As Humanidades, os Estudos Culturais, o Ensino da Literatura e a Política da Língua Portuguesa

de Vítor Aguiar e Silva
Editor: Edições Almedina, junho de 2010 ‧
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O estudo da literatura está seriamente posto em causa, desde há décadas, pela sistemática erosão dos conceitos de arte, de estética e de beleza.
As HUMANIDADES são saberes disciplinares ensinados e cultivados nas Escolas, desde o Ensino Básico até à Universidade, que se têm constituído ao longo dos séculos e que têm como objecto de estudo o homem enquanto animal que fala, que escreve, que se exprime e comunica através de textos orais e de textos escritos, assim criando mitos, religiões, poemas, narrativas, leis, ordenamentos políticos, sistemas filosóficos, teorias científicas, etc., que consubstanciam as civilizações e as culturas. As Humanidades são, por isso mesmo, saberes indissociáveis da memória histórica do homem e saberes cuja teoria e cuja prática são fundamentais na construção do presente e do futuro. Esta obra é uma reflexão preocupada, mas não pessimista, sobre a relevância do ensino das Humanidades num mundo e em Escolas em transformação profunda e célere. Uma reflexão, como diz o título do capítulo 1, contra os cépticos e contra os dogmáticos.

1. Pequena Apologia das Humanidades: Contra os cépticos e contra os dogmáticos
2. Reflexões tempestivas sobre a crise das Humanidades
3. As Humanidades e a cultura pós-moderna
4. Sobre o regresso à Filologia
5. Genealogias, lógicas e horizontes dos Estudos Culturais
6. Horizontes de uma nova interdisciplinaridade entre os Estudos Literários e os Estudos Linguísticos
7. Língua materna e sucesso educativo
8. O texto literário e o ensino da língua materna
9. Teorização literária
10. Teses sobre o ensino do texto literário na aula de Português
11. As relações entre a Teoria da Literatura e a Didáctica da Literatura: Filtros, máscaras e torniquetes
12. A ´leitura` de Deus e as leituras dos homens
13. Texto e contexto na história literária
14. Variações sobre o cânone literário
15. O «naufrágio» de Os Lusíadas no ensino secundário
16. A poesia no ensino
17. Os programas de Literatura Portuguesa no ensino secundário
18. Portugal, país de poetas? Revisitação da poesia dos séculos XVII, XVIII e XIX
19. Contributos para uma política da língua portuguesa
20. Ilusões e desilusões sobre a política da língua portuguesa
21. Da língua na política à política da língua
22. A minha língua é Portugal

Tábua de procedência dos ensaios
índice onomástico

As Humanidades, os Estudos Culturais, o Ensino da Literatura e a Política da Língua Portuguesa

de Vítor Aguiar e Silva

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724041957
Editor: Edições Almedina
Data de Lançamento: junho de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 160 x 228 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 364
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > História da Literatura
Livros em Português > Literatura > Linguística e Filologia
EAN: 9789724041957

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M. Andrade

O Professor Aguiar e Silva traz neste livro um estudo rico, indispensável para quem quer refletir acerca do papel das humanidades e da Literatura no mundo contemporâneo.

SOBRE O AUTOR

Vítor Aguiar e Silva

Vítor Aguiar e Silva nasceu em 1939.
Tendo obtido todos os seus graus e títulos académicos na Universidade de Coimbra, foi professor catedrático da Faculdade de Letras da mesma Universidade até 1989, ano em que solicitou a sua transferência para a Universidade do Minho.
Nesta Universidade, foi professor catedrático do Instituto de Letras e Ciências Humanas, fundou e dirigiu o Centro de Estudos Humanísticos e a revista "Diacrítica" e desempenhou as funções de vice-reitor de junho de 1990 a julho de 2002, data em que passou à situação de professor aposentado.
Tem-se dedicado especialmente ao estudo da Teoria da Literatura, domínio em que a relevância do seu ensino e da sua investigação é nacional e internacionalmente reconhecida, e da Literatura Portuguesa do Maneirismo, do Barroco e do Modernismo. Os estudos camonianos têm constituído objeto constante da sua atividade de investigador.
Tem desempenhado funções docentes, como professor visitante, em diversas Universidades estrangeiras. Orientou numerosas dissertações de mestrado e doutoramento, na sua maioria publicadas. Ocupou, por escolha governamental, diversos cargos nas áreas da Educação e da Cultura.
Autor, entre outros, dos seguintes trabalhos: Para uma interpretação do Classicismo, Maneirismo e Barroco na poesia lírica portuguesa, Teoria da Literatura, Competência Linguística e competência literária: Sobre a possibilidade de uma poética gerativa, Análise e metodologia literárias e Camões: Labirintos e fascínios (obra galardoada com o prémio de ensaio da Associação Portuguesa de Críticos Literários e da Associação Portuguesa de Escritores).
A Universidade de Évora atribuiu-lhe o Prémio Vergílio Ferreira de 2002.
Em 2007, foi-lhe atribuído o Prémio Vida Literária, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores e pela Caixa Geral de Depósitos, o mais alto galardão literário existente em Portugal. Em 2018, recebeu o prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural.
Em 2020 é-lhe atribuído o Prémio Camões.

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