A Livraria dos Gatos Pretos
SINOPSE
Um reformado melancólico, um frade vivaço, uma octogenária obcecada com assassinos em série, uma jovem que se veste de preto e sonha matar alguém e um livreiro à beira da falência. Confiaria nestes detetives para conduzir a investigação de um crime?
«Os casos mais difíceis costumam ser os mais banais. São espinhosos só porque o investigador carrega o crime com uma complexidade que é apenas aparente, fruto dos seus preconceitos. Mas, na verdade, é tudo extremamente simples e a resposta está ali, onde menos se espera, escondida sob um manto de banalidade.»
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Quando a livraria é a protagonista das histórias
Quem adora livros, adora livrarias. Ao dar às livrarias o peso de uma personagem, estes livros condensam o ambiente único destes espaços e a paixão pelos livros que os livreiros – como nós, na WOOK – acarinham e cultivam. É que ler o livro certo, no momento certo, pode mudar uma vida.
A Livraria Perdida
Primeira paragem neste roteiro: Dublin, Irlanda.
Opaline, Martha e Henry parecem não ter nada em comum além de terem sido, durante demasiado tempo, personagens secundárias nas suas próprias vidas. Opaline tem de fugir de Londres para não ser obrigada a casar-se, Martha parece inevitavelmente presa numa relação tóxica, e Henry está noivo de uma mulher que não ama. Os seus caminhos vão entrelaçar-se na capital irlandesa, quando Henry e Martha descobrem que a livraria fundada por Opaline em Ha’penny Lane, afinal, não está lá. Juntos, partem em busca da livraria, seguindo as poucas pistas que encontram sobre a vida da misteriosa e fascinante Opaline. Ao desvendarem enigmas literários, acabam por descobrir que as suas vidas podem ser tão fascinantes e surpreendentes como as grandes histórias. Uma narrativa que se desdobra em linhas temporais paralelas, entre a primeira metade do século XX e a atualidade, embelezada com detalhes de realismo mágico.
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Os meus dias na livraria Morisaki
Segunda paragem: Tóquio, Japão.
Viajamos até ao bairro Jinbocho, famoso pelas suas livrarias e editoras, um paraíso para leitores ávidos, lugar tranquilo e alheio ao bulício da capital nipónica. Quando Tatako, de 25 anos, é deixada pelo namorado, despede-se do emprego, onde eram colegas e, sem rumo, isola-se do mundo. Quando o seu excêntrico tio Satoru a convida para viver no andar por cima da pequena livraria Morisaki, na sua família há três gerações, a vida da jovem leva uma volta inesperada. Ela, que não é apaixonada por literatura como o tio, vê-se rodeada de pilhas de livros e de clientes, grandes leitores, que contam com a sua orientação sobre livros e escritores… que ela desconhece. Conversa a conversa, vai descobrindo a literatura japonesa moderna, a par da história de amor vivida pelo do seu tio. A cada dia, a sua vida impregna-se de um sentido mais puro, que lhe permite superar os receios que a dominavam no passado.
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Uma livraria em tempos de guerra
De Nova Iorque com destino a Lisboa.
A “neutralidade equidistante” de Portugal durante a II Guerra Mundial tornou Lisboa num local privilegiado para as operações de espionagem, histórias verídicas que inspiraram este livro. Maria, especialista em microfilmes da Biblioteca Pública de Nova Iorque, com treino em espionagem, é enviada para Lisboa com a missão de fotografar livros e reunir informações sobre a localização, o armamento e os planos dos militares alemães, que enviará para Londres. Une esforços com Tiago Soares, o corajoso dono de uma livraria da capital, que ajuda refugiados judeus em fuga dos nazis. A missão de Maria sobrepõe-se à união que cresce entre ambos, quando esta recebe ordens para agir como agente dupla, infiltrando-se no círculo íntimo do Führer. Estará ela disposta a correr a arriscar tudo?
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A livraria
Cidade costeira de Hardborough (fictícia), Inglaterra.
