Apólogos ou Fábulas Morais, Epigramas, Poesia sobre Mote, Poesia Anacreôntica, Endechas, Elegias, Epicédios

Volume III

de Bocage
Editor: Edições Caixotim, outubro de 2007 ‧

III volume da «Obra Completa de Bocage», em curso de publicação sob a direcção do Professor Dniel Pires, que assina também o prefácio. Refere o prefacoador que «A versatilidade de Bocage é inequívoca. Na verdade, cultivou quase todos os géneros poéticos da época: o soneto, a ode, a cantata, o epigrama, a epístola, a elegia, o elogio, a canção, o idílio, o canto, o epicédio, o madrigal, a endecha, a glosa, entre outros. A sua obra completa espraia-se por sete volumes, dos quais já foram publicados os primeiros quatro e o sétimo. Reunida a poesia original, resta a edição das composições e, hipoteticamente, da prosa mais representativa por ele traduzidas.

A leitura deste III volume, com o desenvolto título - Apólogos ou Fábulas Morais, Epigramas, Poesia sobre Mote, Poesia Anacreôntica, Endechas, Elegias, Epicédios - revela-nos, entre outros aspectos relevantes para o conhecimento da sua personalidade, os autores tutelares na formação de Bocage e indicia a sua vinculação à Maçonaria. Procedeu-se, como nos tomos anteriores, a uma rigorosa fixação do texto. Assinalam-se as variantes, com opção pela última versão revista por Bocage e apresentam-se os poemas cronologicamente. Deste modo, podemos aceder à oficina do escritor, aferir a sua evolução estilística e clarificar a sua biografia. Constam dos volumes até ao momento publicados nove composições que nunca tinham sido incluídos nas edições anteriores; no presente, divulgamos mais três. A de maior relevo, considerando o seu conteúdo subversivo, porquanto faz a apologia do hedonismo e, em paralelo, a crítica do casamento, intitula-se "A Água Estagnada".

Apólogos ou Fábulas Morais, Epigramas, Poesia sobre Mote, Poesia Anacreôntica, Endechas, Elegias, Epicédios

Volume III

de Bocage

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728651978
Editor: Edições Caixotim
Data de Lançamento: outubro de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 233 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 306
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras Clássicas da Literatura Portuguesa
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789728651978

SOBRE O AUTOR

Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage, o mais completo poeta do nosso século XVIII, nasceu em Setúbal em 1765 e faleceu em Lisboa em 1805. Aos 16 anos assentou praça na Infantaria de Setúbal, mas em 1783 alista-se na Academia Real da Marinha. Em Lisboa, participa na vida boémia e literária e começa a ganhar fama a sua veia de poeta satírico. Em 1786 embarca para a Índia, chegando a ser promovido a tenente; em 1789 aventura-se a ir a Macau e neste ano regressa a Portugal. Em 1791 publica o primeiro volume de Rimas e integra-se na Nova Arcádia (ou Academia de Belas Letras), onde recebe o nome de Elmano Sadino. Mas Bocage, pela sua instabilidade e irreverência, não se adaptou ao convencionalismo arcádico e abre conflitos com os seus confrades. Em 1797 é acusado de "herético perigoso e dissoluto de costumes"; e, como era conhecida a sua simpatia pela Revolução Francesa, é preso e condenado pela Inquisição. Quando sai da reclusão, conformista e gasto, vê-se obrigado a viver da escrita (sobretudo de traduções). Recebeu o auxílio de alguns amigos mas acabará por morrer doente e na miséria.
Se formalmente a poesia bocagiana ainda é neoclássica, se nalgum vocabulário e nos processos de natureza alegórica ainda se sente a herança clássica, concretamente a camoniana, pelo temperamento, por grande parte dos temas (como o ciúme, a noite, a morte, o egotismo, a liberdade, o amor - muitas vezes manifestado por uma expressão erotizante) e pela insistência nalgumas imagens e verbos que denunciam uma vivência limite, pode bem dizer-se que uma parte significativa da produção poética de Bocage é já marcadamente pré-romântica, anunciando assim a nova época que se aproxima. Apesar de a sua poesia ser contraditória, irregular, e de os seus versos revelarem concessões artisticamente duvidosas, Bocage é considerado, com justeza, um dos maiores sonetistas portugueses.
As obras de Bocage encontram-se editadas atualmente nas antologias: "Opera Omnia", "Poesias" (antologia que inclui a lírica, a sátira e a erótica) e "Poesias de Bocage". © 2003 Porto Editora, Lda.

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