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A guerra que Portugal quis esquecer

O desastre do exército português em Moçambique na Primeira Guerra Mundial

de Manuel Carvalho
Livro eBook
Editor: Porto Editora, outubro de 2015 ‧
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A Guerra que Portugal quis Esquecer

Entre 1914 e 1918 Portugal enviou mais de 20 mil soldados para Moçambique com o objetivo de garantir a defesa da colónia face aos alemães. Apesar da sua superioridade em número e no equipamento, os soldados portugueses foram condenados a uma missão impossível. As divisões internas, o desleixo com as regras sanitárias, a impreparação para as doenças tropicais, as dificuldades de um país arruinado para manter duas expedições a milhares de quilómetros de distância, a incompetência e a falta de vontade de combater tornaram a aventura moçambicana num dos maiores desastres de sempre das tropas nacionais. Na Primeira Grande Guerra morreram, em Moçambique, mais portugueses do que na frente europeia. 

Nascido da série de reportagens homónima com que o autor venceu o Prémio Gazeta de Imprensa em 2015, A Guerra que Portugal quis Esquecer relata as memórias dos soldados, as denúncias de cobardia e de incompetência das chefias e a vergonha pelas derrotas, fazendo justiça a uma parte da História que o Estado Novo tentou apagar.

A guerra que Portugal quis esquecer

O desastre do exército português em Moçambique na Primeira Guerra Mundial

de Manuel Carvalho

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-06183-6
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: outubro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 272
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 978972006183612
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Recomendo

Tiago Manalvo

Efetivamente quando é estudado envolvimento de Portugal na I Guerra Mundial, conforme foi a intenção dos homens da I República, tende-se apenas a evocar o envio do CEP - Corpo Expedicionário Português para a Flandres, participando nas grandes batalhas ocorridas na Frente Ocidental nos anos de 1917 e 1918. Contudo é comumente esquecido que Moçambique, sobretudo no norte, também foi palco de combates directos entre Portugal e a Alemanha, que atacava a partir da sua África Oriental, hoje Tanzânia, tendo criados sérias dificuldades às autoridades portuguesas. É justamente essa realidade que este trabalho de Manuel Carvalho nos vem recordar.

Essencial

Margarida Portela

De fácil leitura mas baseado em factos, documentos e memórias, é um belo trabalho, feito por um jornalista com paixão pela história e que teve a coragem de abordar - sem rodeios ou falsidades - uma parte da história nacional que, efectivamente, muitos esqueceram ou assim fizeram por... a presença portuguesa no teatro operacional africano durante a Primeira Guerra Mundial. A ler.

Um notável contributo para a História Militar de Portugal

Álvaro Lira

Um notável contributo para a História Militar de Portugal, e não só. Parabéns ao autor de tão importante trabalho de pesquisa de um nicho da nossa história, tão pouco conhecido. O texto merecia uma mais cuidada revisão. Apresenta ainda uma série de pequenas gralhas e vícios de linguagem (encarregue, por encarregado, por exemplo) que, se corrigidos, o melhorariam. Mas não é isso que lhe retira merecimento. Álvaro Lira

Inovador!!!

Alexandre Costa Maia

Rasga novas perspectivas sobre a 1ª República e destrói velhos "clichés" sobre esta! Incontornável!!!

Muito bom

Andre

Livro muito bom sobre um tema recôndito da história de portugal

Excelente

Francisco Pereira

Obra essencial, um notável trabalho de investigação, sobre um tema ainda pouco conhecido, recomenda-se vivamente.

SOBRE O AUTOR

Manuel Carvalho

Manuel Carvalho Nasceu em Alijó, Alto Douro, em 1965. Estudou na extinta Escola Normal do Porto, foi professor durante dois anos e fez parte do grupo de estagiários que integraram a primeira redação, do Público, no final de 1989. Durante quase uma década, trabalhou na área da Economia, tendo recebido vários prémios de jornalismo desta área. Nesse período fez estágios e programas de formação em Portugal, Japão (International Studies and Training), Estados Unidos (German Marshall Fund) e Bélgica, e escreveu, em autoria exclusiva ou em coautoria, vários livros sobre o Douro e a memória do vinho do Porto. Foi Grande Repórter do Diário Económico em 1998 e regressou ao Público em 1999. Aí, foi grande repórter, criou a Fugas, em parceria com David Lopes Ramos, e entrou na direção do jornal em 2000. Entretanto, estudou Direito na Faculdade de Direito da Universidade do Porto e História na Faculdade de Letras, onde se licenciou. Em 2013 saiu da direção do Público e, como Redator Principal, estreou a “Memória Futura”, a sua coluna de opinião semanal. No ano seguinte, recebeu o Prémio Gazeta de Imprensa por uma série de reportagens sobre a I Guerra Mundial em Moçambique, que assinou com o fotojornalista Manuel Roberto. Essas reportagens, revistas e complementadas, dariam mais tarde, lugar à edição do livro A Guerra que Portugal Quis Esquecer (Porto Editora, 2015). Entre julho de 2018 e julho de 2023 foi diretor do PÚBLICO, jornal onde continua a trabalhar. Integra também o painel de comentadores de assuntos políticos e económicos da RTP.

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