A Biblioteca do Censor de Livros
SINOPSE
Há semanas que o novo censor de livros não tem uma noite de sono tranquilo. Durante o dia ocupa-se a passar a pente fino manuscritos de livros num gabinete governamental, à procura de qualquer pormenor capaz de tornar o livro impróprio para publicação - alusões a homossexualidade, a religiões não aprovadas, qualquer menção sobre a vida antes da Revolução.
À noite, os seus sonhos povoam-se de personagens dos clássicos da literatura, e os romances que vai surripiando empilham-se na casa que partilha com a mulher e a filha. Ao mesmo tempo que continua a ser atraído pelo canto da sereia das leituras proibidas, mergulha num mundo subterrâneo onde se cruzam combatentes da Resistência, uma livreira clandestina e bibliotecários fora-da-lei que tentam salvar a sua história e cultura.
Face à ameaça que a liberdade de expressão enfrenta globalmente e ao futuro sombrio a que o mundo está praticamente condenado, Bothayna Al-Essa combina a acerada distopia de 1984 e de Fahrenheit 451 com o absurdo descabelado de Alice no País das Maravilhas.
A Biblioteca do Censor de Livros é, ao mesmo tempo, um sinal de alerta e uma declaração de amor pelas histórias e o delicioso ato de nos deixarmos perder nelas.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722086264 |
| Editor: | Dom Quixote |
| Data de Lançamento: | outubro de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 157 x 236 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 248 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789722086264 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Original
João S.
Um livro inteligente que nos mostra a importância da imaginação e do senso crítico, que a democracia é indissociável da liberdade de expressão. A autora consegue com talento dar uma nova roupagem a um universo distópico já abordado em outras obras clássicas. Uma fascinante ode à literatura e à liberdade que tenho a certeza que vai agradar aos seus leitores!
Magistral reflexão sobre a importância e o poder dos livros
Andreia Machado
Imaginem um futuro pós-revolução, em que as democracias colapsaram e vigora um governo totalitário muito semelhante à República do Grande Irmão de ''1984''. Um regime que convenceu a população de que a origem de todos os males do passado era a imaginação; que levou o ser humano a acreditar nisso e a viver apenas para trabalhar e regressar a casa, sem desejos, sem ambições, vestindo-se exatamente como o governo ordena, agindo como um robô programado para obedecer. A tecnologia, como telemóveis e Internet, está reservada às elites, e as pessoas só podem ler os livros aprovados pelo governo, que se resumem a romances açucarados e literatura de autoajuda. Neste mundo, o ser humano é “obrigado” a não pensar, a não interpretar palavras para além do seu significado literal, porque isso é crime. Agora imaginem um Censor de Livros, cuja função é precisamente eliminar livros que façam as pessoas pensar ou que descrevam realidades não concretas. Mas, no exercício do seu trabalho, descobre que afinal gosta de ler… e, pior ainda para o regime, começa a sentir uma irresistível atração pelos livros proibidos. “Um dia, de manhã, ao acordar possuído por palavras que não eram suas, o censor de livros deu por si, em cima da cama, transformado num leitor.” É daqui que parte a premissa desta história. E devo dizer-vos que a autora a explora de forma muito original e cativante, revelando grande engenho na forma como entrelaça várias referências literárias, dando-lhes sentido dentro da narrativa. Para além de ''1984'', há alusões à magia imaginativa de ''Alice no País das Maravilha'' e ''Pinóquio'', a ''A Metamorfose'', a ''A Vida e Andanças de Alexis Zorbás'', a ''Fahrenheit 451'', entre outros títulos. Tenho a sensação de que este livro poderá passar despercebido, e é uma pena, porque foi uma das melhores leituras que fiz sobre o valor, a importância e o amor pelos livros. A história, embora inspirada em obras já bem conhecidas, é original, escrita de forma simples, acessível também a leitores mais jovens, e profundamente cativante, prendendo-nos até ao final. O desenvolvimento do protagonista é fenomenal, com monólogos internos que nos oferecem das melhores reflexões sobre o poder dos livros na mente humana e no pensamento crítico. Resumindo: é um alerta contra os constantes ataques à liberdade de expressão a que assistimos, sem contudo cair num paralelismo demasiado literal com a realidade, e é também uma belíssima ode aos livros, à leitura e aos leitores que não abdicam de se perder nas páginas de uma boa história e de se deixarem conduzir pela imaginação. Recomendo vivamente!
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