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As histórias que nos matam

de Maria Isaac
Livro eBook
Editor: Porto Editora, março de 2025 ‧
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Amor é um sonho que ninguém esquece.
Miguel Godói viveu um casamento feliz, que deveria ter durado para sempre. Mas acidentes acontecem, as histórias mudam, os heróis também morrem, e até os casamentos felizes chegam ao fim. Agora sozinho numa vida que não escolheu para si, aprende a conviver com as limitações de um corpo partido e mal emendado, com uma epilepsia peculiar que o tornou num doente crónico, e a fazer sentido do mundo entre as suas memórias imperfeitas. Numa manhã de inverno, Miguel conhece uma misteriosa criança que o leva até a uma casa desconhecida na Madragoa à procura de respostas sobre o livro enigmático que chegou às suas mãos. O que lá encontra, porém, são ainda mais perguntas e uma possibilidade inesperada: um novo amor por uma mulher. Perdido há demasiado tempo no lugar-comum do sofrimento, onde as dores familiares transformam a nostalgia na escolha preferencial, Miguel Godói enfrentará agora a vertigem de alcançar uma esperança até aqui desconhecida.

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Maria Isaac de A a W

De A a W é uma rubrica do Wookacontece, na qual desafiamos um convidado a percorrer as letras do abecedário dizendo para cada uma delas… o que bem entender. O resultado é sempre uma incógnita. Desta vez, a nosso convidada é Maria Isaac. Natural das Terras de Antuã, no norte de Portugal, divide os seus dias entre a escrita e a fotografia, além de ser a voz do podcast Palavra, dedicado às leituras e à escrita, entre conversas com escritores portugueses contemporâneos.
A sua carreira literária iniciou-se em 2017 com o romance Onde Cantam os Grilos, finalista do Prémio Fundação Eça de Queiroz. Com este livro, deu início à série Odisseia das Pequenas Coisas, que explora as particularidades da vida rural portuguesa. Seguiram-se, nesse contexto, os romances O Que Dizer das Flores (2021) e Quantos Ventos na Terra (2023) que, com o primeiro, confirmam o talento literário da autora para tecer habilmente personagens, enredo, e paisagens, com uma voz e uma cadência originais e envolventes.
Depois de, em 2024, ter participado na antologia O Sono Delas, Maria Isaac lança agora o seu quarto romance, As Histórias que Nos Matam, com o qual entra no catálogo da Porto Editora. Esta é uma história de perda, mas também de superação, um sopro da vida que resiste:

Miguel Godói, que viveu um casamento feliz, vê a sua vida desmoronar após ser vítima de um acidente. Sozinho e marcado por um corpo debilitado, sustenta-se com memórias imperfeitas de um passado doloroso. Numa manhã de inverno, uma criança misteriosa leva-o a uma casa na Madragoa em busca de respostas sobre um enigmático livro. Mas o que ele lá encontra é a possibilidade inesperada de um novo amor por uma mulher, despertando uma esperança que desconhecia.

«São as histórias que nos matam, quando não conseguimos abandoná-las, nem mudar quem somos nelas», diz Maria Isaac. Aqui, leva-nos a espreitar a sua nova história.   De A a W Maria Isaac A – AMOR. O sonho que ninguém esquece.

B – Beleza. Sempre encantadora. Sempre desejada. Sempre efémera.

C – Casamento. Até os casamentos felizes chegam ao fim.

D – Dor. O elemento comum, criador de empatia e alicerce de todas as histórias.

E – Esperança. A grande força que nos move até quando tudo parece perdido.

F – Felicidade. O instante fugaz que faz tudo o resto valer a pena. G – Godói. Miguel Godói é o nosso protagonista.

H – Histórias. São as histórias que nos matam, quando não conseguimos esquecê-las, nem mudar quem somos nelas.

I – Imaginação. Quando a memória nos trai, a imaginação nunca nos falha.

J – Jazz. A banda sonora da vida de Miguel Godói e uma das suas paixões.

K – Kintsugi. uma técnica de restauração de cerâmicas e porcelanas que utiliza laca ou cola misturadas com pó de ouro, prata ou platina. Para os japoneses, é parte de uma filosofia de aceitação das falhas humanas e da fragilidade da vida. A celebração das imperfeições.

L – Livro. As Mil e Uma Noites. Um livro dentro deste novo livro.

M – Memória. As histórias que contamos a nós mesmos, sobre quem somos, o que fomos, o que desejamos, são as nossas narrativas pessoais às quais chamamos de memória.

N – Noite. Sempre a mais delicada, na sua forma natural de fazer homens sofrer quando ninguém vê.

O – Obsessão. O que é o amor senão uma maravilhosa obsessão?

P – Possibilidades. A possibilidade de sermos felizes de formas que nunca imaginámos.