Em 1959, Florence Green, uma viúva bondosa com uma pequena herança, arrisca tudo para abrir a primeira livraria local numa pequena vila costeira inglesa. Compra um velho edifício abandonado, impregnado de humidade e aparentemente assombrado. Mas isso não é o pior. Cada pequeno sucesso que alcança esbarra na hostilidade dos outros comerciantes. Sonha alargar os horizontes da vila, mas a Sra. Gamart, poderosa decana local das artes, tudo faz para a impedir. Além dos livros, Florence apenas encontra apoio numa menina de 10 anos, que se torna sua ajudante de loja, mas não desiste. Ousada, coloca à venda a primeira edição de Lolita de Nabokov…. Da autoria de uma vencedora do Booker Prize, esta história é um retrato vivo do fosso entre gerações e classes na Grã Bretanha do pós-guerra, magnificamente adaptado ao cinema em 2017.
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A livraria dos gatos pretos
Última paragem: Cagliari, ilha da Sardenha, Itália.
Neste roteiro em que a tensão dos enredos se foi adensando, chegamos agora a um registo mais negro: um policial italiano com apontamentos de thriller psicológico. Os gatos que dão nome à livraria desta história podem ser pretos, mas não são eles que trazem o mal. Prepare-se para o impacto, que logo nas primeiras páginas vai ter isto: um homem encapuzado invade a casa de uma família, amordaçando pai, mão e filho pequeno. Depois, ordena ao homem que escolha, num minuto, quem deve morrer: a mulher ou o menino. Senão, mataria os dois. Consumado o horror, a superintendente Angela Dimase encarregue de encontrar o sádico assassino procura a ajuda dos “detetives de terça-feira”, o clube de leitura da tal Livraria dos Gatos Pretos, formado pelo dono da loja, Marzio Montecristo e por peculiares membros, todos especialistas em mistérios. Conseguirão um reformado melancólico, um frade vivaço, uma octogenária fascinada por serial killers e uma jovem que sonha matar alguém resolver o crime?
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À conversa com Piergiorgio Pulixi
O escritor italiano Piergiorgio Pulixi tem sido aclamado como um dos novos mestres do suspense italiano. O seu romance de estreia, A Livraria dos Gatos Pretos, recebeu o mais prestigiado prémio em Itália para a ficção policial, o Giorgio Scerbanenco, e ainda o conceituado Prix Babelio para o melhor policial em França. Se os Gatos Falassem, o seu segundo romance, recentemente lançado em Portugal, envolve o leitor num enigma de “quarto fechado” rico em suspense, dando a mão ao célebre Morte no Nilo, numa homenagem a Agatha Christie. Desta vez, Marzio, o dono da livraria Les Chats Noirs é convidado para um cruzeiro literário onde um conceituado escritor terminará o seu novo livro. Marzio leva consigo os seus gatos, Miss Marple e Poirot, e o inspetor Caruso. Quando ocorre um assassinato a bordo, o livreiro vê-se obrigado a usar o seu conhecimento de policiais para desmascarar um criminoso que acredita ter cometido o crime perfeito.
Nesta entrevista, o autor revela as inspirações, desafios e prazeres por detrás deste novo livro, em que volta a recriar o encanto das investigações clássicas. Pulixi fala-nos também do papel quase metafísico dos gatos, que funcionam como observadores privilegiados e cúmplices da narrativa, e chama a atenção para a pressão do mercado editorial e a forma como a fama pode distorcer a criação literária. O que não o impede, felizmente para nós, de criar novos livros de mistério, em que os gatos voltam a brilhar…
Piergirogio Pulixi – Foto © Francesca Steri
Se os Gatos Falassem parece brincar com a fronteira entre o real e o fantástico. Numa frase, como descreveria o livro aos leitores?
Se os Gatos Falassem é um romance policial que presta homenagem à grande tradição da ficção detetivesca mundial, envolvendo o leitor num enigma de “quarto fechado” rico em suspense, humor subtil e leveza, com atmosferas de toque vintage que fazem lembrar o sabor dos romances de Agatha Christie.
O que mais o entusiasmou enquanto escrevia este livro?
