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A Lesma Arrasta-se
Editor:
Gato Bravo, novembro de 2023 ‧
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SINOPSE
O mergulho intenso no leito de um rio de poesia.
O tempo atravessa a poesia de Eduardo Arimateia com um exército de memórias aparentemente perdidas, que engolem o leitor desde o primeiro verso. Em A Lesma Arrasta-se, seu livro de poesia, há um convite a um mergulho intenso num leito de um rio que segue o caminho do pensamento, entre o corriqueiro e algo de singularmente místico da experiência humana.
Numa dança ora suave, ora violenta, a palavra une o corpo do poeta ao do leitor, que necessariamente se detém em sensações familiares e também estranhas. O ritmo dos versos é pulsante, mas as ideias emaranham-se lentamente naquilo que se apresenta, com todo o nexo, no absurdo - como a lógica de um sonho longo do qual não se consegue acordar.
Numerados e encadeados, os poemas da obra de Arimateia não se pretendem constituir numa narrativa lógica, mas no desdobramento de pensamentos suspensos e não lineares, próprios da vitalidade de sentimentos que nem sempre conseguimos expressar, mas que, num lugar comum da metafísica da experiência, conhecemos. «27.
É julho, agosto, setembro
Sol, sol, sol.
Sabe a laranjada, a sal,
a dias sem fim.
O perfume das tílias,
a bola que foge dos pés.
Os dias que alternavam sem terminarem,
voltavam ao pequeno almoço
com pão e manteiga e marmelada quanto baste.
De vez em quando, alguém se despedia até depois,
sem direito a nuvens e camisola suadas.
Mudava-se de cenário para as dunas que ainda
não eram divãs, onde se escondiam divas
francesas debaixo do sol.
Hora de trocar os heróis dos livros aos
quadradinhos.»
O tempo atravessa a poesia de Eduardo Arimateia com um exército de memórias aparentemente perdidas, que engolem o leitor desde o primeiro verso. Em A Lesma Arrasta-se, seu livro de poesia, há um convite a um mergulho intenso num leito de um rio que segue o caminho do pensamento, entre o corriqueiro e algo de singularmente místico da experiência humana.
Numa dança ora suave, ora violenta, a palavra une o corpo do poeta ao do leitor, que necessariamente se detém em sensações familiares e também estranhas. O ritmo dos versos é pulsante, mas as ideias emaranham-se lentamente naquilo que se apresenta, com todo o nexo, no absurdo - como a lógica de um sonho longo do qual não se consegue acordar.
Numerados e encadeados, os poemas da obra de Arimateia não se pretendem constituir numa narrativa lógica, mas no desdobramento de pensamentos suspensos e não lineares, próprios da vitalidade de sentimentos que nem sempre conseguimos expressar, mas que, num lugar comum da metafísica da experiência, conhecemos. «27.
É julho, agosto, setembro
Sol, sol, sol.
Sabe a laranjada, a sal,
a dias sem fim.
O perfume das tílias,
a bola que foge dos pés.
Os dias que alternavam sem terminarem,
voltavam ao pequeno almoço
com pão e manteiga e marmelada quanto baste.
De vez em quando, alguém se despedia até depois,
sem direito a nuvens e camisola suadas.
Mudava-se de cenário para as dunas que ainda
não eram divãs, onde se escondiam divas
francesas debaixo do sol.
Hora de trocar os heróis dos livros aos
quadradinhos.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899069442 |
| Editor: | Gato Bravo |
| Data de Lançamento: | novembro de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 139 x 210 x 6 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 56 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789899069442 |
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