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Au Bord De La Vie

de Gao Xingjian
idioma: francês
Editor: LANSMAN, maio de 2001 ‧
9,19€
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Elle dit que les mots ne sont que des apparences, elle ne va pas le laisser. Jamais elle n'a pensé l'abandonner... S'il se retournait et s'il la regardait ainsi, elle se jetterait à nouveau dans ses bras, recevrait ses caresses, et tous les malentendus se dissiperaient. Elle semble glisser sur une rivière gelée. Elle, aveugle, ne s'arrête plus, risque à tout instant de tomber dans les crevasses et de disparaître aussitôt, tel un flocon de neige affleurant l'eau... Sans valeur, sans attraits, elle sera tout de suite délaissée, oubliée, effacée du monde immense. Elle connaît ce vaste creuset de l'illusion, cet espace où se conjugue le néant. Elle se voit maintenant, allongée dans les ténèbres, onduler légèrement et glisser sans poids ; elle voit son propre corps, nu, sur le point d'être immergé, à peine porté par la crête des vagues noires, mais invisibles, puis plonger profondément. Quand une nouvelle vague montante la soulève, elle se livre aussitôt à la chute suivante, plus profonde encore, et plus noire...

Au Bord De La Vie

de Gao Xingjian

Propriedade Descrição
ISBN: 9782872820436
Editor: LANSMAN
Data de Lançamento: maio de 2001
Idioma: Francês
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Coleção: Theatre A Vif
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Ficção
EAN: 9782872820436

SOBRE O AUTOR

Gao Xingjian

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2000

Escritor, dramaturgo, crítico e pintor chinês, Gao Xingjian nasceu a 4 de janeiro de 1940, em Ganzhu, na China.
Tirou o curso de francês no Instituto de Línguas Estrangeiras em Pequim, tendo traduzido para chinês várias obras dos seus autores franceses preferidos. Durante a revolução cultural chinesa foi enviado para um campo de reeducação. Desde essa altura até 1979 foi impedido de sair do país. A partir desta data foi autorizado a publicar algumas das suas obras, que nunca foram bem acolhidas por serem consideradas uma afronta ao regime chinês.
Abandona a China em 1988 refugiando-se na França, país onde se naturalizou. Em 1989, com os trágicos acontecimentos na praça Tienamen, pertencendo à geração de dissidentes, viu as suas obras censuradas no seu país de origem.
Em 1995 publica na França aquela que é considerada a sua obra-prima La Montagne de l'âme, onde denuncia o sistema totalitário chinês. É autor de outras obras como, por exemplo, o romance Le Livre d'un homme seul (1999), os ensaios Ma conception du théâtre (1986) e Clés pour mon théâtre (1991), e as peças La fuite (1992) e Le Somnambule.
Em Portugal não existiam até 2001 traduções da sua obra e apenas se sabia que tinha sido traduzida para francês e para inglês. Apesar de pouco conhecido internacionalmente, Gao Xingjian recebeu o prémio Nobel da Literatura a 13 de outubro de 2000. Este facto causou a indignação da Associação de Escritores Chineses que consideraram a atribuição do prémio uma atitude política em vez de literária.
Para além da escrita, dedica-se também à pintura tendo participado em exposições. É autor das ilustrações das suas próprias obras.
Em 2001 foi traduzida para português a obra Uma Cana de Pesca para o meu avô e em 2002 o livro A Montanha da Alma.

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