Ajax, Regresso(s)
Editor:
Companhia das Ilhas, março de 2023 ‧
ver detalhes do produto
16,00€
10% DESCONTO
CARTÃO
VTBGWlFVOHlRV1VyTlRWc1UzTjROV0prWnpGNVNqRlVjbnBQTnprMGVFRlVUSEIwZHpOUlZuVndTa3hCVlVONE1EUkpNbFprWldKeGRsaFJVbEV3YWtSbVRGVlljM3BpWWtaVU5qSnlNRFYwYUhZMFVWaHNjbWhsTjA0elZXeFdjRzFRZGpOaU9FMDFWVU01T0ZCdlpXTTFRbXhpYnpWME1uVldOSHBQYW5kNFVIWm1TWFZyUVdKd2RHMHJkVXRRYVhOM2VrZDVURzVHV25OWGRsRXZhekZqZVhwcWR5OUphblJoYVRaeWVWaEZZMDA0YjBWMFMzazJXRkV3TjI1WlRITmxhQzloY2taNVJFUk1RMkpZTkVOeEt6TnNia2s1YVd3MVJXNXVWMGRPWjNKSk5tRjJUM2c0UlZWSGF6bFNjREpPUTBoNFdWVndSVU5DY1U5T2JYY3djbVkwUTB3eFUwUm5iRko1VEZkTlkxSm5Zbkl5ZEVScFNVZ3hORU54VW1oM1VqUndUR2xxVDJoRVN6ZEpiR0pJV2pZNVRqaGtWVVpxUlZaS1RYVm5iMEZDY1habFJGa3ljWGRqTTJKNkwyRmpZbVp6VjJGTVZFNWpXRzVPUjNoM1FXOVJVRkpHTVhkdVRFNWphVVppWjJkdVEzaENaVTB3TW1wNmQxRmxMMjg0WVVaTWFtNW9RMGg1WmtWRWRrb3daaXRPUlhNeGVuUnJTbVZTYTJFNFduWnBOMjFoZUVaa2JUQjFVREppV1VaMk1FaHpTVmRIVVdJMlFVSnNkRU16WmxNclluQmFXRzFGWWs5bVFYYzNUWFEwWm0xc1VYTktLMlZWSzFab1FVMWhURXBXY1RjM2IzcDVhbGRaZHpkWmVVWjFjbkp3ZWpORWVXaHVha3BUWTB3eUswa3hRek5tUmxab2VsTkdlU3RaZG05WFZVMXVPR3BIZFhRckwwbFpPRTVZU0UxeFVEQTNRMUZ6YmtZMmJuSlVOMWhLYnpWWVNUaFJXRU5VYmpRcllsUkNUblpxVjNsTU1XWjVSVkJoUXpSdlpFZGpaVmRvUzFkdWRtTnZSVEkwWm5veU4xTllOMk5hU1ZZMFkzSnFhV05TZHpsUFQwc3liVzF0VURKNVdXTlpWbGxXWldVMGRWVlFZV05aVkZGNlUwOXZlV1poTlVSSE5XbHlabVpVTnpOelIwSnFSRkJDU1hGbGVqVkhNVzV6VG5CV2NFcEdSazVJZVc4MVFqbEhLekZ2ZWxwVGRUa3JTMUJKWm1kbGRuVkVkRkZrYTFaM2JVOTRURzVQT1VGRGVVNDROMkZ2VnpoWVNsQm5XbUpQY21sSFNqazFTRnA1VjJGUjo4Y1cvS01hTElVcHl4bUU1amNvYzhnPT0=
EM STOCK
-
portes grátis
SINOPSE
Quantos regresso(s)? O de Ajax. O de Ulisses fica claro. O cão que espera Ajax remete para Argos, o de Ulisses, o único ser vivo que o reconhece imediatamente no regresso a Ítaca, para logo morrer. Outros regressos? O de Agamemnon é outra tragédia. Mas não haverá outros, outras vias realizáveis? Talvez o regresso da Jovem Mulher à vida vivível feita a travessia lutuosa que o texto propõe após o massacre, os corpos traumatizados pelas violações em série. É outro, este regresso: no final de Ajax Regresso(s) um regresso ganha de facto protagonismo, o regresso à vida depois da mortandade está na sugestão da adopção da criança órfã e na construção de uma nova família como horizonte — o princípio esperança aí reside.
