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A Cidade do Homem

de Amadeu Lopes Sabino
Editor: Sextante Editora (chancela), setembro de 2010 ‧
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Romance, ficção documentada, relato das errâncias de um narrador europeu do século XXI através do universo mental do iluminismo, A Cidade do Homem é a biografia imaginada de António Dinis da Cruz e Silva (1731-1799), magistrado e poeta árcade que viveu, trabalhou e poetou em Portugal e no Brasil. Participante ativo nas polémicas que, durante o consulado de Pombal, agitaram o Reino e a Europa, foi juiz militar em Elvas e autor de O Hissope, sátira à querela protocolar entre o bispo e o deão da Sé da cidade alentejana. Presente desde o início no imaginário do protagonista, o Brasil torna-se o cenário da narrativa com a transferência de Cruz e Silva para a Relação do Rio de Janeiro em 1776. A partir desse ano, servidor da Justiça e de Apolo, julgou e poetou nas capitanias do Sul, sobretudo em comarcas do Rio e de Minas, privando com os juristas e árcades locais. Em 1792, seria membro do tribunal que julgou e condenou na capital do Brasil os inconfidentes mineiros, entre eles os seus companheiros mais próximos nas lides judiciais e na poesía. Numa digressão através da História e das ideias em busca da polis racional, A Cidade do Homem centra-se-se na condenação dos conspiradores à morte ou ao degredo, evocando uma época que, na Europa, em Portugal e no Brasil nas vésperas da independência, prenunciou os antagonismos e as hecatombes do nosso tempo.

A Cidade do Homem

de Amadeu Lopes Sabino

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-676-032-8
Editor: Sextante Editora (chancela)
Data de Lançamento: setembro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 236 x 33 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 568
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978989676032810
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Amadeu Lopes Sabino

Amadeu Lopes-Sabino é natural de Elvas, tendo nascido em 1943. Ficcionista e ensaísta, tem vivido grande parte da sua vida fora de Portugal, repartido entre exílios, expatriações e funções internacionais. Os cenários das suas obras e os mundos dos seus personagens espelham as múltiplas deambulações físicas e intelectuais de um autor repartido entre espaços e tempos que o diferenciam (ou melhor, isolam) na literatura portuguesa mais recente. Encontra contemporâneos, afirma, no passado – Stendhal, Camus, Teixeira Gomes, Agustina ou Rodrigues Miguéis – e inventa-os no futuro, nos pontos de interseção da geopolítica e da ficção científica.
Entre as suas obras mais recentes destacam-se Tempo de Fuga (2021), Felix Mikailovitch (2022) e Vidas Bissextas (2023). Em 2014, publicou a coletânea de ensaios Entre Dois Séculos - Viagem ao Passado Próximo. Em 2025, publicou na Guerra e Paz o romance Azul da Prússia.

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