A Linha do Tua

de Duarte Belo
Editor: Dafne Editora, setembro de 2013 ‧
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Este livro é um levantamento fotográfico da Linha do Tua. Do quilómetro 0, na foz do rio Tua, ao quilómetro 133, em Bragança, a linha oferece o caminho e o objecto que nos guia o olhar. As imagens registam o processo de conquista do vale do Tua pela natureza agreste, e a ambiguidade entre a violência e a delicadeza que o rasgamento da linha infligiu na morfologia do terreno. Essa construção permitiu o estabelecimento de um traçado contínuo e homogéneo, onde circularam comboios durante 121 anos, articulando paisagens que seriam naturalmente diversas. O abandono progressivo da linha pôs em marcha uma apropriação no sentido inverso, um tempo em que a Natureza e o Homem começaram a tomar conta dos materiais e das suas formas. O olhar de Duarte Belo regista estes processos sem complexos, com a calma e o tempo do percurso pedestre e com particular reverência ao valor patrimonial dos objectos e da paisagem. O resultado é um registo extensivo do que foi a Linha do Tua.

Duarte Belo (Lisboa, 1968). Iniciou actividade como arquitecto e desde 1989 trabalha como fotógrafo. Tem levado a cabo um levantamento fotográfico sistemático da paisagem portuguesa, tendo publicado vários livros sobre o tempo e a forma do território português.

O livro contou com a colaboração de Luís Oliveira Santos, a edição foi coordenada por André Tavares e desenhada por Alfaiataria. A Dafne Editora agradece o apoio da Quinta dos Murças à edição do livro.

A Linha do Tua

de Duarte Belo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898217233
Editor: Dafne Editora
Data de Lançamento: setembro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 225 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 212
Tipo de produto: Livro
Coleção: Equações de Arquitectura
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Arquitetura
EAN: 9789898217233

Uma viagem no tempo

Ricardo Pereira Reis

Uma viagem por uma das linhas mais icónicas dos caminhos de ferro portugueses através da lente de Duarte Belo. O cuidado da edição gráfica alia-se à qualidade das fotografias, tornando esta uma obra de referência para quem se interessa pelos temas ferroviários, pelo património português ou simplesmente por boa fotografia.

O ‘VALE ENCANTADO’..!!... Obviamente e, indubitavelmente: 5 *estrelas*!

Pedro Borges (BRAGANÇA).

