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A Madrugada em Birkenau

Testemunhos recolhidos por David Teboul

de Simone Veil
Livro eBook
Editor: Quetzal Editores, maio de 2021 ‧
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Numa primeira parte do livro, Simone Veil fala da sua infância, da família, recorda o início das perseguições raciais em França, e relata a deportação, a vida nos campos de Drancy, Auschwitz-Birkenau, Bergen-Belsen, e o impacto destes acontecimentos na vida que se lhes seguiu. Na segunda parte, dialoga com antigos companheiros sobreviventes do holocausto, e com a irmã, membro da Resistência, e que reencontrou no fim da guerra.

Um extraordinário documento histórico, enriquecido por muitas fotografias (dos anos trinta e de anos recentes): deportada aos 16 anos, Simone Veil veio a tornar-se a francesa mais popular e uma das mulheres mais importantes da política europeia do século xx. Simone Veil habita literalmente este livro. O leitor ouve a sua voz e sente a sua liberdade interior.

«As confidências de uma grande Senhora. Ocasião para descobrir uma mulher livre, tolerante, cuja voz ouvimos aqui como nunca anteriormente.»
Le Parisien

«Os temas de Simone Veil continuam extraordinariamente atuais, a prova de que ela tinha um olhar extremamente arguto sobre a evolução do Mundo.»
La Libération

«Um livro fora do vulgar, em todos os aspetos.»
Télérama

A Madrugada em Birkenau

Testemunhos recolhidos por David Teboul

de Simone Veil

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897226878
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: maio de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 237 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 280
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789897226878
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Memória Contra o Esquecimento

JM

Em A Madrugada em Birkenau, Simone Veil regressa à experiência de deportação e sobrevivência em Auschwitz-Birkenau com uma escrita sóbria, contida, quase sem ornamento. Não há dramatização excessiva — há precisão, memória e uma lucidez que torna tudo ainda mais pesado. O texto recusa o espetáculo da dor. Em vez disso, fixa momentos, gestos, rotinas impostas, a desumanização progressiva. E é nesse registo controlado que ganha força: porque não procura chocar, mas testemunhar. Mais do que um relato, é um ato de resistência contra o esquecimento. Curto, mas essencial.

Um retrato cru, uma obra imperdível

Teresa Ferreira

Na primeira parte do livro a autora descreve a deportação para os diversos campos de concentração falando sobre a vida nesses campos. A escrita da Simone Veil é muito clara e os sentimentos dela e dos restantes prisioneiros estão muito bem reportados. Na 2ª parte do livro, para mim a mais interessante, a autora dialoga com antigos companheiros sobreviventes do holocausto e com a irmã também ela sobrevivente. Este diálogo é um retrato muito nítido não só da experiência da própria mas também da personalidade da cultura e da inteligência desta mulher. Depois da experiência no campo ela conserva força para se dedicar à política com o sucesso e o brilhante resultado que lhe conhecemos.

SOBRE O AUTOR

Simone Veil

Simone Veil nasceu em Nice, França, em 1927. Tinha 16 anos quando foi detida e deportada para Auschwitz-Birkenau. Foi, depois da guerra, magistrada e, em 1974, ministra da Saúde, tendo levado à aprovação a «Lei Veil», que despenalizou o aborto. Em 1979 tornou-se a primeira mulher presidente do Parlamento Europeu. Membro do Conselho Constitucional, foi eleita membro da Academia Francesa em 2008. Em 2010, uma sondagem deu-a como «a personalidade preferida dos franceses». Morreu em 2017 aos 90 anos. Mais de dois milhões de pessoas acompanharam pela televisão a trasladação dos seus restos mortais para o Panteão, em 2018. Foi a quarta mulher a receber a distinção francesa «Honneur Solennel de la Nation».

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