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A Máscara e Outros Contos

de Stanislaw Lem
Editor: Antígona, junho de 2025 ‧
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Viagem pelo universo de um mestre da ficção especulativa, A Máscara reúne treze contos de intuição de mundos futuros, pela primeira vez no nosso país em tradução directa do polaco.

Escritos entre 1956 e 1993, têm como fio condutor as preocupações que dominaram a obra do autor: a liberdade como utopia, a angústia perante o insondável, a auto-indulgência do ser humano.

Perfeito exemplo da imaginação assombrosa e do virtuosismo do autor de Solaris - de uma hilariante incursão alienígena (A Invasão de Aldebaran) à imprevisibilidade da tecnologia e da inteligência artificial (O Martelo), passando pelo kafkiano e intrigante O Amigo e pela parábola filosófica A Máscara -, esta obra confirma Stanislaw Lem não só como uma voz profética que ecoa em questões do presente, mas também como um dos grandes escritores do século XX.
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O fascínio do Conto

Num conto, tudo acontece mais depressa, mas não com menos profundidade. Um gesto, uma frase, umas ausências bastam para desencadear o movimento. E, quando se dá por isso, já não se está no mesmo lugar.
O conto não se explica, sente-se, capta-se na sugestão, no que ficou por dizer, no pormenor que altera tudo. Talvez por isso nos acompanha com tanta persistência: porque condensa numa tarde o que outros géneros levam semanas a insinuar.
Num país em que a leitura precisa de ser mais cultivada, o conto pode ser a porta de entrada. Uma forma acessível, intensa e desafiadora de reencontrar o prazer de ler. Sem imposições, sem culpa, sem a ideia de que é preciso ter tempo a mais ou saber demais.
Nesta pequena constelação de propostas — de Teresa Veiga a Mário Cláudio, de João de Melo a Valter Hugo Mãe, sem esquecer a potência visionária de Stanislaw Lem —, reconhece-se a vitalidade de um género que está longe de ser menor. São contos que pensam, que ferem, que acolhem; que atravessam o passado e o futuro para tocar o presente com rara nitidez.
Venha conhecê-los melhor. A Nuvem no Olhar, de João de Melo A escrita de João de Melo tem raízes bem profundas: os Açores onde nasceu e a guerra colonial em Angola onde serviu como enfermeiro. Da terra insular herda a religiosidade, o mar, o peso da emigração e o silêncio de quem cresce entre fronteiras físicas e afetivas. Da guerra, transporta a memória viva do medo, da perda e da desumanidade. As suas narrativas movem-se entre estes dois mundos, revelando um sentido de desamparo e resistência. Há nelas uma melancolia persistente, feita de saudade da infância e de um desejo de reencontro com a terra, ainda que já transformada pela distância e pelo tempo.
Reunindo textos originalmente dispersos, alguns até agora inéditos em livro, a antologia A Nuvem no Olhar, revê e fixa, numa edição definitiva, a obra breve do autor no género conto. Um exercício de curadoria literária que é também uma viagem ao olhar com que, ao longo de cinco décadas, foi habitando o mundo e a língua. COMPRO NA WOOK! » Cruzeiros de Inverno, de Mário Cláudio Três figuras reais, três destinos ficcionados até ao limite da inquietação. Em A Gôndola Negra, Menina Sentada e Os Cães de Hécate, Mário Cláudio convida-nos a entrar em territórios biográficos quase esquecidos, abrindo fissuras na História por onde se infiltram a imaginação, o espanto e a vertigem do irreparável.
É um tríptico de vozes e silêncios: um jovem músico entregue a uma missão impossível, uma artista que nunca pôde ser plenamente autora nem amante, um político exposto num país habituado a desviar o olhar. Mas o que começa como evocação de vidas alheias transforma-se num jogo de espelhos, em que os narradores alternam entre o voyeurismo, a suspeita e a busca desesperada de sentido. Uma jornalista em busca do próximo escândalo; um colecionador prisioneiro das imagens da infância; dois agentes da judiciária que investigam mais do que a lei lhes permite nomear.
