A Edição em Portugal 1970-2010

Percursos e perspetivas

de Rui Beja
Editor: A.P.E.L., maio de 2012 ‧
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Estou convicto de que a condensação sistematizada da crónica do livro e da edição em Portugal no período 1970 - 2010, pode contribuir para a compreensão alargada da respectiva relevância na vida da sociedade portuguesa contemporânea. Contemplando aspectos factuais e outros de índole prospectiva, que de alguma forma se baseiam no saber adquirido, pretende-se também, com a presente dissertação, sublinhar as diferentes características que a edição foi assumindo na história recente do nosso país, os desafios que foi enfrentando com sucesso, e as ameaças que podem provir da entrada de novos concorrentes alheios ao mercado editorial.… Ao longo destes quarenta anos - 1970-2010 - a edição em Portugal enfrentou desafios e sofreu transformações de vulto, mesmo radicais, em todos os domínios de actuação: direitos de autor, políticas editoriais, técnicas de produção gráfica, marketing do livro, meios de comunicação e divulgação, estrutura do mercado, ordenamento legal, regras ortográficas, organização empresarial, organização associativa, instituições públicas, projectos de incentivo ao livro e à leitura, hábitos de consumo, novos meios de informação e entretenimento, novos suportes digitais de leitura, e permanente reinvenção de sofisticados processos para obtenção de cópias ilegais. O crescimento exponencial da internet a partir de 1993 e a revolução digital que se lhe vai seguindo, constituem, mais que um desafio, uma mudança de paradigma: do meio milénio que o ser humano viveu na era da «galáxia Gutenberg» para a entrada na nova era da«informação globalizada». Num processo em que cada editor deu o seu melhor, os múltiplos contributos assumiram formas diversas e foi também diverso o nível de sucesso obtido; a qualidade do resultado final, sendo particularmente devedora dos editores mais bem sucedidos, é também fruto da acção de todos, da ampla e renhida competição entre ideias e projectos e, acima de tudo, da acção dos portugueses na sua demanda de horizontes cada vez mais largos que só a sociedade do conhecimento em geral, e o livro em particular, lhes poderiam proporcionar. A turbulência que se vive a nível planetário, por via da passagem ao paradigma digital, constitui um novo grande desafio para o sector editorial e livreiro em Portugal, como também para a sociedade portuguesa na sua globalidade. São estas as linhas gerais de um trabalho que, para além do repositório histórico e factual da evolução e desafios que desde sempre se têm colocado à edição, se pretende valha também como contributo para que se abram campos de discussão sobre o seu futuro e sobre o impacte económico e sociocultural dos novos modelos de negócio, já em curso, ou que se perspectivam no horizonte. (Da Introdução do autor à tese de mestrado em Estudos Editoriais pela Universidade de Aveiro)

A Edição em Portugal 1970-2010

Percursos e perspetivas

de Rui Beja

Propriedade Descrição
ISBN: 9789729202513
Editor: A.P.E.L.
Data de Lançamento: maio de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 197 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 185
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789729202513

SOBRE O AUTOR

Rui Beja

Rui Beja esteve ligado ao Círculo de Leitores, editora em sistema de clube do livro então subsidiária da Bertelsmann, o maior grupo europeu de meios de comunicação, ao longo de trinta anos iniciados em 1971.
Entre 1992 e 2001 exerceu como presidente, cargo que acumulou com a presidência do Conselho de Administração da Fundação Círculo de Leitores, desde a sua constituição em 1995, e foi também presidente da Bertelsmann Portuguesa.
Esteve envolvido em vários projetos de âmbito editorial e sociocultural, com destaque para a publicação de importantes obras de referência na historiografia portuguesa, bem como na criação da editora Temas e Debates (1994), da Fundação Círculo de Leitores (1995), do Prémio Literário José Saramago (1998) e das Olimpíadas da Leitura (1998).
Em razão da atividade desenvolvida neste grupo editorial foi agraciado pelo Presidente da República com o grau de Comendador da Ordem do Mérito, em 10 de junho de 2002.
No âmbito da economia e consultadoria de gestão interveio, entre 2002 e 2007, em vários projetos de desenvolvimento e reestruturação empresarial e, em representação da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi membro do Management Committee dos ESRA – European Sustainability Reporting Awards, tendo feito parte do respetivo júri internacional em 2004 e presidido ao júri nacional em 2004 e 2005.
Em julho de 2008 foi eleito presidente da Direção da APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) para o triénio 2008/2011, em representação da Lisboa Editora; em setembro de 2009, concretizados os dois objetivos maiores do programa de candidatura (modernização das Feiras do Livro de Lisboa e do Porto e agregação do movimento associativo editorial e livreiro que em 1999 se cindira em duas entidades - APEL e UEP), cessou funções tendo em vista a recomposição dos Órgão Sociais decorrente do processo de reunificação na APEL.
Na sequência de quatro décadas de envolvimento profissional como gestor, com predominância na indústria do livro, passou a intervir no domínio da escrita, da divulgação e da investigação relacionada com a gestão empresarial, a responsabilidade social e, fundamentalmente, a edição, o livro e a leitura.
Considerando a intervenção pública e investigação que desenvolveu em prol do livro, foi-lhe atribuído o título honorífico de Membro Honorário do Centro de Línguas Literaturas e Culturas da Universidade de Aveiro, em setembro de 2025.
É autor das obras: Risk Management: Gestão, Relato e Auditoria dos Riscos do Negócio (2004); À Janela dos Livros: Memória de 30 anos de Círculo de Leitores (2011); A Edição em Portugal (1970-2010): Percursos e Perspectivas (2012), Democracia do Livro em Portugal - Transições, Protagonistas e Evolução Sociocultural (2019) e 50 Anos no Mundo do Livro - Da Gestão à Investigação (2024).

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