente do Harper’s Magazine e pensava em publicar em livro a novela escrita um ano antes para esse mesmo jornal — Hearn informa que a «sua Conchita» lhe tinha sido inspirada pelo caso verídico de uma rapariguinha salva por pescadores do desastre da Ilha do Fim — e marcada, a partir dos quatro anos de idade, por uma paternidade desconhecida.»
Aníbal Fernandes

Chita

Uma memória da Ilha do Fim

de Lafcadio Hearn

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898833983
Editor: Sistema Solar
Data de Lançamento: fevereiro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 205 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 148
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898833983

SOBRE O AUTOR

Lafcadio Hearn

Lafcadio Hearn (1850-1904) nascido em 1850, Patrick Lafcadio Hearn teve um princípio de vida difícil: após o falecimento dos pais, foi criado por uma tia, em Dublin, e, aos dezasseis anos, perdeu uma vista numa brincadeira com os colegas de escola que correu mal. Rejeitado pela família, trocou a Irlanda por Inglaterra e depois por França, antes de se instalar nos Estados Unidos da América, onde se tornou jornalista no Enquirer. Descobriu a cultura japonesa por intermédio de contactos com o embaixador do Império do Japão. Em 1874 - numa época em que os casamentos mistos eram ilegais -, Hearn contraiu matrimónio com Althea «Matthie» Foley, de origem mestiça. Quando esta união foi descoberta, despediram-no e começou a trabalhar para o jornal concorrente, o Cincinnati Commercial. Interessou-se pela cultura crioula de Nova Orleães, tendo publicado, em 1885, um dicionário de provérbios crioulos e uma coletânea de temática culinária. Em 1889, o jornal Harper’s Monthly enviou-o como correspondente para as Antilhas. Após um primeiro romance, Youma, reuniu um grande número de contos tradicionais da Martinica, que foram objeto de diversas obras. Um ano depois, aceitou um convite do seu amigo embaixador do Japão e instalou-se em Yokohama, onde encontrou emprego como jornalista na imprensa anglófona. Hearn casou com a filha de um samurai, Koizumi Stesuko , obtendo a cidadania japonesa com o nome Koizumi Yakumo em 1896. Passou, então, a interessar-se pelas histórias tradicionais japonesas de fantasmas (yokai) e começou a escrever as suas obras sobre o Japão. Viajante inveterado, viveu sucessivamente em Kobe, em Matsue e, ainda, em Tóquio, onde foi nomeado professor na Universidade de Waseda. Grande admirador de Pierre Loti, Hearn foi igualmente tradutor para inglês de Flaubert, Anatole France, Théophile Gautier, Hugo, Maupassant, Mérimée, Nerval e Zola. Morreu em 1904, vítima de doença cardíaca, em Tóquio. Foram-lhe prestadas inúmeras homenagens tanto na literatura e na banda desenhada, como no cinema e na televisão.

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