Ler estas três novelas é mergulhar num tempo suspenso entre arquivos e fantasmas, onde o real se adensa, mas é a ficção que ilumina o que ficou por dizer. Mário Cláudio expõe-nos àquilo que os seus corpos e ausências ainda podem significar. Uma leitura densa, obsessiva, marcada pela linguagem trabalhada e pela arquitetura literária rigorosa, que nos desafia a estar presentes até ao fim. Mais do que biografias ficcionadas, estas são histórias de sombras e sobrevivência, de figuras que viveram à margem ou caíram em desgraça, e que aqui ressurgem com a densidade, o humor e o fulgor narrativo que Mário Cláudio sabe imprimir a tudo o que escreve. COMPRO NA WOOK! » As Enganadas, de Teresa Veiga Nestes três contos longos, Teresa Veiga detém-se no modo como o engano se inscreve nas rotinas mais discretas. Não há grandes confrontos nem revelações dramáticas. Há uma mulher que percebe, sem escândalo, que o marido que tem é outro, filhos que guardam segredos, figuras periféricas que se aproximam, heranças mal resolvidas, leis torcidas, silêncios que se instalam.
Tudo acontece devagar, sem alarde e são as mulheres que falam. Com ironia, clareza, uma inteligência cansada de fingimentos. Teresa Veiga escuta o que quase ninguém escuta, capta o que mal se diz. Na escrita, como nas relações, o mais importante está muitas vezes fora de campo.
Cada conto deixa essa impressão persistente: a de que o mais difícil não é ser enganado, mas entender o papel que se teve no engano. COMPRO NA WOOK! » Contos de cães e maus lobos, de Valter Hugo Mãe A escrita de Valter Hugo Mãe aproxima-se do conto com a delicadeza de quem acolhe: cada história, aberta a leitores de todas as idades, sustenta-se numa esperança serena, nunca ingénua.
Entre a confiança e o receio, cães e lobos surgem como figuras da inquietação. Falam-nos da aprendizagem dos afetos, da escuta, da prudência que nos permite avançar sem nos perdermos. São contos sobre o gesto de cuidar, sobre a intimidade possível, sobre o que é preciso para que a felicidade se torne, mesmo que por instantes, habitável.
Esta obra conta com a participação de vários artistas plásticos, entre os quais a conhecida Ana Aragão, que enriquecem e se conjugam com as palavras. COMPRO NA WOOK! » A Máscara e Outros Contos, de Stanislaw Lem Ler A Máscara e outros contos é submeter-se a um estranho encantamento. Não porque Stanislaw Lem construa mundos distantes, mas porque, a cada página, nos sentimos empurrados para dentro de nós próprios.
Entre sátiras mordazes e parábolas filosóficas, o autor de Solaris convoca-nos para experiências-limite, em que seres artificiais desenvolvem consciência, civilizações alienígenas não se deixam compreender e a liberdade é, por vezes, apenas um outro nome para o condicionamento. Há contos que arrancam sorrisos e outros que nos perturbam com perguntas sem resposta.
Lem não escreve para entreter nem para explicar: escreve para agitar e, mesmo passadas décadas sobre a sua primeira publicação, estes contos continuam a ser vislumbres de um futuro possível e, acima de tudo, de um presente inquietante. O autor confirma, conto após conto, o lugar que ocupa entre os grandes autores do século XX. COMPRO NA WOOK! » O fascínio do conto não está apenas na brevidade, mas na forma como nos desinstala. Porque não exige fidelidade nem tempo infinito, mas impõe atenção total. Pede que se pare, que se escute, que se imagine além da última linha. Precisamos disso.
Lê-se um conto numa tarde, mas fica-se com ele durante muito mais tempo. Como se a sua concisão fosse só uma armadilha para nos deixar mais perto daquilo que importa: um olhar mais agudo, uma escuta mais funda, uma presença mais inteira diante da linguagem e do mundo.
Um conto por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

A Máscara e Outros Contos

de Stanislaw Lem

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726084815
Editor: Antígona
Data de Lançamento: junho de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 212 x 27 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 456
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789726084815

SOBRE O AUTOR

Stanislaw Lem

Stanislaw Lem (1921-2006) é um dos mais traduzidos e destacados autores polacos. Nos anos 40, estudou medicina e psicologia em Lviv e em Cracóvia. Foi forçado a obter documentos falsos – que o salvaram das câmaras de gás de Belzec – e, como mecânico, dedicou-se a sabotar carros alemães durante a invasão nazi. Publicou Solaris (1961), A Voz do Dono (1968) e livros com um humor inimitável, como Memórias Encontradas numa Banheira (1961) e Congresso Futurológico (1971). Em 1976, foi expulso da Associação Americana de Escritores de Ficção Científica, por ter criticado a qualidade da produção norte-americana no género. Legou-nos uma obra profundamente filosófica, norteada pela reflexão sobre as limitações humanas, o lado negro do progresso e o lugar do homem no Universo. Perdurará neste planeta como um mestre da sátira e da imaginação.

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