Água Viva

de Clarice Lispector
Editor: Relógio D'Água, março de 2012 ‧
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Escrevo-te toda inteira e sinto um sabor em ser e o sabor- -a-ti é abstrato como o instante. É também com o corpo todo que pinto os meus quadros e na tela fixo o incorpóreo, eu corpo a corpo comigo mesma. Não se compreende música: ouve-se. Ouve-me então com teu corpo inteiro. Quando vieres a me ler perguntarás por que não me restrinjo à pintura e às minhas exposições, já que escrevo tosco e sem ordem. É que agora sinto necessidade de palavras — e é novo para mim o que escrevo porque minha verdadeira palavra foi até agora intocada. A palavra é a minha quarta dimensão.

Água Viva

de Clarice Lispector

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896412845
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: março de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 232 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 88
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ficções
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896412845

Para quem aprecia Virginia Woolf

T. R.

"Água Viva" não é uma obra convencional. Ela é um retrato interior da vida duma mulher, um monólogo, um discurso emotivo, que recorda a prosa poética da escritora Virginia Woolf. Um excelente livro, embora não para todos os gostos.

SOBRE O AUTOR

Clarice Lispector

A 10 de dezembro de 1920, nasce Clarice Lispector, que viria a tornar-se figura maior da literatura do século XX. Recebe, ao nascer numa aldeia da Ucrânia, o nome «Haia», que em hebraico significa «vida». No contexto de guerra civil e das perseguições à comunidade judaica — os pogroms —, a família decide emigrar: em 1922, Clarice Lispector aporta no Nordeste do Brasil, acompanhada pelos pais e as duas irmãs. Mudam de nome, começam uma nova vida.
Em 1939, Clarice Lispector vai estudar Direito no Rio de Janeiro. No ano seguinte, começa a trabalhar como jornalista e publica, numa revista, o primeiro conto. Não mais para de escrever. Perto do coração selvagem, o romance de estreia, sai em 1943, ano em que a escritora se casa com um diplomata brasileiro, seu colega de faculdade. Dez anos mais tarde, este romance sai em França, com capa de Henri Matisse, inaugurando um percurso internacional fulgurante.
A partir de 1944, Clarice Lispector vive em Nápoles, Berna, Torquay e Washington, acompanhando o marido na carreira diplomática. Regressa ao Brasil em 1959, após o divórcio. Morre em 1977, no Rio de Janeiro.
Escritos ao longo de quase quatro décadas, de Clarice Lispector estão publicados no Brasil cerca de vinte livros de ficção (entre romance e conto), vários volumes de crónicas, correspondência e artigos, e cinco livros para a infância. Autora de uma obra de incomparável relevância – publicada em Portugal, a partir de 2025, pela Companhia das Letras – e acolhida nas mais prestigiadas editoras de todo o mundo, Clarice Lispector é um ícone da literatura.

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