Aos Que Chegaram Depois | A Vida e o Seu Duplo
Sintomantologia 1959 / 2019
Editor:
Companhia das Ilhas, agosto de 2019 ‧
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SINOPSE
Qual é a sintomatologia desta antologia?
Nunca me passaria pela cabeça auto-antologiar-me. Passou pela de alguém um projecto que não foi realizado.
Este livro é uma conclusão (parcial?) do meu objectivo nesse projecto: tentar identificar o que é que identifica a poesia que escrevo.
Encontrei o que me parecem ser duas paredes mestras que criam uma dualidade.
Tal como o meu livro de estreia na Companhia das Ilhas (Ao Largo de Delos) assenta na dualidade de duas Grécias (Grécia-Luz / Grécia-Treva), neste novo livro, a dualidade volta a estar presente, e cria tensão entre dois Ramiros: o da vida e o do duplo da vida chamado literatura.
Eu sou (malgré-moi?) o sujeito e o objecto de (pelo menos) essas duas paredes mestras. Sou aquele que dedica o que escreve "aos que chegaram depois" e sou aquele que escreve que não quer escrever, mas sim viver. Como se escrever não fosse viver! (E não é.)
"- Não é nada de bom-tom o sujeito (quem escreve) ter-se como objecto (do que escreve). Não é nada de bom-tom escrever o cântico de si próprio." Eu sei.
(R.S.O.)
Nunca me passaria pela cabeça auto-antologiar-me. Passou pela de alguém um projecto que não foi realizado.
Este livro é uma conclusão (parcial?) do meu objectivo nesse projecto: tentar identificar o que é que identifica a poesia que escrevo.
Encontrei o que me parecem ser duas paredes mestras que criam uma dualidade.
Tal como o meu livro de estreia na Companhia das Ilhas (Ao Largo de Delos) assenta na dualidade de duas Grécias (Grécia-Luz / Grécia-Treva), neste novo livro, a dualidade volta a estar presente, e cria tensão entre dois Ramiros: o da vida e o do duplo da vida chamado literatura.
Eu sou (malgré-moi?) o sujeito e o objecto de (pelo menos) essas duas paredes mestras. Sou aquele que dedica o que escreve "aos que chegaram depois" e sou aquele que escreve que não quer escrever, mas sim viver. Como se escrever não fosse viver! (E não é.)
"- Não é nada de bom-tom o sujeito (quem escreve) ter-se como objecto (do que escreve). Não é nada de bom-tom escrever o cântico de si próprio." Eu sei.
(R.S.O.)
CRÍTICAS
«Ramiro S. Osório tem tido uma actividade literária ao longo de dezenas de anos, sobretudo, mas não exclusivamente, como poeta. a sua obra está consolidada no panorama da criação portuguesa, e situa-se na raiz de uma convulsão cosmopolita, rebelde, de invenção sem regras. Usa a linguagem como um material concreto, fonológico, gráfico, em que um forte pendor experimental é equilibrado por afloramentos de humor surrealista, num flagrar inconfundível de desconcertos.»
Fernando Cabral Martins
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898828903 |
| Editor: | Companhia das Ilhas |
| Data de Lançamento: | agosto de 2019 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 155 x 176 x 12 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 212 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Azulcobalto |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789898828903 |
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