A Estrada
SINOPSE
Sob a chuva, a neve e expostos ao frio, avançam rumo às costas do Sul, com o medo colado ao estômago: hordas de canibais selvagens que vagueiam pelo território aterrorizam o que resta da humanidade. Conseguirão eles sobreviver e chegar ao seu destino?
A adaptação a banda desenhada de um romance marcante da literatura contemporânea.
Após O Relatório de Brodeck, Manu Larcenet volta a adaptar uma outra obra maior da literatura. Galardoada com o prémio Pulitzer em 2007, A Estrada obteve, em todo o mundo, um enorme sucesso, tendo sido adaptada ao cinema em 2009, com Viggo Mortensen no papel principal.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899108417 |
| Editor: | Ala dos Livros |
| Data de Lançamento: | abril de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 254 x 312 x 19 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 160 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Banda Desenhada
>
Aventura
|
| EAN: | 9789899108417 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Sobreviver não chega
JM
A Estrada, de Manu Larcenet, adapta o universo de Cormac McCarthy sem o suavizar. A base já é conhecida, um pai e um filho num mundo devastado, mas aqui tudo é levado para um registo ainda mais físico. O vazio, a fome, o medo, estão sempre presentes e quase palpáveis. O desenho é duro, pesado, sem concessões. Não há beleza no cenário, apenas desgaste. Isso reforça a relação entre os dois, que acaba por ser o único ponto de luz no meio de tudo. A narrativa mantém-se contida, fiel ao espírito do original, mas ganha outra dimensão através do silêncio e da imagem. Há momentos em que uma página diz mais do que qualquer descrição. Não é uma adaptação confortável. É fiel ao desconforto da obra original e consegue transportá-lo sem perder força.
Visceral e obscuro
Nuno Leão
A excelente adaptação da obra literária original. Síntese de todo o imaginário original, transmite toda a sensação de obscuridade que se pretende. Obscuro e sinistro, consegue ser visceral e mexer profundamente com as convicções da leitura e da sua perspetiva sobre a humanidade.
Exemplar
Sofia Morais
Uma obra-prima. Cormac McCarthy apresenta-nos uma América destruída por qualquer motivo indecifrável, mas a qual começamos a conhecer de forma muito real. A narrativa é assombrosa, escura, fria, quase poética, e as descrições dos cenários e da devastação total da humanidade tocam-nos dolorosamente, sendo a aproximação do amor entre o pai e o filho a única forma de os leitores sentirem alguma esperança neste cenário de morte. Aliás, mesmo os flashbacks em que conhecemos memórias de um mundo feliz, normal e com luz do sol, não são capazes de nos aliviar este peso com que o autor nos carrega porque, tal como o pai se apercebe a dado momento, ao reviver essas recordações, está novamente a encarar a perda e a iludir o filho com histórias de encantar. Manu Larcenet é exemplar na forma como nos retrata este cenário desprovido de qualquer esperança, contribuindo para carregar ainda mais o ambiente num mundo sem futuro.
Mais uma adaptação magistral à BD de Manu Larcenet
António Afonso
A história de um pai e o seu filho que deambulam sem rumo aparente num mundo pós-apocalíptico completamente devastado, sofrendo ataques de todo o tipo de gangues e agrupamentos sem lei. Manu Larcenet volta a adaptar magistralmente com o seu preto e branco texturado e de alto contraste, outro clássico da literatura do início do século XXI, após O Relatório de Brodeck de Philippe Claudel em 2015. Desta feita, Larcenet adapta um romance de Cormac McCarty, vencedor do prémio Pulitzer em 2007. A Estrada obteve um enorme sucesso, acabando por ser adaptada ao cinema em 2009.
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