SINOPSE
Andrei Platónov (1899-1951), autor inédito em Portugal, foi descoberto pelo Ocidente nas últimas décadas do século xx, fenómeno que se traduziu na reescrita da história da literatura russa.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789726082187 |
| Editor: | Antígona |
| Data de Lançamento: | outubro de 2011 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 129 x 208 x 11 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 176 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789726082187 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Obra essencial
André Lamas Leite
Um livro fabuloso sobre o outro lado da revolução bolchevique e sobre a instauração do que se supunha ser um regime verdadeiramente comunista. As mortes, o sofrimento e a desconfiança geral como modo de governar, a par de uma credulidade tantas vezes infantil.
"Estaline é só uma gotinha menos bom do que Lenine"
He
Belíssimo retrato alegórico da vida quotidiana soviética, com laivos de existencialismo e uma fina capacidade satírica. No processo de escavação das fundações de uma "casa para o proletariado" deparamo-nos com a fome, a pobreza e o atraso intelectual dos operários, que seguem acriticamente as "directivas do Partido", numa vida desprovida de sentido para além do trabalho em prol do sonho socialista. Retórica soviética, propaganda e burocracia do Estado, colectivização e luta de classes são-nos apresentadas sob o olhar crítico e desencantado de Platonov, que narra com prosa escorreita e de grande beleza as agruras e sacrifícios impostos à sociedade russa após a revolução. Para os menos familiarizados com a história da URSS e com os planos quinquenais de Estaline talvez faça falta uma introdução a contextualizar a narrativa. Ainda assim, "A Escavação" é um livro imperdível (de um autor que desconhecia, mas que pretendo revisitar), naquela que me parece uma boa tradução de António Pescada. "O homem constrói uma casa, mas destrói-se a si mesmo. Quem viverá então?" "Trabalhas, trabalhas, e quando acabas de trabalhar até ao fim, quando sabes tudo, cansas-te e morres. Não cresças menina, porque isso é triste" "O cão está aborrecido: vive apenas por ter nascido, como eu." "Cada animal apanhou a porção de comida que podia... No pátio, abriram as bocas, o alimento caiu delas numa pilha central, e então o gado socializado dispôs-se em volta e começou a comer devagar, submetendo-se à disciplina de maneira organizada"
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