Construir uma história na qual os leitores pudessem perder-se durante algumas horas, redescobrindo o prazer de uma investigação à moda antiga — guiada inteiramente pela razão e pela intuição, sem tecnologia à vista. Queria, durante algum tempo, fazê-los esquecer o mundo dos computadores, telemóveis, redes sociais e internet, que tantas vezes nos cercam e nos pesam. E, para além de os envolver no mistério, quis fazê-los sorrir e deixá-los com um sentimento de esperança.
Os gatos «possuem uma inteligência curiosa e intrometida: adoram explorar e nunca aceitam a derrota perante uma porta fechada.»
Os gatos são personagens centrais e quase “investigadores” por direito próprio. Como surgiu a ideia de lhes dar voz — e até uma certa filosofia felina?
Sempre senti que os gatos são, de certa forma, criaturas bastante metafísicas. É quase como se estivessem para sempre suspensos entre este mundo e outro. Possuem uma inteligência curiosa e intrometida: adoram explorar e nunca aceitam a derrota perante uma porta fechada. Além disso, são animais crepusculares — dormem durante o dia e, à noite, vagueiam sozinhos pela cidade, como se fossem Philip Marlowe num romance de Raymond Chandler. Independentes e livres, são observadores atentos e testemunhas silenciosas. Gostei da ideia de trazer, para enredos tão lineares, ordenados e geométricos como os de um mistério clássico, uma presença ligeiramente metafísica que quebrasse a simetria.
A referência a Morte no Nilo percorre o livro. Como foi envolver-se com um clássico tão icónico de uma forma original e nova?
Foi uma grande honra, mas ao mesmo tempo trouxe um enorme sentido de responsabilidade. Ainda assim, creio que se sente o amor por esse livro — e, de forma mais ampla, pelas atmosferas, enredos e personagens de Christie. E quando se fazem as coisas com amor, tudo se torna mais simples e agradável. Adoro esses romances pelas emoções que me deram, pelas horas despreocupadas, pela fuga às responsabilidades do quotidiano — ainda que apenas por pouco tempo. Quis dar tudo isso de volta aos leitores, usando a mesma fórmula que a “Rainha do Crime”.
O livro transforma o cruzeiro num verdadeiro espetáculo literário — com um escritor a terminar um livro em público, leitores a bordo e toda a maquinaria do marketing literário. Era sua intenção criticar o mercado editorial e a pressão da fama?
Sim — o mundo editorial é frequentemente muito mais romantizado do que realmente é. É um mundo — pelo menos na Itália — em que os números contam muito mais do que as palavras, onde os escritores são cada vez mais tratados como prestadores de serviços e não como artistas; um ambiente altamente industrializado no qual, se não te adaptas a dinâmicas cada vez mais comerciais, és esmagado. Trabalhar num mundo tão competitivo também significa que o teu emprego nunca está verdadeiramente seguro: alguém mais astuto – mais hábil e com menos inibições do que tu – pode tirar-to a qualquer momento. Esta tensão constante e frenética, com todos a perseguir o próximo bestseller, gera uma ansiedade sufocante. Levei esse ambiente ao extremo, tentando mostrar o que poderia acontecer a alguém que tenta subverter um sistema tão cruel. Spoiler: pode tentar, mas não acaba bem.
Qual foi a cena ou momento do enredo que mais prazer lhe deu criar (sem revelar segredos…)?
Diria que a forma como o homicídio é cometido — a própria construção do crime, a mecânica do ato. Quis algo novo: clássico no espírito, mas nunca antes visto ou usado. Passei um ano a pensar nisso, a virar cada detalhe do avesso; nada podia, ou devia, ser deixado ao acaso. Cada elemento tinha de funcionar e ser coerente com o resto. E quando finalmente o escrevi — bem, diverti-me imenso. Foi também, de certa forma, um alívio, porque já pensava nisso há muito, muito tempo.
Se os Gatos Falassem segue A Livraria dos Gatos Pretos, que recebeu o Prix Babelio para melhor romance policial, em França. Como recebeu essa distinção e que impacto teve na sua carreira?
A Babelio é a maior comunidade de leitores em França, com quase um milhão e meio de membros registados. Receber esse prémio foi realmente importante para mim, porque é um prémio que vem diretamente dos leitores: não há agendas ocultas, nem influências ou jogos de poder orquestrados nos bastidores pelas editoras — como tantas vezes acontece com prémios literários tradicionais. Aqui, são os leitores que votam de acordo com os seus próprios gostos e as emoções que sentiram ao ler. Por isso, foi um privilégio imenso.
E é ainda mais especial tê-lo ganho precisamente com o livro que presta homenagem aos leitores e aos clubes de leitura. Acho que aqueles que votaram se reconheceram no clube de ficção policial da livraria Les Chats Noirs.
«Quis algo novo: clássico no espírito, mas nunca antes visto ou usado.»
A Livraria dos Gatos Pretos foi descrita como um equilíbrio entre “cozy crime” e suspense intenso, e comparada ao estilo de Agatha Christie ou Peter Swanson. Concorda?
Sim, absolutamente. São dois autores que me inspiraram profundamente. Na verdade, coleciono a obra completa de Agatha Christie. Também devo muito aos filmes Knives Out, protagonizados por Daniel Craig, porque ajudaram a trazer de volta a atmosfera vintage do mistério clássico. Isso certamente ajudou a preparar o terreno para esta recente redescoberta do “cozy crime” e do mistério com sabor vintage.
Muitos críticos apontam-no como um dos novos mestres do suspense italiano. Como se sente em relação a isso? Trouxe mais pressão ao seu processo de escrita?
Na verdade, sim — e a pressão é má companhia para um escritor. Tento conviver com a situação da forma mais humilde possível, mantendo tudo em perspetiva. Sou apenas um artesão de histórias. Trabalho em estruturas narrativas que têm de ser o mais sólidas possível. Trabalho as emoções com martelo e cinzel, passando depois aos retoques mais finos — sentimentos e paixões. Sujo as mãos com o giz e a argila dos segredos e dos instintos mais sombrios. Mas, no fim do dia, não sou mais do que um artesão. Não salvo a vida a ninguém. Não descubro curas extraordinárias para milhares de pacientes. Sou um entertainer a tentar escrever da forma mais elegante e cativante que consigo. E, por isso mesmo, tento manter os pés bem assentes na terra, consciente de que os verdadeiros mestres são bem diferentes.
A sua escrita é frequentemente elogiada pela forma como renova o romance policial contemporâneo. Que autores ou tradições literárias mais influenciam o seu trabalho?
Sem Stephen King, provavelmente não me teria apaixonado tão profundamente por histórias — e dificilmente teria acabado a fazer este trabalho. Portanto, ele, sem dúvida. Depois acrescentaria Jim Thompson, Agatha Christie, o grande Michael Connelly, Ian Rankin, Don Winslow, o primeiro James Ellroy — e ultimamente tenho adorado Tana French e Louise Penny. Acredito, contudo, que a grandeza, o génio e a pura alta-costura literária de Edgar Allan Poe permanecem inigualáveis.
Pode revelar alguma pista sobre o que está a preparar a seguir? Há mais gatos detetives no horizonte, ou vai explorar novos caminhos?
Na verdade, estou neste momento a trabalhar no terceiro livro da série policial protagonizada por Marzio e os seus gatos pretos. Está previsto sair em Itália em setembro deste ano. Desta vez, passa-se numa pequena ilha ao largo da Sardenha, e a homenagem é a E Não Sobrou Nenhum — talvez o romance mais famoso de Agatha Christie. Será uma investigação complexa e de ritmo apertado, na qual Marzio não poderá confiar em ninguém, exceto em Marple e Poirot. Mal posso esperar que chegue também a Portugal.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897246951 |
| Editor: | Clube do Autor |
| Data de Lançamento: | outubro de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 154 x 237 x 18 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 272 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Policial e Thriller
|
| EAN: | 9789897246951 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Recomendo
Maria
Este livro surpreendeu-me pela positiva. Logo desde o início, a história deixa-nos intrigados e com vontade de saber mais. À medida que a narrativa avança, o interesse aumenta, e os últimos capítulos são daqueles em que é praticamente impossível pousar o livro. Adorei a forma como a história se desenrola e, sobretudo, o desfecho, que nos deixa a questionar de que lado estamos (do vilão ou da vítima). Essa ambiguidade moral é um dos pontos mais fortes do livro e faz-nos refletir mesmo depois de terminada a leitura. A descrição detalhada de cada cenário e personagem está muito bem conseguida, assim como a contribuição de cada um para o desenvolvimento da história. O formato de capítulos curtos é, sem dúvida, um grande benefício para quem gosta de ler ao longo do dia, embora tenha um pequeno problema: é muito fácil ficar preso no eterno “só mais um capítulo” ahahaha.
