A Inexistência de Eva

de Filipa Leal
Editor: Deriva Editores, maio de 2009 ‧
11,11€
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Filipa Leal afirma que este seu livro «A Inexistência de Eva» nasceu há muito tempo. Seja. Provavelmente o tempo de Eva, da mulher, da guardadora de mares e águas, profetiza da floresta. Deste livro, talvez o seu primeiro, nasce o cansaço de Eva, a sua pesada solidão e a sua tentação de partilha do mundo. Talvez frustrada, certamente bela.

«Sabia o seu nome. Chamava-se Eva. Nunca o questionara. Porque haveria de questionar um nome simples e breve? Desconhecia o texto bíblico, e o simbolismo das palavras. Se se chamasse mar, ou cálice, ou manhã, não o questionaria.»

A Inexistência de Eva

de Filipa Leal

Propriedade Descrição
ISBN: 9789729250514
Editor: Deriva Editores
Data de Lançamento: maio de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 199 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 48
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789729250514

Recomendo

nanda

Poesia "minimalista" e rica em ingredientes emocionais. Filipa Leal dá voz a Eva, a voz da tentação, da inquietude interior. Apresenta-nos quase como um monologo interno. O conflito entre a vida na "perfeição de um paraíso belo" mas fechado e a independência e a liberdade do mundo exterior. O romper o casulo onde se vive e arriscar ou ter medo para sempre. Filipa desconstrói o mito do Pecado Original.

SOBRE O AUTOR

Filipa Leal

Filipa Leal nasceu no Porto, Portugal, em 1979.
Tem 15 livros publicados (desde 2004), entre os quais A Cidade Líquida e O Problema de Ser Norte, ou Vem à Quinta-feira (já na 5.ª edição) e Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano, ambos finalistas do Prémio Correntes d’Escritas e semifinalistas do Prémio Oceanos. Está editada em Espanha e no Brasil (com o livro A Cidade Líquida); na Colômbia (com a antologia En los días tristes no se habla de aves); em França (com a plaquete La Ville Oubliée); na Polónia (com o livro Zapalki i metal na imitacji materii ludzkiej) e no Luxemburgo (Vale Formoso, edição bilingue francês-português).
Formada em Jornalismo pela Universidade de Westminter (Londres), é Mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Está representada em várias antologias em Portugal e no estrangeiro (Venezuela, México, Bulgária, Grécia, Países Baixos ou Eslovénia). Em 2010, teve um dos seus poemas exposto no Metro de Varsóvia, na iniciativa «Poems on the Underground». Em 2012 e 2014, representou Portugal em encontros literários na Alemanha – no Festival de Poesia de Berlim 2012, e na Conferência dos Escritores Europeus 2014/Long Night of European Literature, no âmbito da qual fez uma leitura dos seus poemas no Deutsches Theater. Em 2016, o seu poema «Hoje, também os carros dançam» integrou uma instalação sonora europeia na British Library, em Londres; e, em 2023, o poema «Quanto tempo para o intervalo» esteve exposto na Polónia na iniciativa «Poems in the City». Tem integrado alguns júris internacionais: fez parte do Júri do Prémio de Literatura Oceanos (2018) e do Júri do Prémio de Jornalismo Gabriel García Márquez (Colômbia, 2019). Poeta, jornalista e argumentista (destaque para o guião do filme Jogo de Damas, com a realizadora Patrícia Sequeira – Prémio de Melhor Guião nos Festivais de Cinema do Chipre e de Copenhaga; e para a série Mulheres Assim, na RTP1). Acaba de publicar o livro de poemas Adrenalina, assinalando os seus 20 anos de poesia.

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