As Horas dos Tempos
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Edições Colibri, março de 2018 ‧
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SINOPSE
António Luiz Rafael escolhe como fulcro central, a personagem principal deste livro, uma representante que tipifica claramente as novas famílias unipessoais: jovem e mulher, que o faz por opção. É em torno de uma escolha que toda a ação se desenrola, escolha essa questionada e refletida por todas as personagens da trama, que, de uma forma discreta e transversal ao desenrolar da história, a vão fazendo, mostrando nos seus diálogos a secreta preocupação por quem vive só, a imposição social de se procurar um(a) companheiro(a) para completar a vida, as expetativas dos familiares e amigos em torno de uma situação que se aceita como temporária…
O autor retrata as horas da sua personagem, fazendo ouvi-la valorizar a tranquilidade da sua casa, a segurança que esta situação lhe dá, o reconforto da sua escolha, o saber que, após um dia atribulado de solicitações constantes, simultâneas e completamente diversas, o chegar a casa e sentir o silêncio retemperador de forças impele-a a pensar noutra perspetiva do viver só… A disponibilidade de tempo para si mesma, a flexibilidade de horários que o ritmo alucinante da vida atual não permite e o furtar à isenção de obrigações, se quisermos, traduz-se numa liberdade pessoal enriquecedora.
[Graça Viegas, in Prefácio]
E, colocando ponto final nesta anotação, uma curiosidade: é que Vasco Santana chegou a residir em Arroios; numa moradia situada na rua Carlos Mardel, um pouco antes da Morais Soares. Parece que o grande actor gostava de efectuar alguns dos ensaios de leitura em sua casa onde, para o efeito, se deslocavam os colegas que com ele partilhavam o elenco de determinada peça teatral. Com a chegada dos dias de maior calor os ensaios decorriam sempre com a abertura das janelas que davam para a rua. E aí era ver o magote de moradores da zona que se reuniam no passeio para escutar as vozes de muitos dos ídolos daquela época a debitar as suas falas e repeti-las quando necessário. Por vezes Vasco Santana chegava a assomar ao parapeito, cumprimentava os presentes, e anunciava que - o ensaio por hoje está terminado! Seguia-se a debandada, e os diversos comentários.
O autor retrata as horas da sua personagem, fazendo ouvi-la valorizar a tranquilidade da sua casa, a segurança que esta situação lhe dá, o reconforto da sua escolha, o saber que, após um dia atribulado de solicitações constantes, simultâneas e completamente diversas, o chegar a casa e sentir o silêncio retemperador de forças impele-a a pensar noutra perspetiva do viver só… A disponibilidade de tempo para si mesma, a flexibilidade de horários que o ritmo alucinante da vida atual não permite e o furtar à isenção de obrigações, se quisermos, traduz-se numa liberdade pessoal enriquecedora.
[Graça Viegas, in Prefácio]
E, colocando ponto final nesta anotação, uma curiosidade: é que Vasco Santana chegou a residir em Arroios; numa moradia situada na rua Carlos Mardel, um pouco antes da Morais Soares. Parece que o grande actor gostava de efectuar alguns dos ensaios de leitura em sua casa onde, para o efeito, se deslocavam os colegas que com ele partilhavam o elenco de determinada peça teatral. Com a chegada dos dias de maior calor os ensaios decorriam sempre com a abertura das janelas que davam para a rua. E aí era ver o magote de moradores da zona que se reuniam no passeio para escutar as vozes de muitos dos ídolos daquela época a debitar as suas falas e repeti-las quando necessário. Por vezes Vasco Santana chegava a assomar ao parapeito, cumprimentava os presentes, e anunciava que - o ensaio por hoje está terminado! Seguia-se a debandada, e os diversos comentários.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896897093 |
| Editor: | Edições Colibri |
| Data de Lançamento: | março de 2018 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 147 x 208 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 178 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789896897093 |
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