Editor: Quetzal Editores, setembro de 2018 ‧
Borges juntou às suas impressões de viagem a riqueza inesgotável do seu saber livresco.
Borges começou a viajar com María Kodama em 1975. Os lugares, as cidades e os países que percorreram juntos foram vistos e vividos pelo mestre através dos sons, das línguas que neles se falavam, da textura do ar e da luz, de imagens antigas. Kodama fotografava e descrevia. Borges recitava, e recuperava da memória recordações, poemas e testemunhos da grande literatura. Escreveu depois pequenos textos: sobre a História, os mitos e a poesia que habitavam esses lugares, aliando às suas impressões de viagem a riqueza inesgotável do seu saber livresco: a imensa memória dos livros da sua vida. Atlas foi o último livro de Borges a ser publicado em vida do autor. «…Não há um só homem que não seja um descobridor. Começa por descobrir o amargo, o salgado, o côncavo, o liso, o áspero, as sete cores do arco-íris e as vinte e tal letras do alfabeto; passa pelos rostos, os mapas, os animais e os astros; conclui pela dúvida ou pela fé e pela certeza quase total da sua própria ignorância.

María Kodama e eu temos partilhado com alegria e espanto o achado de sons, de idiomas, de crepúsculos, de cidades, de jardins e de pessoas, sempre diferentes e únicas. Estas páginas desejariam ser monumentos dessa longa aventura que continua…»

Atlas

de Jorge Luis Borges

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897223716
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: setembro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 128 x 199 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 120
Tipo de produto: Livro
Coleção: Jorge Luis Borges
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Literatura de Viagem
EAN: 9789897223716
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Um mapa feito de palavras

Joana Leitao

A escrita fantástica deste autor elevada às suas viagens, às suas vivências pelo mundo. Uma panóplia de apontamentos breves sobre diversos acontecimentos em geografias diferentes . Um livro pequeno que se lê em duas horas e que nos transporta num passeio e numa linguagem mágicas, à maneira de Jorge Luis Borges.

Atlas, Jorge Luís Borges

Luís

"Percorrendo pouco de mais 100 páginas, de bons apontamentos que realça o registo fotográfico de lugares percorridos pelo autor e onde somos previlegiados com alguns belos poemas, textos de histórias, sonhos e fases de um nostálgico escritor que supreende num atlas poético.

Borges viajante

Filipe Moreira

Mesmo os locais mais prosaicos são revelados noutra perspectiva pelos olhos de Borges. Uma forma de viajar em tempos de confinamento.

Uma síntese do universo de Borges

Tibério Nunes da Silva

Este livro, para além de constituir uma bela edição, mostra, de forma sintética, todo o universo poético de Jorge Luís Borges, que nunca precisou de muitas palavras para, a partir das coisas palpáveis, nos conduzir ao deslumbrante mundo dos sonhos de sonhos.

Um atlas muito particular

Sofia Melo

Neste atlas, Jorge Luis Borges convida-nos a viajar pelo mundo. Um mundo muito particular, pressentido e vivido no cruzamento de tempos, pessoas e livros escritos nos ou sobre os lugares que visita. Como não podia deixar de ser, JLB leva na sua bagagem da memória a sua infinita biblioteca e a partir dela lê cidades como Atenas, Genebra, Istambul, Buenos Aires, Veneza, Madrid. Dessas leituras muito pessoais e partilhadas, em primeiro lugar com a sua mulher, nos dá conta este Atlas, ao qual não faltam fotografias dos dois viajantes apaixonados pelo mundo. Imperdível!

SOBRE O AUTOR

Jorge Luis Borges

Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, em 1899. Cresceu no bairro de Palermo, «num jardim, por detrás de uma grade com lanças, e numa biblioteca de ilimitados livros ingleses».
Em 1914 viajou com a família pela Europa, acabando por se instalar em Bruxelas, e posteriormente em Maiorca, Sevilha e Madrid. Regressado a Buenos Aires, em 1921, Borges começou a participar ativamente na vida cultural argentina.
Em 1923, publicou o seu primeiro livro — Fervor de Buenos Aires — mas o reconhecimento internacional só chegou em 1961, com o Prémio Formentor, seguido por inúmeros outros. A par da poesia, Borges escreveu ficção (é sem dúvida um dos nomes maiores do conto ou da narrativa breve), crítica e ensaio, géneros que praticou com grande originalidade e lucidez.
A sua obra é como o labirinto de uma enorme biblioteca, uma construção fantástica e metafísica que cruza todos os saberes e os grandes temas universais: o tempo, «eu e o outro», Deus, o infinito, o sonho, as literaturas perdidas, a eternidade — e os autores que deixam a sua marca.
Foi professor de literatura e dirigiu a Biblioteca Nacional de Buenos Aires entre 1955 e 1973.
Morreu em Genebra, em junho de 1986.

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