As raízes do céu
Editor:
Sextante Editora (chancela), fevereiro de 2015 ‧
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SINOPSE
«Houve quem escrevesse, após a publicação deste livro há vinte e quatro anos, que ele era o primeiro romance "ecológico", o primeiro apelo à salvação da nossa biosfera ameaçada. Mas eu próprio não me dava conta, nessa época, da extensão das destruições que se perpetravam nem da amplitude desse perigo.
Em 1956, estive sentado à mesa de um grande jornalista, Pierre Lazareff. Alguém pronunciou a palavra "ecologia". Das vinte personalidades presentes, só quatro conheciam o sentido dessa palavra…
[…]
Situei o meu relato no que ainda se chamava então, em 1956, a África Equatorial Francesa, porque aí tinha vivido e porque também não tinha esquecido que esse território fora o primeiro a responder outrora a um apelo célebre contra a abdicação e o desespero, e a recusa do meu herói de se submeter à enfermidade de ser homem e à dura lei a que estamos sujeitos juntava-se assim no meu espírito a outras horas lendárias…
[…]
Quanto ao problema mais geral, universal, da proteção da natureza, esse não tem, bem entendido, nenhum carácter especificamente africano: é em vão que gritamos como desalmados. Leva a pensar que os direitos humanos são eles também sobreviventes incómodos de uma época geológica passada: a do humanismo. Os elefantes do meu romance não são pois alegóricos de todo: são de carne e osso, exatamente como os direitos do homem…»
Romain Gary, Prefácio à edição de 1980
Extraordinário e premonitório livro este, o do primeiro Prémio Goncourt de Romain Gary. Só a arte, neste caso a literatura, pode ver assim longe, longe, a perder de vista. Há uma fronteira, entre o humano e o inumano, que não pode ser ultrapassada, diz Gary. E, contra a escravidão imposta em nome de religiões, nacionalismos ou interesses económicos, ergue um livro. Em nome do homem.
Em 1956, estive sentado à mesa de um grande jornalista, Pierre Lazareff. Alguém pronunciou a palavra "ecologia". Das vinte personalidades presentes, só quatro conheciam o sentido dessa palavra…
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Situei o meu relato no que ainda se chamava então, em 1956, a África Equatorial Francesa, porque aí tinha vivido e porque também não tinha esquecido que esse território fora o primeiro a responder outrora a um apelo célebre contra a abdicação e o desespero, e a recusa do meu herói de se submeter à enfermidade de ser homem e à dura lei a que estamos sujeitos juntava-se assim no meu espírito a outras horas lendárias…
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Quanto ao problema mais geral, universal, da proteção da natureza, esse não tem, bem entendido, nenhum carácter especificamente africano: é em vão que gritamos como desalmados. Leva a pensar que os direitos humanos são eles também sobreviventes incómodos de uma época geológica passada: a do humanismo. Os elefantes do meu romance não são pois alegóricos de todo: são de carne e osso, exatamente como os direitos do homem…»
Romain Gary, Prefácio à edição de 1980
Extraordinário e premonitório livro este, o do primeiro Prémio Goncourt de Romain Gary. Só a arte, neste caso a literatura, pode ver assim longe, longe, a perder de vista. Há uma fronteira, entre o humano e o inumano, que não pode ser ultrapassada, diz Gary. E, contra a escravidão imposta em nome de religiões, nacionalismos ou interesses económicos, ergue um livro. Em nome do homem.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-989-676-061-8 |
| Editor: | Sextante Editora (chancela) |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2015 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 153 x 235 x 28 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 464 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978989676061810 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
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