Chamavam-lhe Grace

de Margaret Atwood
Editor: Bertrand Editora, setembro de 2018 ‧
Corre o ano de 1843 e Grace Marks foi condenada pelo seu envolvimento no brutal homicídio do dono e da governanta da casa onde trabalha. Há quem julgue Grace inocente; outros dizem que é perversa ou louca. Agora a cumprir prisão perpétua, Grace diz não ter qualquer memória do crime. Um grupo de clérigos e espíritos que lutam para que Grace seja perdoada contrata um especialista em saúde mental, uma área científica em expansão na época. Ele escuta a sua história, fazendo-a recuar até ao dia que ela esqueceu. O que encontrará ele quando tentar libertar as memórias de Grace?

«Brilhante.»
Hilary Mantel

«Sensual e desconcertante.»
Independent on Sunday

«A extraordinária escritora do nosso tempo.»
Sunday Times

Chamavam-lhe Grace

de Margaret Atwood

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722536349
Editor: Bertrand Editora
Data de Lançamento: setembro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 236 x 31 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 480
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722536349
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

O polémico caso de Grace

Graciosa Reis

Chamavam-lhe Grace, é um romance histórico baseado em factos verídicos, concretamente sobre o polémico caso de Grace Marks, uma famosa canadiana da década de 1840, condenada por duplo homicídio aos dezasseis anos de idade. Esta história retrata a vida de Grace, uma jovem irlandesa que emigra para o Canadá com a sua família e que muito jovem começa a servir em casas particulares. Só que nem tudo corre bem e o futuro idealizado acaba por se tornar em tragédia. Ao longo de quase quinhentas páginas, o leitor vai descobrindo a verdade contada por Grace. Entre desabafos e silêncios, ela vai relatar toda a sua vida a Simon Jordan, um psicólogo, que decidiu estudar o seu caso pois confia nele e acredita que ele a pretende ajudar. É através do relato de Grace e das notícias publicadas pela imprensa sensacionalista da época que o psicólogo vai tentar descortinar o que realmente se passou no dia fatídico. O livro torna-se assim interessante, na medida em que para além da história de um crime está patente sobretudo o retrato de uma sociedade que favorece os “bem-nascidos”. Com uma escrita apaixonante, e um enredo cativante apesar de intrigante, a autora mantém, ao longo do enredo, a dúvida em relação à inocência ou culpa da protagonista que foi condenada a prisão perpétua, dando, assim, muita liberdade à imaginação do leitor uma vez que muita coisa permanece em aberto.

Desconcertante

Igor Alberto Oliveira

O romance da escritora canadiana Margaret Atwood, que foi adaptado a uma série televisiva, na Netflix. Sobre a exploração feminina extrema, retrata um caso verídico, de uma criada imigrante, Grace Marks, presa e acusada de ter assassinado, juntamente com um parceiro, o patrão e a sua governanta e amante, grávida. Algo que Grace diz, após uma confissão inicial, não se recordar de ter feito. Almas bem-intencionadas e espíritas contratam um especialista em saúde mental, Simon Jordan, para apurar a culpa ou a inocência da rapariga. Alternando pontos de vista, fornecendo contexto, o romance retrata bem a época vitoriana, classista, puritana, preconceituosa – perante a qual uma mulher só, à mercê de uma sociedade patriarcal abusiva, não tem quaisquer hipóteses.

SOBRE O AUTOR

Margaret Atwood

Margaret Atwood é uma das mais celebradas autoras do panorama literário mundial e, além do clássico A História de Uma Serva, publicou mais de cinquenta livros de ficção, poesia e ensaio. Recebeu diversos prémios literários ao longo da sua carreira, incluindo o Booker Prize (por O Assassino Cego, em 2000, e por Os Testamentos, sequela de A História de Uma Serva, em 2019), o PEN America Lifetime Achievement Award e o The British Book Award for Freedom to Publish. Uma das mais ativas vozes na defesa pelos direitos das mulheres, na ficção e na não-ficção, está traduzida em mais de quarenta idiomas. Vive em Toronto.
Margaret Atwood recebeu, em 2022, o título de Doutora Honoris Causa, atribuído pela Universidade do Porto pela «extraordinária qualidade da sua obra literária, a importância da sua reflexão intelectual e a pertinência do seu combate público por uma sociedade mais justa, digna e sustentável».

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