A Vida das Abelhas

de Maurice Maeterlinck
Editor: Padrões Culturais, maio de 2012 ‧
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Maurice Maeterlinck, laureado com o Nobel da Literatura em 1911, fruto da sua visão profundamente humanista da Natureza, interessou- -se pelos mistérios da vida, observando-os com infinita paciência e sensibilidade, a que aliou o estudo dos mais importantes tratados sobre o assunto, dando origem a obras de extrema originalidade sobre as abelhas, as formigas, e as flores. Maeterlinck não se limitou, no entanto, à fria observação: soube ver nos factos um significado mais profundo e reflectir, no estilo leve de quem conta uma história, sobre as leis mutáveis que governam o nosso mundo. O autor mostra-nos uma Natureza maravilhosa, em como no mais ínfimo detalhe na vida de um insecto se espelha a inteligência de toda a criação.

«Para seguir a história anual da colmeia, tomaremos uma, que desperta na Primavera e se lança ao trabalho, e veremos desenrolarem- -se pela sua ordem natural os grandes episódios da vida da abelha, a saber: a formação e a partida do enxame, a fundação da cidade nova, o nascimento, os combates e o voo nupcial das jovens rainhas, o morticínio dos machos, e a volta do sono do Inverno. Cada um desses episódios ministrará, por si próprio, todos os esclarecimentos necessários sobre as leis, as particularidades, os hábitos, os acontecimentos que o provocam ou o acompanham, de modo que, no fim do ano apícola, que é breve e cuja actividade só se estende de Abril ao fim de Setembro, teremos encontrado todos os mistérios da casa do mel. Por agora, antes de devassar a colmeia e de lhe lançar uma vista de olhos geral, basta saber que se compõe de uma rainha, mãe de todo o seu povo; de milhares de obreiras ou neutras, fêmeas incompletas e estéreis; e enfim de algumas centenas de machos, entre os quais será escolhido o esposo único e desgraçado da soberana futura, que as obreiras elegerão, depois da partida, mais ou menos voluntária da mãe reinante.»

A Vida das Abelhas

de Maurice Maeterlinck

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897090134
Editor: Padrões Culturais
Data de Lançamento: maio de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 210 x 11 mm
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Coleção: Tempo Social
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Exatas e Naturais > Zoologia
EAN: 9789897090134

Simplesmente GENIAL

AG

Se procura um livro dedicado á apicultura, este não é nem de perto um manual para tal. É sim, um livro dedicado e indicado para quem quer compreender a dinamica social de um enxame. De forma quase poetica o autor aborda as relações entre os individuos de uma colmeia, estabelecendo um parelelismo á sociedade humana, que faz o livro roçar nos limites de uma fabula, que no entanto nada mais é que a pura da realidade. "a vida Das Abelhas" apesar de ser um texto com quase 100 anos, continua actualizado como se ontem tivesse sido escrito. Simplesmente GENIAL Sobre esta edição, apenas posso acrescentar, que já era tempo de alguem fazer uma tradução decente, pois as que haviam no mercado, simplesmente tinham erros tipicos de quem nunca observou um enxame, nem conhece a linguagem comum do apicultor.

SOBRE O AUTOR

Maurice Maeterlinck

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1911

Dramaturgo e poeta belga, nascido em 1862, em Ghent, e falecido em 1949, em Nice. Embora tenha estudado Direito, ao sentir que não tinha muita aptidão para a carreira de advocacia decidiu dedicar-se à Literatura. Ao deslocar-se a Paris, travou conhecimento com muitos poetas simbolistas, entre os quais se destaca a figura de Villiers de l'Isle Adam, de quem recebeu influência.
Em 1899 compôs uma antologia de poemas simbolistas intitulada Serres Chaudes. No mesmo ano obteve notoriedade com a crítica favorável de Octave Mirbeau (crítico literário do jornal Le Figaro) à sua primeira obra teatral La Princesse Maleine (1889). Provocou ainda grande impacto com a peça Pelléas et Mélisande (1892), considerada uma obra-prima do drama simbolista e transformada em ópera por Claude Debussy.
A maioria das suas obras caracteriza-se por um certo fatalismo, misticismo e pela constante presença da morte.
A riqueza da sua imaginação está ainda presente em obras como L'Intruse (1890), Alladine et Palomides (1894), Aglavaine et Sélysette (1896), ensaios filosóficos e científicos La vie des abeilles (1900), L'Intelligence des Fleurs (1907), La vie des Fourmis e as peças Joyzelle (1903) e L'Oiseau Bleu (1909). Em 1911 foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura e em 1932 foi-lhe atribuído o título de conde da Bélgica.

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