Agamémnon Vim do Supermercado e Dei Porrada ao Meu Filho e Outras Peças

de Rodrigo Garcia
Editor: Cotovia, junho de 2014 ‧
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Pensou-se durante anos que os textos que Rodrigo Garcia escreve para os espectáculos que cria seriam textos de circunstância de um autor-de-palco. Mas as muitas montagens que foram sendo feitas nomeadamente em França e em Portugal revelam que é autor de um teatro intenso, literário, uma apóstrofe vital, uma imprecação. A ler e a fazer.

Agamemnon. Volví del supermercado e le di una paliza a mi hijo estreou em Setembro de 2003 em Gibellina, na Sicília, com direcção do autor. A presente tradução estreou em Portugal a 21 de Abril de 2011, no São Luiz Teatro Municipal (Lisboa), numa encenação de John Romão, com interpretação de Gonçalo Waddington e a participação das crianças Alexandre Pires, Henrique Pires e Martim Barbeiro. Uma produção do Colectivo 84 / Penetrarte.

Agamémnon Vim do Supermercado e Dei Porrada ao Meu Filho e Outras Peças

de Rodrigo Garcia

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728972752
Editor: Cotovia
Data de Lançamento: junho de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 102 x 153 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 148
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livrinhos de Teatro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra)
EAN: 9789728972752

SOBRE O AUTOR

Rodrigo Garcia

Rodrigo García (1964) passou a infância e adolescência no bairro Yparraguirre de Grand Bourg, na periferia de Buenos Aires, Argentina. Foi verdureiro, talhante, moço de recados e criativo de publicidade, trabalhos que abandona para se dedicar ao teatro. Estabelecido em Madrid, em 1989 criou a companhia La Carnicería Teatro, para a qual escreve, dirige e concebe o espaço cénico, tendo realizado inúmeras produções, na procura de uma linguagem pessoal, afastada da do teatro tradicional, no Teatro Pradillo de Madrid, no Teatro Nacional da Bretanha, na Bienal de Veneza, no Festival d’Avignon e no Festival de Outono de Paris, na Schaubühne Berlin, entre outros. García foi influenciado por autores como Samuel Beckett, Harold Pinter, Eduardo Pavolvsky, Heiner Müller, Thomas Bernhard, Louis Ferdinand Céline, Peter Handke, Tadeusz Kantor e o período negro de Goya. Privilegiando um teatro experimental e de forte discurso político, os seus trabalhos ficaram conhecidos por não fazerem concessões e explorarem uma linguagem crua e violenta do corpo do ator em cena. Em 2009, a UNESCO atribui-lhe o Prémio Europa de Teatro — Novas Realidades Teatrais. Tendo vivido numa aldeia nas Astúrias até 2013, mudou-se para Montpellier em 2014, para assumir a direção do Centro Dramático Nacional de Montpellier. Em Portugal, estabeleceu uma relação cúmplice com o Festival Citemor (Montermor-o-Velho), tendo apresentado After Sun (2001), Comprei uma pá no Ikea para cavar a minha tumba (2003), Aproximação à ideia de desconfiança (2006), e ali estreou Ronald, o palhaço do McDonalds (2001), espetáculo que lhe proporcionou reconhecimento internacional, e Autocompaixão (2006). Frequentemente, afirma que os seus textos, quando publicados, são restos dos seus espetáculos.

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