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A Invenção de Morel

de Adolfo Bioy Casares
Editor: Antígona, março de 2019 ‧
15,00€
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Um fugitivo chega a uma ilha remota que julga deserta. Porém, um dia descobre que não está sozinho.

Escondido na densa floresta, ouve vozes e melodias, espia os intrusos, para quem parece ser invisível, e observa as suas estranhas rotinas.

Aqui começa o mistério, a alternância entre alucinação e realidade, que o leva a enamorar-se de uma mulher cuja existência é duvidosa.

A Invenção de Morel (1940), diário de um foragido à beira da loucura e de um amor impossível, é o livro mais celebrado de Adolfo Bioy Casares, um romance fantástico e de aventuras, e uma reflexão sobre a imortalidade e as fronteiras do real.

«Discuti com o seu autor os pormenores do enredo, reli-o; não me parece uma imprecisão ou uma hipérbole classificá-lo como perfeito.»
Jorge Luis Borges

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Wook se escreve na Argentina – Os clássicos

A literatura argentina é uma das mais ricas, complexas e influentes da América Latina. Marcada por uma constante tensão entre o erudito e o popular, entre o cosmopolitismo de Buenos Aires e as vozes do interior do país, as letras argentinas foram moldadas por figuras como Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Adolfo Bioy Casares, que representam o seu pilar clássico e, mais recentemente, por escritores inovadores como Samanta Schweblin ou Pedro Mairal.
Desde os jogos labirínticos e metafísicos de Borges até às provocações urbanas e sensuais de escritores contemporâneos, a Argentina tornou-se uma potência literária com ecos em todo o mundo, incluindo Portugal, onde muitos dos seus autores têm sido cada vez mais publicados e lidos. Nesta primeira parte, percorremos os clássicos.
Este artigo foi originalmente publicado na revista Wookacontede de maio de 2025. Jorge Luis Borges (1899-1986) – a fundação de um universo literário Poeta, ensaísta e ficcionista, Jorge Luis Borges é o arquiteto de um dos universos mais originais e influentes da literatura do século XX. O escritor fundou uma literatura em que o conto reina como forma suprema de expressão, e onde a imaginação supera a experiência vivida. Bibliotecas infinitas, labirintos, tigres, enciclopédias fictícias, silogismos e bestiários convivem com personagens fascinantes e inesquecíveis.
Obras como Ficções (1944) e O Aleph (1949) são autênticas cartografias do pensamento, explorando temas como o infinito, a memória e o tempo — símbolos recorrentes no seu imaginário. Aí encontramos ficções povoadas pelos elementos que farão de Borges uma figura mítica, como os labirintos, os espelhos, as bibliotecas e os tigres. Nas suas histórias, elementos, pessoas e cenários prosaicos são vistos em contextos incomuns e com significados extraordinários, ao mesmo tempo que fenómenos misteriosos e metafísicos se revelam em ambientes quotidianos.
A influência de Borges foi ainda determinante para a consolidação do fantástico como género literário moderno, sendo o autor reverenciada por Gabriel García Márquez, Umberto Eco e Italo Calvino. COMPRO NA WOOK! » Julio Cortázar (1914–1984) – O jogo literário Nascido em Bruxelas e criado na Argentina, Julio Cortázar expandiu os horizontes da literatura latino-americana com o seu estilo único, a sua linguagem lúdica e o seu interesse pela cultura urbana e pelos mecanismos do poder, da arte e do desejo – o que o tornou numa das figuras centrais do Boom Latino-Americano da década de 1960.
O seu romance mais famoso, Rayuela (o jogo da amarelinha, 1963), rompe com as convenções narrativas ao propor uma leitura em múltiplas ordens. Este relato de amor entre um intelectual argentino no exílio, Horacio Oliveira, e uma misteriosa uruguaia, a Maga, ao acaso das ruas e das pontes de Paris, é um marco inovador na literatura do século XX. Obra lúdica, filosófica, urbana e existencial, convida o leitor a participar ativamente na construção da história. Ao longo de quase quatro décadas, escreveu 12 famosos volumes de contos, num estilo tão alucinante como o improviso no jazz e tão surpreendente como um combate de boxe.
A escrita de Cortázar, profundamente influenciada pelo surrealismo e pelo existencialismo europeu, reflete também um forte compromisso político. O escritor foi um intelectual engajado, defensor da revolução cubana e crítico das ditaduras sul-americanas. COMPRO NA WOOK! » Adolfo Bioy Casares (1914–1999) – A literatura do insólito Amigo íntimo e colaborador de Borges, Adolfo Bioy Casares destacou-se como autor de narrativas fantásticas, policiais e de ficção científica. A Invenção de Morel (1940) considerado a sua obra-prima, mistura ficção científica e filosofia para contar a história de um fugitivo que descobre uma ilha habitada por figuras enigmáticas que se repetem ciclicamente, levando à revelação de uma máquina capaz de reproduzir a realidade. Outras obras, como Plano de Evasão e Diario da Guerra aos Porcos, aprofundam a reflexão sobre o controlo mental, a memória e a violência geracional. Bioy Casares combinou imaginação com uma narrativa precisa, em que sobressaem as questões filosóficas e éticas. COMPRO NA WOOK! » Silvina Ocampo (1903–1993) – O maravilhoso perverso Rebelde das letras argentinas, esta poeta e artista, e esposa de Bioy Casares, Silvina Ocampo é conhecida pelo seu imaginário inquietante e sofisticado. Silvina construiu uma obra onde a infância, o fantástico e o grotesco se entrelaçam. A coletânea A Fúria (1959) é um dos seus livros mais emblemáticos, com contos onde a crueldade e o insólito emergem de forma subtil e perturbadora. A sua escrita é enigmática, revelando uma sensibilidade aguda para os aspetos sombrios do quotidiano. Colaboradora próxima de Borges e Bioy e durante muito tempo subestimada, Silvina é hoje reconhecida como uma das grandes escritoras argentinas. COMPRO NA WOOK! » Ricardo Piglia (1941–2017) – Narrar para pensar Romancista, crítico e ensaísta, Ricardo Piglia foi uma figura central da literatura argentina contemporânea. A sua obra, que cruza a narrativa policial, o ensaio literário e a reflexão histórica, tem em Alvo Noturno (2010) e Respiración Artificial alguns dos seus pontos altos. Piglia explorou a tensão entre ficção e documento, verdade e representação, com uma prosa cerebral, envolvente e profundamente política. A sua contribuição crítica, nomeadamente com Los Diarios De Emilio Renzi, é também fundamental para compreender a tradição literária argentina. COMPRO NA WOOK! »