Q – Queridos. Os nossos sonhos mais queridos, guardam os nossos medos mais temidos.

R – Reflexos. Vemo-nos refletidos no olhar dos outros, mas nunca esqueçamos que esses são apenas reflexos e estão sempre distorcidos. S – Silêncio. O silêncio é o mais antigo companheiro da solidão.

T – Tempestades. No meio das nossas maiores tempestades é quando nos apercebemos que somos os protagonistas da nossa própria história.

U – Universal. O amor é o sonho universal que ninguém consegue esquecer.

V – Versailles. A Pastelaria Versailles, um lugar de tradição na Lisboa de Miguel Godói.

W – WOOK. Um sítio de histórias.

As histórias que nos matam

de Maria Isaac

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-03947-7
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: março de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 248
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978972003947710
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Tocante e muito bem escrito.

Célia Gil

A obra constrói-se, em grande medida, a partir desse estado de suspensão: entre o que foi e o que resta, entre a memória e a sua erosão. As sequelas do acidente, dores crónicas, lapsos de memória, epilepsia, não são apenas elementos clínicos, mas dispositivos narrativos que moldam a estrutura do texto. A perda da companheira e, posteriormente, do emprego, acentuam esse vazio existencial, empurrando Miguel para um processo de reconstrução identitária que nunca se revela linear ou plenamente resolvido. Um dos aspetos mais marcantes do romance é precisamente a forma como Maria Isaac trabalha a memória enquanto matéria instável e falível. O leitor é colocado dentro de um verdadeiro labirinto, onde as recordações surgem dispersas, repetidas ou contraditórias, exigindo uma leitura atenta e, por vezes, reiterada. Este efeito, embora coerente com o universo interno da personagem, pode revelar-se desafiante: há momentos em que a narrativa se torna densa e algo confusa, obrigando a recuos frequentes para recompor o fio condutor, sobretudo na parte final, onde a ambiguidade se intensifica.

Comprem!

Susana Fernandes

Autora contemporânea do Norte de Portugal com capa chamativa e título soberbo é óbvio que comprei o livro na Bertrand mal consegui comprar. Li-o em poucos dias, a temática é forte e a narrativa experimental #monótona mas adorei ver a subtileza da autora em narrar sobre a mente de um homem às voltas com a sua vida e falta de saúde mental. O fim é pouco vulgar. Recomendo muito. Fiquei fã. Comprem e leiam autoras nacionais e contemporâneas!

Excelente

A. R.

Este livro narra a história da vida de um produtor musical de grande sucesso que, na sequência de um acidente, se torna um doente neurológico e mental crónico, alternando entre momentos de lucidez, outros de confusão, outros de efabulação / alucinação e outros que até se apagam totalmente da sua memória, o que faz com que, mesmo quando se encontra lúcido, desconfie sempre da fiabilidade dos seus pensamentos. A narrativa está de tal forma bem conseguida e bem escrita que ao leitor parece que está "dentro" daquela cabeça doente e tem, ele próprio, dificuldade em distinguir a realidade da ilusão.

"As histórias que nos matam"

Blogue "biblioteca jmo" João Marques de Oliveira

Um livro é o caminho que o traz à "nova" vida, a âncora que o prende à realidade. As palavras são o elo de ligação entre o presente e as memórias "abstratas" do passado, de uma vida alterada por um acidente, as dele escritas num memorando do presente, outras de uma caligrafia feminina do passado, escritas nas margens das páginas de um livro. "As histórias que nos matam" de Maria Isaac, leva o leitor a embrenhar-se nas palavras, no que elas relatam, com a sofreguidão de quem quer descobrir a ligação entre o presente e as memórias "abstratas" do passado.

SOBRE O AUTOR

Maria Isaac

Maria Isaac é natural das Terras de Antuã, no Norte de Portugal, a filha única numa grande e ruidosa família de Isaacs.
Com formação em Marketing, estudou no IMD e viveu na Suíça, período da sua vida em que percebeu o quanto a escrita e a língua portuguesa lhe eram essenciais e passou a dedicar-se a ambas.
Em 2017, inicia a trilogia Odisseia das Pequenas Coisas com o livro Onde Cantam os Grilos, finalista do Prémio Fundação Eça de Queiroz, uma série na qual reinventa a temática do Portugal rural e espelha as peculiaridades da alma lusa. Em 2025, estreia-se no catálogo Porto Editora com As histórias que nos matam.
É também a voz do podcast Palavra, uma plataforma sobre leituras, a jornada pela escrita e conversas entre amigos, em que figuram diversos escritores portugueses contemporâneos.
Vive entre Lisboa e Madrid, dividindo o tempo entre as suas duas grandes paixões: os livros e a família.

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