Mistério do início ao fim
Rita Viana
Uau!!!! Este livro surpreendeu-me tanto, simplesmente adorei. Quando comecei a ler, prendeu-me logo e fiquei a querer ler sem parar. Adorei todo o mistério, as personagens e todo o crime que estava a acontecer. Não adivinhei o plot, aliás OS plots e fiquei de coração quentinho com o último. Além do mais, o assassino está errado? Não está, super percebi (deu-me arrepios de saber o motivo por trás daquilo tudo). Capítulos SUPER PEQUENOS (eu amei, 10/10) e uma escrita super fácil de entender. Aconselho muito, VÃO LER!
Incrível
Ana Marcelino
Um livro que prende do início ao fim, quem gosta de thriller policial vai gostar!
Dos melhores do ano
Leituras.da.claudia
Adorei cada página deste livro! É impossível parar de o ler. Remete-nos para os clássicos policiais, faz referência a vários nomes emblemáticos como Miss Marple e Poirot, e a grandes autores! A personagem Montecristo tem um mau feitio e humor que nos fazem ter um grande carinho por ele. Os crimes são bastante brutais e fiquei completamente às escuras sem conseguir descobrir quem era o assassino.
Uma leitura agradável
Carla Pinhal
Este foi um livro que me apaixonou pela capa! Agora os ingredientes para a história: uma livraria que só vende policiais e mistério; um livreiro com pouca (ou nenhuma) capacidade de interagir com os clientes; um clube de leitura (com 5 membros bem peculiares) onde analisam um livro e tentam perceber os seus pontos fracos; dois gatos pretos que circulam livremente pela livraria (Poirot e Miss Marple); detetives que pedem ajuda a este grupo para solucionar um crime atual… Muitas referências literárias e musicais e uma leitura fácil e divertida. Para finalizar um assassino que obriga a vítima a escolher quem vai ser assassinado “Gostas mais da mãe ou do pai” a pergunta que todos já ouvimos e detestamos e que aqui tem todo um novo conceito!
Uma leitura incrível
Bruna Oliveira
Uma livraria conhecida por muitos pelos seus thrillers/policiais, um assassino amante de romances, um clube de leitura (que ajuda a resolver casos reais), referências a grandes autores clássicos, Miss Marple e Poirot os gatos pretos e muito mais, neste que é o policial do ano (na minha opinião, claro ¿) O que mais gostei neste livro não foi só o mistério em si, mas sim o divertimento e as gargalhadas que me retirou. Juro-vos! O sentido de humor do Marzio Montecristo, o livreiro, é de partir o coco a rir ¿ ele tem zero paciência para os clientes que lhe chegam à livraria a perguntar por livros de romance (sendo que a livraria só vende livros de policiais), ou pelas cores das capas ou até mesmo por autores e títulos errados. Foi uma mistura de emoções. Ri, irritei-me, chorei… mas valeu a pena. Aconselho vivamente a leitura!!
