António José Saraiva e Óscar Lopes: Correspondência

de Leonor Curado Neves

editor: Gradiva, abril de 2004
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«Se um dia pudermos conversar poderei pôr-te ao corrente do que agora sou. Nós não somos só em relação a nós mas em relação a outrem, e nesse outrem ocupas o primeiro plano. Desde a nossa juventude me tenho definido um pouco em relação a ti, e embora nos vejamos pouco és, de facto, o meu principal interlocutor. Quando te exponho o que penso fico à espera do que de lá vem em resposta, e o que dizes ou escreves, embora eu possa contradizê-lo imediatamente, fica a trabalhar dentro de mim - até dar qualquer fruto, às vezes anos depois.»António José Saraiva, Paris, Outubro de 1967.

«Deixa-me dizer-te a propósito que me conto entre as pessoas que sentem em ti uma vida afectiva intensa que está, afinal, na origem da tua vida intelectual. Sempre senti isto assim, e nunca tive dúvidas a esse respeito. Sempre fui muito sensível ao carácter afectuoso da nossa amizade, que, para mim, nunca se limitou ao nível das ideias abstractas. Por isso mesmo ri para dentro de mim quando um dia te passou pela cabeça que as nossas divergências «ideológicas» poderiam prejudicar a nossa amizade.»
António José Saraiva, Paris, Dezembro (?) de 1969

«Não sei se guardas cartas. Da nossa correspondência de cerca de 40 anos fazia-se um bom documentário das preocupações da nossa geração.»
Óscar Lopes, Porto, 28 de Dezembro de 1987

«Um acontecimento cultural de grande importância», José Carlos Vasconcelos in Jornal de Letras

"É muito mais que uma troca de correspondência. É um testemunho do drama intelectual de uma geração que tem dificuldade em se separar de heranças ideológicas, mas que quer pensar em liberdade."
Nuno Crato, Mil Folhas (Público), 02 de Janeiro de 2005

«Se um dia pudermos conversar poderei pôr-te ao corrente do que agora sou. Nós não somos só em relação a nós mas em relação a outrem, e nesse outrem ocupas o primeiro plano. Desde a nossa juventude me tenho definido um pouco em relação a ti, e embora nos vejamos pouco és, de facto, o meu principal interlocutor. Quando te exponho o que penso fico à espera do que de lá vem em resposta, e o que dizes ou escreves, embora eu possa contradizê-lo imediatamente, fica a trabalhar dentro de mim — até dar qualquer fruto, às vezes anos depois.»
(António José Saraiva, Paris, Outubro de 1967)

«Deixa-me dizer-te a propósito que me conto entre as pessoas que sentem em ti uma vida afectiva intensa que está, afinal, na origem da tua vida intelectual. Sempre senti isto assim, e nunca tive dúvidas a esse respeito. Sempre fui muito sensível ao carácter afectuoso da nossa amizade, que, para mim, nunca se limitou ao nível das ideias abstractas. Por isso mesmo ri para dentro de mim quando um dia te passou pela cabeça que as nossas divergências «ideológicas» poderiam prejudicar a nossa amizade.»
(António José Saraiva, Paris, Dezembro (?) de 1969)

«Não sei se guardas cartas. Da nossa correspondência de cerca de 40 anos fazia-se um bom documentário das preocupações da nossa geração.»
(Óscar Lopes, Porto, 28 de Dezembro de 1987)

«Se um dia pudermos conversar poderei pôr-te ao corrente do que agora sou. Nós não somos só em relação a nós mas em relação a outrem, e nesse outrem ocupas o primeiro plano. Desde a nossa juventude me tenho definido um pouco em relação a ti, e embora nos vejamos pouco és, de facto, o meu principal interlocutor. Quando te exponho o que penso fico à espera do que de lá vem em resposta, e o que dizes ou escreves, embora eu possa contradizê-lo imediatamente, fica a trabalhar dentro de mim — até dar qualquer fruto, às vezes anos depois.»
(António José Saraiva, Paris, Outubro de 1967)

«Deixa-me dizer-te a propósito que me conto entre as pessoas que sentem em ti uma vida afectiva intensa que está, afinal, na origem da tua vida intelectual. Sempre senti isto assim, e nunca tive dúvidas a esse respeito. Sempre fui muito sensível ao carácter afectuoso da nossa amizade, que, para mim, nunca se limitou ao nível das ideias abstractas. Por isso mesmo ri para dentro de mim quando um dia te passou pela cabeça que as nossas divergências «ideológicas» poderiam prejudicar a nossa amizade.»
(António José Saraiva, Paris, Dezembro (?) de 1969)

«Não sei se guardas cartas. Da nossa correspondência de cerca de 40 anos fazia-se um bom documentário das preocupações da nossa geração.»
(Óscar Lopes, Porto, 28 de Dezembro de 1987)

António José Saraiva e Óscar Lopes: Correspondência

de Leonor Curado Neves

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896160043
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 229 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 488
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Epístolas e Cartas
EAN: 9789896160043
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável