13 Sonetos de Bocage

de Bocage
Editor: Campo das Letras, maio de 2005 ‧

Nos duzentos anos da morte do poeta.
Ilustrações e fotografias de Severino.

Entre 1765 e 1805, viveu Manuel Maria Barbosa du Bocage. Contam-se pois 200 anos após o seu desaparecimento físico.
É minha concepção de que todos os artistas pertencem a uma mesma família, sendo por isso um dever natural e acto de justiça que os artistas vivos recordem e honrem os seus ancestrais. E se outras razões não houvesse, bastaria o facto de a arte que se faz hoje ser sequência e consequência da arte que se fez ontem.
Bocage é uma figura maior das nossas letras; grande poeta, digno de todas as homenagens.
Este livro é o tributo de um artista a outro artista. A partilha solidária e fraternal da mágoa e da alegria, da mordacidade, da apologia e da irreverência frontal. A memoração, nunca suficiente, do enorme poeta que foi Bocage.
Severino

13 Sonetos de Bocage

de Bocage

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726109488
Editor: Campo das Letras
Data de Lançamento: maio de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 240 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 40
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789726109488
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage, o mais completo poeta do nosso século XVIII, nasceu em Setúbal em 1765 e faleceu em Lisboa em 1805. Aos 16 anos assentou praça na Infantaria de Setúbal, mas em 1783 alista-se na Academia Real da Marinha. Em Lisboa, participa na vida boémia e literária e começa a ganhar fama a sua veia de poeta satírico. Em 1786 embarca para a Índia, chegando a ser promovido a tenente; em 1789 aventura-se a ir a Macau e neste ano regressa a Portugal. Em 1791 publica o primeiro volume de Rimas e integra-se na Nova Arcádia (ou Academia de Belas Letras), onde recebe o nome de Elmano Sadino. Mas Bocage, pela sua instabilidade e irreverência, não se adaptou ao convencionalismo arcádico e abre conflitos com os seus confrades. Em 1797 é acusado de "herético perigoso e dissoluto de costumes"; e, como era conhecida a sua simpatia pela Revolução Francesa, é preso e condenado pela Inquisição. Quando sai da reclusão, conformista e gasto, vê-se obrigado a viver da escrita (sobretudo de traduções). Recebeu o auxílio de alguns amigos mas acabará por morrer doente e na miséria.
Se formalmente a poesia bocagiana ainda é neoclássica, se nalgum vocabulário e nos processos de natureza alegórica ainda se sente a herança clássica, concretamente a camoniana, pelo temperamento, por grande parte dos temas (como o ciúme, a noite, a morte, o egotismo, a liberdade, o amor - muitas vezes manifestado por uma expressão erotizante) e pela insistência nalgumas imagens e verbos que denunciam uma vivência limite, pode bem dizer-se que uma parte significativa da produção poética de Bocage é já marcadamente pré-romântica, anunciando assim a nova época que se aproxima. Apesar de a sua poesia ser contraditória, irregular, e de os seus versos revelarem concessões artisticamente duvidosas, Bocage é considerado, com justeza, um dos maiores sonetistas portugueses.
As obras de Bocage encontram-se editadas atualmente nas antologias: "Opera Omnia", "Poesias" (antologia que inclui a lírica, a sátira e a erótica) e "Poesias de Bocage". © 2003 Porto Editora, Lda.

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