A Nova Esquerda Política

Raízes teóricas e horizonte político

de Celso Cruzeiro
Editor: Âncora Editora, novembro de 2008 ‧
O essencial da resposta a dar por uma esquerda nova, na difícil hora que atravessamos, passa pois pela questão de saber ler os sinais que a realidade de hoje lhe aponta: a urgência da construção de um programa emancipatório que constitui a sua identidade matricial, mas agora despido da certeza, do determinismo e da universalidade, tão só passível de ser desenhado no quadro da probabilidade, da contingência e da historicidade. Tal implica uma revisão do projecto ou horizonte de transformação social, uma disponibilidade para o estudo, identificação e caracterização dos actuais agentes sociais e dos critérios da sua dinâmica de confronto, uma reponderação dos contextos onde se criam e desenvolvem as situações de exploração e de dominação e a descoberta das formas instrumentais dos novos sentidos emancipatórios.

A Nova Esquerda Política

Raízes teóricas e horizonte político

de Celso Cruzeiro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896253417
Editor: Âncora Editora
Data de Lançamento: novembro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 215 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 252
Tipo de produto: Livro
Coleção: CAmpo da Actualidade
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9789896253417

SOBRE O AUTOR

Celso Cruzeiro

Celso Cruzeiro nasceu em 18 de maio de 1945, em Cajadães - S. Vicente de Lafões, e é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, cidade onde viveu, de 1963 a 1969, na «República do Palácio da Loucura». De 1966 a 1969, integrou várias estruturas estudantis de luta pela conquista democrática da Associação Académica de Coimbra, desde o Secretariado do Conselho de Repúblicas à Comissão Pró-Eleições. Foi um dos responsáveis pela publicação do jornal «O Badalo», órgão de resistência estudantil e, ainda em Coimbra, colaborou nas revistas «Vértice» e «Capa e Batina». Em 1969 foi eleito para a Direção da AAC, investido na situação de responsável pela atividade cultural daquela associação. Foi um dos principais dirigentes da revolta estudantil denominada "crise académica de 1969", da qual escreveu, vinte anos mais tarde, a história e a interpretação política, «Coimbra, 1969» (Afrontamento, 1989). Participou nas estruturas do MFA na Guiné e, após a revolução, por determinação dos responsáveis daquele Movimento, assume a chefia da redação do jornal Voz da Guiné. Em dezembro de 1974 é eleito para a Comissão Política Nacional do Movimento de Esquerda Socialista, organização política em que militará até à sua extinção. Em 1975 encontra-se a advogar em Aveiro, onde ajuda a fundar a Associação de Dinamização e Educação Popular de Aveiro. No plano profissional, passa então a intervir em várias causas de repercussão social. Em 1980 publica «Afluentes de Abril» (ed. Centelha) e em 1982 funda, em Aveiro, a Cooperativa de Cinema Grande Plano, que organizará o Festival Internacional de Cinema dos Países de Língua Oficial Portuguesa até 1990. Em 1995 publica o romance «Não Pode Ser» (Editorial Notícias) e em 1999 é agraciado, pela Presidência da República, com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. Subscreveu o manifesto político de fundação do Bloco de Esquerda. Tem participação vária em artigos de opinião e em debates nos diversos órgãos da comunicação social.

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