A Dama de Caxemira

de Francisco González Ledesma
Editor: Edições Contraponto, junho de 2009 ‧
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Velho, cínico e assombrado pela memória das mulheres que não soube amar, preso entre o fascínio pelos marginais que deveria perseguir e o desprezo dos seus superiores, que sonham vê-lo reformado, o inspector Méndez vagueia por uma Barcelona cuja modernidade o acossa, saudoso da cidade gloriosa de outrora. As décadas que passou ao serviço da polícia não deixam que Méndez confunda verdade com justiça, e este velho cavalo de guerra da lei não se deixa iludir facilmente. Quando se depara com um bizarro crime que envolve um cadáver e uma cadeira de rodas, Méndez mergulha na aventura mais vertiginosa e sentimental da sua vida - uma história de solidões, frustrações, nostalgias e inesperadas ternuras. Uma mulher presa a um passado longínquo e perdido, um homem casado apaixonado por um antigo amante, um amor inesperadamente platónico e um conjunto de vidas tragicamente interligadas levam Méndez a descobrir que se pode morrer por sonhar demais e que o homicídio pode ser o derradeiro acto de ternura.

A Dama de Caxemira convida o leitor a deambular pelo labirinto de ruas estreitas e horizontes vastos que é a cidade antiga de Barcelona, e não deixará de o marcar pela sua originalidade e irreverência.

“O mestre indiscutível do romance policial espanhol.”
ABC

«Nos romances de Méndez, encontramos uma irresistível mistura de fúria e melancolia. Fúria perante a injustiça; melancolia por uma paisagem perdida.»
El País

A Dama de Caxemira

de Francisco González Ledesma

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896660307
Editor: Edições Contraponto
Data de Lançamento: junho de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 161 x 240 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 200
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896660307

SOBRE O AUTOR

Francisco González Ledesma

Francisco González Ledesma (Barcelona, 1927) foi um autor precoce. Iniciou-se escrevendo guiões de BD para a editorial Bruguera e romances do Oeste que entrega a um ritmo de um por semana, sob o pseudónimo de Silver Kane, o que lhe proporciona trabalho e recursos literários, além de lhe permitir pagar o curso de Direito. Obteve com apenas 21 anos o Premio Internacional de Novela pelo seu romance Sombras viejas. Neste júri, encontravamse Somerset Maugham e Walter Starkie. Mas a censura franquista proibiu a sua publicação, o que o levou ao silêncio como romancista e a dedicar-se primeiro à advocacia e depois ao jornalismo, no Correo Catalán e, durante 25 anos, em La Vanguardia, onde chegou a ser redactor-chefe. Nos tempos livres, escreveu Los napoleones (que também foi proibido), Las calles de nuestros padres e Expediente Barcelona (fi nalista do Premio Ciutat de València, em 1983), que só puderam ser publicados com a transição política para a democracia. Em 1984 recebeu o Premio Planeta por Crónica Sentimental en Rojo o que lhe proporcionou uma notável popularidade e ânimo para continuar a escrever. Em duas ocasiões mereceu o Premio Mystère para o melhor romance estrangeiro publicado em França, país onde também goza de grande prestígio e sucesso editorial, e o Prémio Hammett por outra das suas obras.

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