50 Anos no Mundo do Livro
Da gestão à investigação
SINOPSE
Em estilo de narrativa biográfica e compilação documental, o autor circunstancia, no contexto da indústria cultural do livro em Portugal nos últimos 50 anos, projectos, empreendimentos, e valores institucionais que importa reter com o objectivo de dar contributo útil para que se cumpra a relevância sociocultural da actividade editorial e livreira.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789727809226 |
| Editor: | Âncora Editora |
| Data de Lançamento: | março de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 149 x 230 x 16 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 332 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Memórias e Testemunhos
|
| EAN: | 9789727809226 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Recensão crítica do Professor Ernesto Rodrigues
Rui Beja
50 Anos no Mundo do Livro (Âncora Editora, 2024) O subtítulo deste quinto livro de Rui Beja – Da Gestão à Investigação – resume um percurso de 30 anos no Círculo de Leitores (1971-2001), seguido de uma década de consultoria, gestão e presidência da APEL, para, enfim, vencer as etapas de uma carreira universitária em Aveiro, cujo programa de docência deveria ser replicado noutras instâncias. Esta sociologia do livro teve precedentes na sociologia da literatura e da leitura sob impulso de Jacinto do Prado Coelho, na Faculdade de Letras de Lisboa e no CLEPUL, com balanços anuais sobre a edição continuados por Alberto Carvalho. Emergiram, entretanto, outros docentes e investigadores, dentro da Universidade de Lisboa, seguida por outras universidades, enquanto alguns de nós recuavam a balanços mais abrangentes no século XIX, de que dei conta em Cultura Literária Oitocentista (1998, 2022), e, para estudos recentes (de Artur Anselmo a João Luís Lisboa), em Ensaios de Cultura (2023). A «narrativa biográfica» de Rui Beja, com inevitáveis pitadas autobiográficas (sem se constituir em autobiografia), homenageia um clube do livro muito particular visto de dentro, como fizera Antónia Maria Pereira para a Parceria familiar ou, em clave de historiador, José António Saraiva para a Bertrand. A acção de Fernando Guedes levava longe a conversa. Sem as vicissitudes de uma existência qual faz na primeira parte Henriques Marques no póstumo Memórias de Um Editor (1935), Rui Beja conjuga-se com este na informação de gestor e lançamento de colecções, em que o natural destaque vai para o êxito da História de Portugal, sob o olhar de José Mattoso. No rigor da informação lê-se a ética de um ser convivente, o apaziguador de tensões entre oficiais, o não corajoso ao AO90, a lembrança de nomes que são um pouco a biografia dos sócios ou companheiros de fora do Círculo de Leitores: de súbito, vejo-me à conversa com Manuel Dias Carvalho, e saúdo outros felizmente entre nós. Percebe-se, pela bibliografia e legislação, como este mundo do livro se desenrola já em idade adulta, e como, neste caso específico, o presidente de um clube de 500 mil membros influenciou seguramente a inteligência nacional.
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