Policial viciante
Maria Manuel Magalhaes
Para quem procura um thriller sangrento e original pode desiludir-se com este livro. Contudo, tirando esse facto que pode ser fulcral para quem é amantes dos livros do género, traz muito mais ao leitor. Como livreira identifiquei-me tanto com o protagonista... É que tudo o que ele passa atrás de um balcão acontece na realidade e, caso, tivéssemos o mau humor dele e pudéssemos dizer tudo o que queremos, de facto a livraria iria facilmente à falência. Desde pessoas que procuram livros pela cor da capa, apenas, sem dar indicação mais nenhuma, até outras que querem oferecer um livro a quem não gosta de ler e acham que nós vamos fazer o milagre da leitura. Marzio não é um livreiro vulgar. Antigo professor de matemática, decide abrir uma livraria apenas dedicada a livros policiais. Na companhia dos dois gatos pretos (que dão o nome ao espaço) e de uma colega bem mais empenhada para que as portas continuem abertas, Marzio passa os seus dias atrás do balcão quase sempre de mau humor. Os únicos dias que o fazem mais feliz é a altura em que alguns amantes de livros se juntam numa espécie de clube de leitura. Obviamente que os livros debatidos são sempre policiais e os poucos leitores que ainda resistem mostram-se hábeis em descobrir os assassinos. Tanto assim é que a polícia de uma pequena localidade italiana decide recorrer a eles quando se vê num beco sem saída relativamente a uma investigação em curso: um assassino em série que mata impiedosamente pessoas, aparentemente ao acaso. O que pode parecer uma investigação banal leva-nos a um livro viciante (li em apenas umas horas) e com um final surpreendente. Gostei imenso e, apesar de os gatos não terem tanto protagonismo quanto gostaria, os nomes deles encantaram-me: Miss Marple e Poirot.
Delicioso
Maria José
Tenho a certeza de que facilmente vos consigo convencer a lerem este livrinho. Nele vão encontrar uma livraria dedicada a livros policiais/thrillers, dois gatos pretos amorosos (a Miss Marple e Poirot), um assassino que adora romances de amor, um clube do livro (que também se dedica a investigar casos reais), personagens interessantes, referências literárias e um enredo misterioso. Não há como não gostar, é um livro indicado, tanto para amantes deste género como para quem se quer iniciar neste tipo de leituras. Com um conjunto de personagens muito particular, vamos investigar uma série de crimes brutais. É uma história leve, com momentos bem-humorados, mas também com uma grande dose de crueldade e de tragicidade, estando perfeitamente balanceado. Para além do enredo principal, adorei as peripécias de se ser livreiro. De como se têm de desenrascar a adivinhar quais os pedidos dos seus clientes. Enganos no nome do título e/ou do autor, ou até quando a única referência é a cor da capa. Foram momentos muito divertidos. Acredito que já vos consegui persuadir a conhecer esta livraria tão especial. Boas leituras! MJ¿¿
Capítulos pequenos!!
Ema
Um livro ótimo para quem quer começar a ler policiais! Um grupo de detetives amadores que investigam um assassino em série. Gostei bastante da escrita do autor! Recomendo!
Boa leitura
Joana Silva
Gostei do livro, foi uma leitura agradável mas, já li policiais melhores. Contudo, acho que é um bom livro para quem quer começar a ler este género. Recomendo!
Um Bom Livro
Carina
Este livro tem os capítulos mais curtos que já vi . Lê-se muito rápido e para além disso suscita curiosidade por se tratar de um homicídio . Um livro que se lê numa manha ou numa tarde. Cheio de menções em relação a autores policiais clássicos que nos faz querer ler as suas obras . Em relação à ação dos homicídios , apesar de não ter chegado ao assassino, também não foi uma personagem que me deixasse surpreendida. O que me surpreendeu foi o motivo de ele levar a cometer tais atos ... e aquele final? Triste!
Um verdadeiro page turner
CARLA FERRAZ
Um leitura repleta de ação, com uma escrita extremamente envolvente. Um livro viciante, com capítulos pequenos é um autêntico "page turner" que se lê num ápice, repleto de segredos e bom humor. Recomendo vivamente.
Uma livraria peculiar
Mariana Faria
Começei esta leitura com bastante expectativas, e sinto que o livro não me defraudou. Há nele referência a livros e autores, um livreiro com um passado como professor de matemática, um grupo de leitores/detetives amadores peculiares. A escrita fluida, capítulos curtos, momentos hilariantes e a abordagem embora não aprofundada, que neste livro se justifica, de temas de assuntos que não deixam de merecer a nossa atenção, todas estas particuliaridades me cativaram contribuindo para que a leitura fosse bastante satisfatória.
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