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Caderno das Letras

de Álamo Oliveira
Editor: Companhia das Ilhas, março de 2021 ‧
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À procura da noção de ilhéu

Dos desafios que os açorianos enfrentam por força da sua situação geográfica, o da assunção da sua condição de ilhéus é, com certeza, o mais complexo. e não é tema que tenha ficado em pousio por comodismo ou por irreflexão, uma vez que o universo da insularidade continua a provocar a atenção dos estudiosos das áreas das ciências sociais e das literaturas.

Uns e outros coincidem e divergem na interpretação do que é a tal condição de ilhéu, já que o mundo arquipelágico é formado por núcleos muito diferenciados quer a nível da formação geológica quer a nível de inserção na História. Não é possível uma definição que sirva para todas as comunidades insulares. a Austrália, por exemplo, é demasiado grande para ser uma ilha. a Indonésia tem demasiadas ilhas para se lhe reconhecer, apenas, uma insularidade dispersiva.

Mesmo assim e apesar da impunidade argumentativa de que goza a globalização, ser-se ilhéu escapa, pela sua singularidade, a normas lineares e uniformes, entre elas a de como formatar a noção de ilhéu. [...]

Caderno das Letras

de Álamo Oliveira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899007314
Editor: Companhia das Ilhas
Data de Lançamento: março de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 214 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 174
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Álamo Oliveira
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789899007314

SOBRE O AUTOR

Álamo Oliveira

Álamo Oliveira nasceu na Freguesia do Raminho – Terceira, Açores –, em maio de 1945.
Fez o Curso de Filosofia no Seminário de Angra e o serviço militar na Guiné-Bissau (1967/69). Foi catalogador na Biblioteca Pública e Arquivo de Angra (1970/71); Funcionário Administrativo no Departamento Regional de Estudos e Planeamento. Em 1982, foi transferido para a Direção Regional da Cultura e, após a aposentação, foi convidado a colaborar, até 2010, na Direção Regional das Comunidades.

É sócio-fundador do Alpendre-grupo de teatro (1976), onde foi diretor artístico e encenador.
Tem cerca de 40 livros com poesia, romance, conto, teatro e ensaio. Está representado em mais de uma dezena de antologias de poesia e de ficção narrativa.
O seu romance Até Hoje Memórias de Cão, em 3ª edição, recebeu, em 1985, o prémio Maré Viva, da Câmara Municipal do Seixal. Em 1999, recebeu o prémio Almeida Garrett/Teatro com a peça A Solidão da Casa do Regalo.

Tem poesia e prosa traduzidas para inglês, francês, espanhol, italiano, esloveno e croata. O seu romance Já Não Gosto de Chocolates está traduzido e publicado em inglês e em japonês. Em abril de 2002, o Portuguese Studies Program, da Universidade da Califórnia em Berkeley, convidou-o, na qualidade de escritor do semestre, para lecionar a sua própria obra aos estudantes de Língua Portuguesa, sendo o primeiro português a receber tal distinção.

Com algumas incursões na área das artes plásticas (exposições individuais e coletivas em Angra, Ponta Delgada, Lisboa, Porto e Guiné-Bissau, nas décadas de 60 a 80), criou mais de uma centena de capas para livros.

Em 2010, foram-lhe conferidas as seguintes distinções: Insígnia Autonómica de Reconhecimento do Governo Regional dos Açores e Grau de Comendador da Ordem de Mérito da Presidência da República.
A Companhia das Ilhas iniciou em 2017 a publicação da sua obra de ficção, teatro e poesia. Até à data (novembro de 2020) estão publicados 9 volumes.

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