As histórias que nos matam eBook
SINOPSE
Miguel Godói viveu um casamento feliz, que deveria ter durado para sempre. Mas acidentes acontecem, as histórias mudam, os heróis também morrem, e até os casamentos felizes chegam ao fim. Agora sozinho numa vida que não escolheu para si, aprende a conviver com as limitações de um corpo partido e mal emendado, com uma epilepsia peculiar que o tornou num doente crónico, e a fazer sentido do mundo entre as suas memórias imperfeitas. Numa manhã de inverno, Miguel conhece uma misteriosa criança que o leva até a uma casa desconhecida na Madragoa à procura de respostas sobre o livro enigmático que chegou às suas mãos. O que lá encontra, porém, são ainda mais perguntas e uma possibilidade inesperada: um novo amor por uma mulher. Perdido há demasiado tempo no lugar-comum do sofrimento, onde as dores familiares transformam a nostalgia na escolha preferencial, Miguel Godói enfrentará agora a vertigem de alcançar uma esperança até aqui desconhecida.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-0-66004-6 |
| Editor: | Porto Editora |
| Data de Lançamento: | setembro de 2025 |
| Páginas: | 248 |
| Tipo de produto: | eBook |
| Formato e Compatibilidade: | |
| Classificação Temática: |
eBooks em Português
>
Literatura
>
Romance
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| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
| Acessibilidade: | Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor |
OPINIÃO DOS LEITORES
Tocante e muito bem escrito.
Célia Gil
A obra constrói-se, em grande medida, a partir desse estado de suspensão: entre o que foi e o que resta, entre a memória e a sua erosão. As sequelas do acidente, dores crónicas, lapsos de memória, epilepsia, não são apenas elementos clínicos, mas dispositivos narrativos que moldam a estrutura do texto. A perda da companheira e, posteriormente, do emprego, acentuam esse vazio existencial, empurrando Miguel para um processo de reconstrução identitária que nunca se revela linear ou plenamente resolvido. Um dos aspetos mais marcantes do romance é precisamente a forma como Maria Isaac trabalha a memória enquanto matéria instável e falível. O leitor é colocado dentro de um verdadeiro labirinto, onde as recordações surgem dispersas, repetidas ou contraditórias, exigindo uma leitura atenta e, por vezes, reiterada. Este efeito, embora coerente com o universo interno da personagem, pode revelar-se desafiante: há momentos em que a narrativa se torna densa e algo confusa, obrigando a recuos frequentes para recompor o fio condutor, sobretudo na parte final, onde a ambiguidade se intensifica.
Comprem!
Susana Fernandes
Autora contemporânea do Norte de Portugal com capa chamativa e título soberbo é óbvio que comprei o livro na Bertrand mal consegui comprar. Li-o em poucos dias, a temática é forte e a narrativa experimental #monótona mas adorei ver a subtileza da autora em narrar sobre a mente de um homem às voltas com a sua vida e falta de saúde mental. O fim é pouco vulgar. Recomendo muito. Fiquei fã. Comprem e leiam autoras nacionais e contemporâneas!
Excelente
A. R.
Este livro narra a história da vida de um produtor musical de grande sucesso que, na sequência de um acidente, se torna um doente neurológico e mental crónico, alternando entre momentos de lucidez, outros de confusão, outros de efabulação / alucinação e outros que até se apagam totalmente da sua memória, o que faz com que, mesmo quando se encontra lúcido, desconfie sempre da fiabilidade dos seus pensamentos. A narrativa está de tal forma bem conseguida e bem escrita que ao leitor parece que está "dentro" daquela cabeça doente e tem, ele próprio, dificuldade em distinguir a realidade da ilusão.
"As histórias que nos matam"
Blogue "biblioteca jmo" João Marques de Oliveira
Um livro é o caminho que o traz à "nova" vida, a âncora que o prende à realidade. As palavras são o elo de ligação entre o presente e as memórias "abstratas" do passado, de uma vida alterada por um acidente, as dele escritas num memorando do presente, outras de uma caligrafia feminina do passado, escritas nas margens das páginas de um livro. "As histórias que nos matam" de Maria Isaac, leva o leitor a embrenhar-se nas palavras, no que elas relatam, com a sofreguidão de quem quer descobrir a ligação entre o presente e as memórias "abstratas" do passado.