*** “ "O comboio vai, vai a subir a serra’, subindo, subindo!, a subir a serra’, ele vai subindo, sulcando, sempre a subir, entre essas fraguas’, esse mesmo Vale, essas mesmas Serras...!.." “ ***. A Beleza única e, ela mesmo, enfim.., ameaçada, também..!... A beleza espectacular, espantosa de um Vale (ainda) em estado, digamos, quase selvagem e, respectivamente, de uma Linha de Caminho-de-Ferro, sim já secular - que o 'acompanha' também, digamos assim, absolutamente singular e de uma beleza estonteante, realmente encantadora, espectacular, mesmo; ou seja, somos convidados e por conseguinte transportados, sem quaisquer dúvidas, a uma paisagem e um enquadramento único, interligando-se assim - a mesma, belíssima, Linha do Tua e o encanto extraordinário, telúrico e majestoso, desse mesmo Vale do Rio Tua, que sulca a profundíssima e imponente garganta que este curso de água 'criou', ao longo de milhares, e milhares e milhares de anos, num conjunto ´cénico', paisagístico, numa tela agreste de harmonia inigualável e se não mesmo!, única e singular, na diversidade e beleza paisagística com que somos brindados e de que, o nosso querido Portugal, é detentor! Este Vale do Tua e a ‘sua’ respectiva linha de Caminho-de-ferro designada com o mesmo nome - o do rio, estando ambos, continuamente e intimamente interligados e é, indubitavelmente, para mim, claro está, um 'stud-case'...! O ‘vale encantado’ e encantador..; a linha de caminho-de-ferro que, há mais de 100 anos o ‘galgou’ e se entrosou, acabou por fundir-se, diluir-se, naturalmente, no mesmo vale e aí reside a sabedoria humana no facto feliz de, conseguir com êxito, aliar em harmonia única, a sua acção à Natureza prima e, tal como já referido não me cansando de o realçar, de o sublimar, este mesmo vale do Tua reveste-se e ‘reveste-(se)-nos’ de uma beleza inebriante, contagiante e que nos prende, que nos cativa, que connosco cria laços de cumplicidade transparente, como o mesmo vale se nos revela na sua solidez telúrica!..e que, também, é espelhada, enfim, reflectida - em parte’, claro está!, assim mesmo e desta forma, nesta obra, intimista, na minha opinião e particularmente FELIZ, na sua concretização e através da mão, afável e generosa, do seu autor: Duarte Belo, a quem quero parabentear e transmitir-lhe, em pleno, o meu total, o meu profundo e sentido reconhecimento – e, enfim, sim!, o meu grande ‘bem-haja!’, ao autor da obra por tal concretização feliz e que, de uma forma original e ‘cria(emo)tiva’ que é, é um facto, resultou(a), então, belíssima, a meu ver, num registo, realmente, singular, afirmo-o, reitero-o e sublinho-o, aqui. E, desejo, quero aqui, também, desde já, prestar e deixar a minha singela – mas, justíssima, merecida! - homenagem e a minha grande, a minha enorme, a minha, sim, profunda e reiterada gratidão ao mesmo autor, desta lindíssima obra e que, me levou(a), novamente!, a sonhar: Duarte Belo !, com a chancela da "Dafne Editora" e com que entretanto, realmente, nos brindou, através desta obra e que, também, em boa e gratificante altura, adquiri, através da "WOOK"! (E, desde logo, muito agradeço, à “WOOK”, a oportunidade que proporciona, sempre, também e desta forma a todos os seus clientes, o mesmo que dizer e, por exemplo, no caso em concreto, aos (seus) leitores!...) :-) Sendo transmontano, nas minhas raízes, origens e formação como pessoa, digamos assim ‘forjado’, por estes mesmos planaltos e vales, serras, miradouros naturais de vastíssimos horizontes, essa mesma vastidão, imensa, deste singular espaço geográfico do Nordeste Transmontano toca-me profundamente e indelevelmente, e que se desdobra, então, em paisagens telúricas, realmente rudes, agrestes - por vezes até desoladas' mas de uma beleza infinda, majestosa constituindo esse tal 'reino maravilhoso', como se lhe referia, também e tão bem!, poeticamente, na sua genialidade da criação literária desse ilustríssimo, médico e homem grande das letras portuguesas - entre tantos outros, obviamente, o escritor transmontano: Miguel Torga..!.. OBRIGADO, então, a Duarte Belo, ao autor deste livro!... Por me ter feito, sem dúvida, viajar através do tempo, ou seja, proporcionar como que um roteiro de uma visita guiada, intimista, de saudade, de profunda nostalgia, em texto e imagens, vulgo, belas fotografias e que, acompanham digamos assim, e enriquecem, naturalmente, o belo e certeiro texto e que é concretizado, dessa forma, cristalizando-o, assim mesmo, no livro - um texto que, através de uma linguagem fluente, clara, objectiva, acessível a todos, num tom cristalino como o rio que o mesmo, em parte, também ’canta!; num registo, para mim, penso eu, deveras cativante e encantador e que, pela experiência agradabilíssima, deliciosa, indubitavelmente, indelével no meu caso em particular e que tive, fruí no e com o prazer da sua leitura, nas linhas subtis, sábias e tão acertadas do Autor e que - digo-o, desde já, em boa hora! levou a cabo este trabalho que compartilha, agora, connosco, este seu magnífico trabalho e que era – aliás, é!, bem necessário, inclusive com a sua importância e o seu lugar e que tem, naturalmente, a nível cultural e, na sua dimensão ’ambiental, até como que um serviço, um contributo real à causa pública, socialmente, muito válido, verdadeiramente, e que é merecido também, realmente, à região Transmontana, no seu todo, bem como às suas gentes - aos ‘resistentes’ direi eu, vulgo às pessoas que têm o privilégio, sem dúvida, a dita de a habitar e fruir na diversidade, das suas actividades, dos seus usos, dos seus costumes e tradições, através dos seus ritos/rituais tão próprios, quase diria mágicos (por exemplo nos rituais das festas e celebrações integradas no designado e conhecido como o ‘ciclo do(e) Inverno’ transmontano!..), projectados e manifestados, reflectidos no espelho, do seu acervo tão exclusivo quanto singular, constituintes e integrantes de um património arqueológico - ambiental e humano incluídos, arquitectónico, cultural, etnográfico, por exemplo, na manifestação do seu riquíssimo folclore de um carisma tão próprio quão peculiar…!.. Por tudo isto, e como é óbvio, recomendo, vivamente, a todos, esta singular obra no nosso panorama editorial, tendo como resultado, novamente digo-o, na minha opinião, um belo livro sem dúvida e onde, o tacto e a sensibilidade patente, tão bem manifestada/revelada através da, também, singular e límpida pena, como acima já referi, do seu ilustre autor, Duarte Belo, perpassam para nós através da mesma obra e é vertida ao longo das suas páginas, de uma leitura tão agradável, quanto prazerosa’, um regalo, um deleite, também, enfim, para a vista…!! E, como se sole dizer, ‘tiro-lhe o chapéu’, como merecida homenagem, ao seu tributo à vetusta “Linha do Tua”...!. “Dixit est”. Pedro Borges (BRAGANÇA).

