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A República Possível (1910-1926)

de Fernando Pereira Marques
Editor: Gradiva, novembro de 2018 ‧
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A situação em Portugal entre 1910 e 1926 não foi muito diferente da generalidade de situações coetâneas noutras sociedades europeias, do ponto de vista da radicalização da conflitualidade social e da instabilidade política.

É, pois, redutor atribuir a queda da I República a erros, a faltas, a desvios - segundo as versões benignas de tipo historicista -, ou à perversidade jacobina, anticlerical, ou até autoritária dos políticos republicanos, segundo as versões de outros historiadores.

Em termos mais simples, não foi a balbúrdia de que falam alguns textos referindo-se a esse período, o caos ou a catástrofe que a propaganda salazarista descrevia ou que ainda vários sustentam, nem foi uma Cousa Santa traída por militares e por um ditador perverso.

Foi a República possível no contexto da sociedade portuguesa com as suas características e problemáticas específicas, um processo complexo mas modernizador que a ditadura militar e o salazarismo travaram eficazmente.

A República Possível (1910-1926)

de Fernando Pereira Marques

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896168612
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: novembro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 231 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 308
Tipo de produto: Livro
Coleção: Trajectos Portugueses
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9789896168612

SOBRE O AUTOR

Fernando Pereira Marques

Fernando Pereira Marques (1948) diplomou-se na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) de Paris. É doutor de Estado em Sociologia pela Universidade Jules Verne/Picardie (Amiens-França), foi professor catedrático convidado na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, onde dirigiu o 2.º Ciclo de Ciência Política, e é investigador integrado no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (IHC). Entre outros cargos, foi deputado à Assembleia da República, dirigente nacional do Partido Socialista, membro da delegação portuguesa na União da Europa Ocidental (UEO) e na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa. É autor de várias obras nas áreas do ensaio e da investigação, e é diretor da revista Finisterra (fundada por Eduardo Lourenço). Membro da Liga de União e de Ação Revolucionária (LUAR), foi preso durante uma operação em 1968, tendo cumprido três anos de reclusão. Sobre essa organização, publicou, na Coleção Ephemera da Tinta-da-china, os livros Uma Nova Concepção de Luta (2016) e O Desejo de Revolução (2024).

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