A Invenção de Morel

de Adolfo Bioy Casares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726083436
Editor: Antígona
Data de Lançamento: março de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 211 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726083436

Fascinante

Miguel Sochas

Que originalidade nesta invenção de Morel , toda a narrativa é surreal o que provoca a supresa e a genialidade do escritor. A dúvida persiste .. o que é real !!

Pequeno grande livro

Edgar Costa

A invenção de Morel é um pequeno ensaio de 1940. No entanto, ao contrário do tamanho físico do livro, trata-se de uma narrativa bastante ousada e electrizante, sendo que na minha opinião vai levar o leitor a um dos desfechos mais originais que já tive o prazer de ler. É um livro a ler para leitores que gostam de Lost, até porque a série se inspirou nesta obra.

Muito Bom

Sara

Primeiro livro que leio do autor e adorei. Certamente não será o último. A distinção entre o real e o imaginário torna-se cada vez mais difícil. O estilo do autor exigiu alguma adaptação mas assim que entrei no ritmo não consegui pousar da primeira à última página! Como bónus ainda temos uma edição maravilhosa da Antígona. Recomendo vivamente.

A realidade e o seu duplo

Ricardo Pereira Reis

Obra essencial da literatura mundial, A Invenção de Morel é um romance de carácter filosófico escrito numa toada próxima da de Jorge Luís Borges. A fantasia e a realidade confundem-se num jogo de espelhos, num «mise en abyme» literário sobre nós e o outros.

De que mundo falamos?

Ramiro Matos

A ideia de capturara a vida num determinado pperíodo da nossa passagem é uma hipótese perturbante, mas excitante! magnífico livro!

SOBRE O AUTOR

Adolfo Bioy Casares

Adolfo Bioy Casares (1914–1999) é um dos escritores argentinos mais influentes do século XX. Foi amigo de Jorge Luis Borges, que o considerava «inventor de enredos perfeitos», com quem escreveu várias obras em colaboração, assinadas com os seus próprios nomes ou sob os pseudónimos literários de Bustos Domecq e de B. Suárez Lynch.
A sua obra, de incontestável importância literária e reconhecimento mundial, está traduzida em mais de vinte idiomas. Entre os seus livros de maior sucesso, destacam-se os romances A Invenção de Morel, O Sonho dos Heróis, Plano de Evasão, Diário da Guerra aos Porcos e o volume de contos O Herói das Mulheres.
Bioy Casares foi distinguido com numerosos prémios literários, entre os quais o prestigiado prémio Cervantes, em 1990.

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