Mentir, é feio!

Álvaro Lira

No livro em título, diz-se no final da pág. 46, última frase: "Foi ainda projectada, e parcialmente construída, uma continuação da linha por Espanha até Salamanca, mas este troço nunca chegou a entrar em funcionamento" Ora, esta afirmação é falsa. Se mentir é feio, como me ensinaram em pequenino, publicar mentiras é ainda pior. A ponte sobre o Águeda, em Barca de Alva, foi inaugurada dois anos após a linha ter lá chegado, ou seja, em 1889 e, desde aí a ligação a Salamanca e, portanto, à rede ferroviária espanhola, funcionou. Funcionou pelo menos até 1950, ano em que meus familiares viajaram do Porto para Paris, justamente utilizando essa privilegiada ligação. Para confirmar estes factos, e evitar a publicação de falsidades que poderão ser tomadas como verdades por quem esteja menos atento, bastaria ter consultado fontes fidedignas, o que seria um acto normal para quem pretende publicar um livro. Aconselho a consulta de "O Guia de Portugal", 5º Volume, 2ª edição, 1988, pág. 618, onde o incansável Santana Dionísio trata, em pormenor, o assunto. Ver também "Os comboios em Portugal", obra em 5 volumes dos insuspeitos José Ribeiro da Silva e Manuel Ribeiro, edição de Terramar, 2008, onde no final da pág. 49 se afirma, sem margem para dúvidas: "Em 1889 circulavam já diversos comboios com carruagens de 1ª, 2ª e 3ª classe, bem como carruagens-cama da Companhia Internacional Wagon-Lits e dos grandes expressos europeus, entre Porto e Salamanca" Publicar um livro deve ser um acto de responsável seriedade. Mas agora o mal está feito e o autor e a editora acabam por ficar, em boa verdade, à margem desta vergonha.

SOBRE O AUTOR

Duarte Belo

Duarte Belo nasceu em Lisboa (1968). Licenciado em Arquitetura (1991).
Paralelamente à atividade inicial em Arquitetura, desenvolve projetos em Fotografia. Expõe individualmente desde 1989, tendo já participado em numerosas exposições individuais. Está representado em diversas coleções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. Já desenvolveu a atividade de docência e participa regularmente em seminários, congressos e mesas redondas.
Na Documenta, publicou: A Torre (com Maria Inês Cordeiro), em 2013; Maria Gabriela Llansol — O Encontro Inesperado do Diverso (com Ilda David), em 2014; Cesariny — Em Casas Como Aquela (com José Manuel dos Santos), em 2014; Alberto Carneiro – Natureza Dentro, em 2017.

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