Canções e Outros Poemas

de António Botto
Editor: Quasi Edições, junho de 2008 ‧
A presente edição segue a que foi impressa em Abril de 1941 nas oficinas Bertrand. A chamada edição canónica, por ter ficado a salvo dos cortes e acrescentos arbitrários de outras que se seguiram. Entre edições acompanhadas pelo poeta, antes e depois da partida para o Brasil em 1947, e edições pirata, em Portugal e no Brasil, antes e depois da sua morte em 1959, é praticamente impossível seguir o rasto da obra, em particular o das Canções, conjunto de livros cuja fixação encontra melhor forma na sua 6.ª edição, precisamente a de Abril de 1941, aqui retomada na parte que respeita (e só a essa) aos poemas das Canções. Fica para outro volume a sequência de Cartas que me foram devolvidas, constante da referida edição. Em seu lugar, surge O Livro do Povo e uma secção de dispersos, alguns extraídos de Ainda não se escreveu, colectânea muito irregular que teve publicação póstuma. Essa a razão do título ora adoptado: Canções e Outros Poemas.
Edição, cronologia e introdução de Eduardo Pitta.

Canções e Outros Poemas

de António Botto

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895523290
Editor: Quasi Edições
Data de Lançamento: junho de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 233 x 31 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 432
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789895523290

Amado por uns, odiado por outros, António Botto afirmou-se como uma figura controversa e proeminente da literatura portuguesa.

Jorge Costa

A coletânea de poemas Canções foi aclamada por Fernando Pessoa e censurada por Álvaro de Campos. Canções representou uma mudança na mentalidade portuguesa ao abordar explicitamente a homossexualidade. José Régio escreveria em 1959, ano da morte do poeta, que António Botto conquistara a imortalidade através do seu legado literário.

Canções e Outros Poemas

Conceição Agostinho

António Botto mostra neste livro a sua sensibilidade, a forma como expressa o amor, a paixão são sentimentos descritos de uma forma sublime. Aconselho vivamente esta obra.

uma poesia forte

Rui Vieiro

poesia com mais de 70 anos, Botto faculta linhas sobre o amor poderosas, não esconde a orientação homossexual, e lido hoje, em nada está desatualizado. Tendo entendido a essência do tema, o livro tornou-se intemporal, mesmo para uma sociedade tendencialmente mais livre, relembra que o amor é um assunto essencialmente pessoal e privado. Rui Vieiro

SOBRE O AUTOR

António Botto

António Botto nasceu em 1897, na Concavada (Abrantes), e faleceu em 1959, no Rio de Janeiro (Brasil).
Ainda muito novo, foi viver para Lisboa com os seus pais e foi aí que cresceu e viveu grande parte da sua vida.
Botto foi aspirante a ator, ajudante de livraria e escriturário da Função Pública, de onde foi despedido por razões que no fundo tinham que ver com a sua homossexualidade assumida.
Escreveu poesia, contos e teatro, tendo publicado inúmeras obras, sendo a mais conhecida – e também a mais controversa – Canções, obra de poesia homoerótica publicada em 1921 que causou grande agitação nos meios conservadores da época, ficando associada à polémica da chamada «literatura de sodoma», e que veio a ser proibida.
Fernando Pessoa era seu amigo e António Botto foi o autor sobre quem Pessoa mais escreveu e elogiou, tendo sido seu prefaciador, crítico literário, tradutor e editor.
António Botto teve um papel fundamental na História da poesia portuguesa do seu tempo, marcando-a com um lirismo poético muito próprio.

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