A Matéria do Poema

de Nuno Júdice
Editor: Dom Quixote, maio de 2008 ‧
Mais um excelente livro de poesia de Nuno Júdice, um dos grandes poetas da actualidade.

«[...] todos os temas desta poesia sofrem uma estranha metamorfose, corporizada, por exemplo, na imagem da viagem (ou da mala) de Álvaro de Campos, o mais cosmopolita de todos os heterónimos e figura tutelar de um dos poemas, naquele que é talvez o mais pessoano de todos os livros do autor. [...] É um livro de luz e de sombras, que inscreve a poesia num mundo em fragmentação, perdidas que foram algumas das referência culturais e políticas do passado. »
Teresa Almeida, Expresso

«Tanto o jogo subtil com o modo de enunciar, quanto o processo de rarefacção que vai do substantivo a um "essencial" que não subsiste sem dispersão, é que são típicos da escrita de N. Júdice. Essa escrita e os seus prazeres disputam, no poema, o lugar principal enquanto "matéria do poema" com aquilo que o poema, à superfície, diz ser, quase como se o explicasse "esta matéria" com que os poetas trabalham. Daí a importância da leitura (que a poesia de Júdice sempre solicita, contra a impaciência que se apressa a interpretar e a julgar), daí que a peça do seu leitor, mesmo o mais crítico, e sobretudo desse, suficiente ironia para ver que só com espírito de jogo se conjuga no mesmo verso a ideia de que a poesia assegura a permanência do essencial e a afirmação de que, do essencial, "apenas um/ eco" permanece.» Gustavo Rubim, Público

A Matéria do Poema

de Nuno Júdice

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722036054
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: maio de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 208 x 190 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 140
Tipo de produto: Livro
Coleção: Poesia Dom Quixote
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789722036054

SOBRE O AUTOR

Nuno Júdice

Nuno Júdice (1949-2024) nasceu no Algarve. Professor universitário, assumiu em 2009 a direção da revista Colóquio-Letras da Fundação Calouste Gulbenkian. Publicou o primeiro livro em 1972 e foi um dos mais importantes nomes da poesia contemporânea. Recebeu os mais importantes prémios de literários nacionais e internacionais, entre os quais: Pen Clube (1985), Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus (1990), da Associação Portuguesa de Escritores (1995), Bordalo da Casa da Imprensa (1999), Cesário Verde e Ana Hatherly (2003) e Fernando Namora (2004). Em 2013, foi distinguido com o XXII Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana (Espanha); em 2014, com o Prémio de Poesia Poetas del Mundo Latino Víctor Sandoval (México); em 2015, com o Prémio Argana de Poesia, da Maison de la Poésie de Marrocos e o Prémio Literário Fundação Inês de Castro – Tributo de Consagração; e, em 2016, com o El Ojo Crítico Iberoamericano de Radio Nacional de Espanha.

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