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Assim Lhes Fazemos a Guerra

de Joseph Andras
Editor: Antígona, abril de 2022 ‧
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Tríptico «dedicado aos rebeldes, aos desertores, aos sabotadores e aos pacifistas», no qual se cruzam tempos e causas — a feminista, a animal e a social —, Assim Lhes Fazemos a Guerra (2021) conta-nos o destino de um cão em Londres, em 1903, de um macaco na Califórnia, em 1985, e de uma vaca e da sua cria nas Ardenas em 2014. Todos eles vítimas da violência da sociedade e do Estado, imposta pelo avanço técnico e científico, e pela exploração desenfreada da natureza.

Três contos, entre tantos, sobre vidas que tiramos em nome do progresso, e que revelam a bestialidade de alguns e a indiferença de muitos. Três histórias reais que, nas palavras belas, porém fortes e aceradas, de Joseph Andras, nos convidam a encarar a ideologia e a estrutura social que sustentam o domínio do homem branco não só sobre os animais - seres sencientes, companheiros e habitantes do nosso mundo -, mas também sobre as mulheres e as minorias.

Ilustração da capa de Gonçalo Duarte.

Assim Lhes Fazemos a Guerra

de Joseph Andras

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726084136
Editor: Antígona
Data de Lançamento: abril de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 212 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789726084136

Três contos e três retratos apaixonantes

Bruno

É uma obra poderosa que convida à reflexão sobre a história, a moralidade e o impacto humano dos conflitos. Os animais como metáfora mas também como sofredores de um ser que tende a não ser revestido de bondade. Não conhecia o autor, mas fica a vontade de passar a "Dos Nossos Irmãos Feridos".

SOBRE O AUTOR

Joseph Andras

Joseph Andras (n. 1984), uma das vozes mais combativas e literárias da nova ficção francesa, colabora regularmente com o jornal L’Humanité. Publicou S’il ne restait qu’un chien (2017), texto poético sobre a história do porto de Le Havre, e Kanaky — Sur les traces d’Alphonse Dianou (2018), líder independentista da Nova Caledónia. O seu livro Dos Nossos Irmãos Feridos (Antígona, 2021) agitou as águas em França e venceu em 2016 o Prémio Goncourt para romance de estreia. O autor recusou-o, pois a sua visão da literatura «não é compatível com a ideia de competição, e a concorrência e a rivalidade são alheias à escrita e à criação».

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