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A História da Pide

de Irene Flunser Pimentel
Editor: Temas e Debates, abril de 2011 ‧
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8ª Edição.
Um importante trabalho sobre a nossa história mais recente, a levar-nos aos calabouços da PIDE, aos meandros do poder político, ao lado mais negro da ditadura. A Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE), criada em 1945, a partir da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE, 1933-1945), e a sua sucessora, Direção Geral de Segurança (DGS), instituída em 1969, constituíram a polícia política do regime ditatorial que vigorou em Portugal até 1974.
A PIDE/DGS serviu, por um lado, para intimidar e, deste modo, prevenir a contestação pública ao regime e, por outro lado, para destruir toda a oposição organizada contra o Estado Novo.

Na presente obra analisa-se a forma como a polícia política reprimiu todos aqueles que revelavam qualquer dissidência social, política e até religiosa; como se estruturava e quais eram os seus método; quantos e quem foram os detidos políticos; como era a vida nas prisões da PIDE/DGS e o julgamento político nos tribunais plenários; quais eram as relações entre a polícia política e o aparelho judicial político; e, por fim, descreve a forma como a DGS soçobrou no dia 25 de abril de 1974.

Ao longo de quase seis anos a historiador Irene Flunser Pimentel investigou detalhadamente os arquivos da PIDE depositados na Torre do Tombo. O resultado desse trabalho, uma tese de doutoramento, surge agora editado em livro. "A História da PIDE" ,será lançado no próximo dia 30 com a chancela do Círculo de Leitores da Temas e Debates.

" Sou de uma geração que viveu o tempo da PIDE. Era algo que gostava de perceber melhor para ajudar a eliminar os mitos e ver como funcionava. O que mais me surpreendeu nesta investigação foi a quantidade de informadores com que a antiga polícia política do Estado Novo podia contar. Na verdade nunca se chegará a saber o número exacto já que parte significativa desses registos foi destruída", disse ao JN a historiadora.

" É um lado impressionante da sociedade portuguesa que por si só merecia um trabalho de investigação. Acho que ainda não fez o luto desta realidade", acrescentou.

O livro "A História da PIDE" será lançado na Torre do Tombo. A apresentação da obra é da responsabildiade de José Medeiros Ferreira.

in Jornal de Notícias

A História da Pide

de Irene Flunser Pimentel

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727599561
Editor: Temas e Debates
Data de Lançamento: abril de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 237 x 32 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 608
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789727599561
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

rigor e qualidade

jaime crespo

Este livro pontua-se por um rigor histórico fundamental e por uma qualidade de escrita excecional que atuam em conjunto de forma a querermos saber mais e torna difícil a interrupção da sua leitura. Ainda para mais retrata um período da nossa história recente, enquanto povo, mas da qual, exceto aqueles diretamente envolvidos, sabemos pouco. Para não deixarmos morrer a memória, para conhecermos o passado que nos trouxe ao presente como forma de melhor podermos enfrentar o futuro, a leitura deste livro torna-se obrigatória. Gostei muito de ler e de refletir com ele, aconselho a todos a sua leitura.

SOBRE O AUTOR

Irene Flunser Pimentel

Mestre em História Contemporânea (Século XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Investigadora do Instituto de História Contemporânea (FCSH da UNL), autora de História das Organizações Femininas do Estado Novo (2000, Prémio Carolina Michaëlis em 1999), de Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto (2006, Prémio ex-aequo Adérito Sedas Nunes, atribuído pelo Instituto de Ciências Sociais em 2007), de A História da PIDE (2007, Prémio Especial Máxima em 2008), de Tribunais Políticos. Tribunais Militares Especiais e Tribunais Plenários durante a Ditadura e o Estado Novo, em coautoria com Fernando Rosas, João Madeira, Luís Farinha e Maria Inácia Rezola (2009), de A cada um o seu lugar (2011, Prémio Ensaio 2012 da Máxima), de O Caso da PIDE/DGS (2017), de Holocausto (2020, vencedor do Prémio Fundação Calouste Gulbenkian, na categoria «História da Europa», em 2021) e de Informadores da Pide – Uma Tragédia Portuguesa (2022). Distinguida com o Prémio Pessoa em 2007 e com o Prémio Seeds of Science, na categoria «Ciências Sociais e Humanas», em 2009, e condecorada com a Ordem Nacional da Legião de Honra pelo Governo de França em 2015.

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