A Ronda

de Arthur Schnitzler
Editor: Relógio D'Água, março de 2012 ‧
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Em dez breves diálogos, A Ronda apresenta-nos, com perspicaz desenvoltura, o essencial da magia do coração e dos sentidos. Desde 1905 que circulavam rumores em Viena sobre uma obra «licenciosa» que Arthur Schnitzler teria escrito. Era A Ronda, que nenhum teatro se atreveu a encenar e começou por ser divulgada em edição de autor. Foi preciso esperar por 1921, depois do colapso do Império Austro-Húngaro, para que a peça pudesse ser representada em Viena, causando grande escândalo

A Ronda

de Arthur Schnitzler

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896411145
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: março de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 233 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes de Palco
Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra)
EAN: 9789896411145

Com a verdade m'enganas

Henrique Vogado

O mundo é pequeno! Uma peça de teatro divertida e com alguns diálogos bem construídos. 10 cenas curtas com 10 personagens. Imaginamos as situações mais quentes pelas pausas e interrupções. No início do século xx foi uma peça escandalosa e proibida, mas aos nossos olhos é quase inocente e normal, habituados que estamos aos limites do sexo e as suas linguagens de hoje em dia. É interessante perceber como meio mundo engana o outro meio e isso é o que permanece actual. Leitura rápida e divertida. Falta vê—la em cena.

Rituais

Fábio Lavos Martins

Mais uma pequena preciosidade centro europeia, que nos traz,em curtos diálogos (dez) teatrais, a maior parte dos demónios de Arthur schitzler: sexualidade, hipocrisia e decadência social. Completa-se um círculo perfeito,que termina onde se iniciou ( na galdéria), não poupando nenhum patamar da estilizada sociedade vienense pós imperial. Centrado essencialmente nos caminhos que aproximam e afastam as personagens depois de queimado o desejo, nunca é tão sexualmente explícito quanto rico e profundo. Difícil de entender que seja dada tão pouca atenção a Arthur schitzler.. quanto mais leio,mais me impressiona.

SOBRE O AUTOR

Arthur Schnitzler

Arthur Schnitzler (1862-1931) foi um médico e escritor austríaco, considerado um dos grandes nomes da literatura de língua alemã na transição do século XIX para o século XX.
Nascido em Viena, no seio de uma família judaica de classe média-alta, Schnitzler formou-se em Medicina e especializou-se em psiquiatria. A sua experiência clínica influenciou profundamente a sua escrita, especialmente no que diz respeito ao interesse pelo subconsciente e pelas complexidades psicológicas das suas personagens.
No meio literário, Schnitzler tornou-se conhecido como um dos principais representantes da Jung-Wien, um movimento modernista vienense. A sua obra explora temas como o desejo, a moralidade e a hipocrisia social, frequentemente sob a forma de peças de teatro e narrativas curtas. Entre os seus livros mais notáveis estão O Tenente Gustl, um dos primeiros exemplos de fluxo de consciência na literatura, e A História de Um sonho, que inspirou o filme De Olhos bem Fechados, de Stanley Kubrick.
Schnitzler também foi alvo de controvérsia durante a sua carreira, especialmente devido ao carácter provocador das suas obras, que abordavam temas tabu como a sexualidade e a infidelidade. O seu trabalho foi criticado tanto pela sociedade conservadora da época como pelos anti-semitas. Apesar disso, o impacto literário do seu trabalho perdurou e foi frequentemente comparado a Nietzsche e Freud, com quem partilhou o interesse pela psicanálise e pela natureza humana.
O escritor viveu intensamente as transformações culturais e sociais de Viena no início do século XX, mas a ascensão do nazismo marcou os seus últimos anos. Schnitzler morreu em 1931, pouco antes de ver as suas obras banidas pelo regime nazi. Hoje, é considerado uma figura central na literatura modernista, com uma obra que continua a ser estudada e valorizada pela sua profundidade psicológica e a sua dimensão de crítica social.
Muitos dos seus livros foram adaptados para teatro e cinema.

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