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Abandono Vigiado

de Alexandre O' Neill
Editor: Assírio & Alvim, Janeiro de 2026 ‧
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O oxímoro presente no título, Abandono Vigiado, figura cara à estética de choque surrealista, junta numa tensão antagónica a abertura da «entrega», o «abandono», a queda na sua forma substantiva, e o adjectivo «vigiado».[Golgona Anghel]

O terceiro livro de Alexandre O’Neill, Abandono Vigiado, editado pela primeira vez em 1960 na mítica coleção «Poesia e Verdade» da Guimarães Editores, foi à altura a confirmação do conseguimento estético de um poeta que não havia parado de ousar. Embora integrando três poemas do livro anterior, outros publicados dispersamente em periódicos, é também um livro de grandes inéditos: lembremos o belíssimo «Velhos de Lisboa», retrato impiedoso de uma cidade triste e alegre, ou o conjunto de «Divertimentos com sinais ortográficos», casamento perfeito entre o humor de O’Neill e a arte gráfica de Sebastião Rodrigues nos idos tempos da revista Almanaque. Esta edição conta ainda com um posfácio de Golgona Anghel.

Abandono Vigiado

de Alexandre O' Neill

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-2460-8
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: Janeiro de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 205 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 120
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Alexandre O'Neill
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 978972372460810
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Alexandre O' Neill

Poeta português, Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões nasceu a 19 de dezembro de 1924, em Lisboa, e morreu a 21 de agosto de 1986, na mesma cidade. Para além de se ter dedicado à poesia, Alexandre O'Neill exerceu a atividade profissional de técnico publicitário, forjando alguns dos mais conhecidos slogans portugueses. Um dos fundadores do Grupo Surrealista de Lisboa, desvinculou-se do grupo a partir de Tempo de Fantasmas (1951), embora a sua passagem pelo grupo marque indelevelmente a sua postura estética, conservando algumas características do movimento na sua poesia, por exemplo, o tom mordaz e em certo sentido absurdista na maneira de analisar o mundo. Um amante do jazz, do cinema e do teatro modernos, O'Neill fez ainda várias traduções, escreveu guiões para cinema e manteve algumas colunas de jornal durante vários anos. Da sua obra destacam-se as obras No Reino da Dinamarca (1958), Feira Cabisbaixa (1965) ou a reunião de contos e crónicas em Uma Coisa em Forma de Assim (1980).

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