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A Festa de um Sonho

de Jorge Sampaio

editor: INQUERITO, maio de 1991
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«Ninguém é bom juiz de si mesmo. O que não me impede de arriscar alguns juízos sobre mim.
Sou um temperamento calmo, mas não abúlico. Guardo, da minha vida que é minha, a capacidade da indignação e do arrebatamento. Acredito na inteligência e na vontade. Gosto dos outros, pelo que não dispenso as amizades. Ponho paixão na política, porque esse é o modo que vejo de pôr compaixão nas misérias do mundo.
Envergonha-me a miséria do meu semelhante e, paradoxalmente, tanto mais quanto maior for o bem-estar social que o circunda.
Posso tentar entender que, para além da duvidosa eficácia dos meus esforços, se morra de fome na Etiópia, mas nunca aceitarei sem revolta que se morra de frio em Hyde Park ou sob uma ponte do Sena.
Foi isto o que, desde que respondo por mim, eu vi - e vejo - no socialismo democrático.»

A Festa de um Sonho

de Jorge Sampaio

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726701446
Editor: INQUERITO
Data de Lançamento: maio de 1991
Idioma: Português
Dimensões: 138 x 208 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 340
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 5603121001311
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Jorge Sampaio

Jorge Sampaio (1939-2021), político português, de seu nome completo Jorge Fernando Branco de Sampaio, nasceu a 18 de setembro de 1939, em Lisboa. Iniciou a sua carreira política ainda como estudante da Faculdade de Direito de Lisboa (onde se licenciou pouco depois) quando, em 1962, o governo de Salazar proibiu a comemoração do Dia do Estudante, desencadeando uma crise marcada pela greve estudantil ("luto académico"), reprimida por vezes com brutalidade. Terminado o curso, dedicou-se à advocacia, participando, como muitos outros advogados oposicionistas, em julgamentos nos Tribunais Plenários, como defensor de oposicionistas presos (por exemplo, os implicados no assalto ao quartel de Beja desencadeado por partidários de Humberto Delgado). Candidatando-se a deputado em 1969, não foi eleito, como aconteceu a todos os oposicionistas.
Após o 25 de abril de 1974, integrou-se em movimentos de esquerda próximos do Partido Socialista (Movimento de Esquerda Socialista e Grupo de Intervenção Socialista), acabando por aderir ao Partido Socialista, do qual foi mais tarde secretário-geral. Como militante socialista, candidatou-se e foi eleito por três vezes para o Parlamento, tendo cumprido um biénio como presidente do Grupo Parlamentar do seu partido. Se a sua experiência governativa é curta (Secretário de Estado em 1975), o mesmo já não se pode dizer da sua permanência à frente da edilidade lisboeta, pois nesta assumiu dois mandatos sucessivos, o último dos quais interrompido para Sampaio se candidatar à presidência da República em 1996. Beneficiando de um apoio vasto de figuras da política e da cultura, e beneficiando também da solidariedade institucional do PS, de que continua a ser militante, venceu (com 53,8% dos votos) os seus opositores Aníbal Cavaco Silva e Jerónimo de Sousa, transformando-se no terceiro presidente eleito depois da restauração da Democracia. Recandidatou-se ao lugar em 2001 e venceu as eleições, conquistando 55,8% dos votos.
Em 2004, foi galardoado com o prémio Carlos V, atribuído pela Academia Europeia de Yuste e entregue pelo rei Juan Carlos de Espanha, pelo seu empenho no processo de unificação da Europa e pelo seu contributo para a divulgação e enaltecimento da cultura, história e ciência europeias.
Nas eleições presidenciais ocorridas em janeiro de 2006, Cavaco Silva foi o candidato eleito para substituir Jorge Sampaio na presidência da República.
Em Abril de 2006 tomou posse como Conselheiro de Estado, na sua qualidade de antigo Presidente da República. Em Maio de 2006 foi designado Enviado Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Luta contra a Tuberculose e, em Abril de 2007, foi nomeado, pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Alto Representante para a Aliança das Civilizações. Foi também Presidente do Conselho Consultivo da Universidade de Lisboa (Fev. 2007). É Grande-Colar da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e da Ordem da Liberdade e, Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Jorge Sampaio faleceu no dia 10 de setembro de 2021.

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