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A Universidade de Rebibbia

de Goliarda Sapienza
Editor: Antígona, novembro de 2025 ‧
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Sirenes cortavam os ares de Roma quando a escritora Goliarda Sapienza, acusada de um delito menor, transpôs os portões da prisão feminina de Rebibbia, a norte da cidade, num dia de Outono dos anos 80. Em breve trocaria a liberdade pelas «áleas subterrâneas de imersão na pena», mergulhando numa realidade desconhecida e num silêncio contranatural.

A Universidade de Rebibbia (1983) é o relato de dois meses de reclusão num mundo de regras e códigos próprios, que se converte na procura tacteante de uma réstia de humanidade atrás das grades e numa homenagem às mulheres rebeldes e inconformadas, ladras e jovens revolucionárias, que se cruzam no seu caminho. Pelo olhar lúcido da autora, o confinamento revela-se afinal uma nova vida em comunidade, mais espontânea e solidária do que a do exterior.

«Ler Goliarda Sapienza é uma experiência inesquecível. A sua obra deve figurar entre os grandes textos da literatura íntima feminina, juntamente com os escritos de Virginia Woolf, Anaïs Nin ou Alejandra Pizarnik.»
Le Figaro littéraire

A Universidade de Rebibbia

de Goliarda Sapienza

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726084754
Editor: Antígona
Data de Lançamento: novembro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 211 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726084754

SOBRE O AUTOR

Goliarda Sapienza

Goliarda Sapienza (1924-1996), romancista e poeta, é um dos espíritos mais livres e insubmissos da literatura italiana do século XX. Oriunda do meio anarquista siciliano, cresceu no seio de uma numerosa família militante e antifascista. Educada em casa e no abandono feliz das vielas de San Berillo, no cinema do bairro e nas olorosas osterias, entre o aroma dos mexilhões temperados com limão, troca a Catânia por Roma, em 1941, onde ingressa na Academia de Arte Dramática. Atriz em filmes de Visconti e Maselli, viveu na clandestinidade quando a guerra eclodiu, conheceu hospitais psiquiátricos, depois de várias tentativas de suicídio, e, em 1980, a prisão. Na obra que nos legou, tão intensa como a sua biografia, destacam-se Carta Aberta, publicado na Antígona, e o romance A Arte da Alegria. Alimentava-se da dúvida num mundo que apregoava certezas e sempre se regeu pelo inconformismo e pela máxima liberdade.

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