Ajax é pós catástrofe, teatro da catástrofe. O que devém narrativa é fora do drama, não há o momento de purga emocional por via de um clímax que a resolva em choque, o mar de sangue já foi. Sabemos logo que os últimos combatentes atravessaram a aldeia. É o caso de Ajax — cujo nome nunca é pronunciado pela sua alegada mulher que, não o nomeando, se recusa a ver nele o outro que ele diz ter sido —, o último a largar as armas, o guerreiro que combateu até ao último morto.
A peça explora, obsessivamente, entre tantos regressos, um regresso que no presente dos acontecimentos narrados a Ajax se veda, o regresso à sua vida anterior, o regresso da sua vida anterior. É o seu projecto actual, o desejo que o toma, o sentido do caminho que cumpriu até à terra natal, agora desfigurada, como ele próprio. Tudo virou sombra, as ruínas são a mesma terra devastada por toda a parte, dessa destruição não emergem singularidades de arquitectura e rostos que sejam memória identificável, nada é o que foi.
A tentativa de recoser a vida a partir de uma vivificação dos anos de amor e paz, memória incerta, necessita de confirmação no acolhimento da alegada esposa e esbarra na respota negativa da Jovem Mulher: «não te conheço, não sei quem és» — Ajax não é o herói da tragédia, mas um serial killer que de matar já nem sabe quem mata. Esse regresso a si mesmo, no tempo, como futuro, é-lhe impedido, a violência espalhou-se como uma metástase, generalizando-se em função do antagonismo para com o outro que, a certa altura, são os nossos chamados outros.
Ajax é pós catástrofe, teatro da catástrofe. O que devém narrativa é fora do drama, não há o momento de purga emocional por via de um clímax que a resolva em choque, o mar de sangue já foi. Sabemos logo que os últimos combatentes atravessaram a aldeia. É o caso de Ajax — cujo nome nunca é pronunciado pela sua alegada mulher que, não o nomeando, se recusa a ver nele o outro que ele diz ter sido —, o último a largar as armas, o guerreiro que combateu até ao último morto.
A peça explora, obsessivamente, entre tantos regressos, um regresso que no presente dos acontecimentos narrados a Ajax se veda, o regresso à sua vida anterior, o regresso da sua vida anterior. É o seu projecto actual, o desejo que o toma, o sentido do caminho que cumpriu até à terra natal, agora desfigurada, como ele próprio. Tudo virou sombra, as ruínas são a mesma terra devastada por toda a parte, dessa destruição não emergem singularidades de arquitectura e rostos que sejam memória identificável, nada é o que foi.
A tentativa de recoser a vida a partir de uma vivificação dos anos de amor e paz, memória incerta, necessita de confirmação no acolhimento da alegada esposa e esbarra na respota negativa da Jovem Mulher: «não te conheço, não sei quem és» — Ajax não é o herói da tragédia, mas um serial killer que de matar já nem sabe quem mata. Esse regresso a si mesmo, no tempo, como futuro, é-lhe impedido, a violência espalhou-se como uma metástase, generalizando-se em função do antagonismo para com o outro que, a certa altura, são os nossos chamados outros.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899007970 |
| Editor: | Companhia das Ilhas |
| Data de Lançamento: | março de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 141 x 220 x 7 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 84 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Azulcobalto | Teatro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Teatro (Obra)
|
| EAN: | 9789899007970 |
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
10%Cidades de BronzeCompanhia das Ilhas14,40€
16,00€portes grátis -
10%O OráculoCompanhia das Ilhas15,30€
17,00€portes grátis