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Uma Vida à Sua Frente

by Romain Gary
Book eBook
Publisher: Livros do Brasil, September of 2020 ‧
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Publicado sob o pseudónimo Émile Ajar, Uma Vida à Sua Frente valeu a Romain Gary o seu segundo Prémio Goncourt, em 1975. Esta comovente história de amor é narrada por Momo, menino árabe que aos três anos é entregue aos cuidados de Madame Rosa, prostituta reformada e sobrevivente de Auschwitz. Por ela, Momo sobe e desce quando necessário os seis andares que a saúde de Rosa não lhe permite transpor. Por ela, guardará segredo do seu «buraco judeu» e não a deixará sozinha no momento em que o abandono total se quer impor. Através dos olhos de Momo, acedemos a uma franja invisível da vida parisiense, descrita com ironia, humor, ingenuidade e perspicácia, propondo uma reflexão poderosa sobre o preconceito, a solidão e o encantamento do medo. Foi um dos maiores êxitos de Gary, com milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, traduções em mais de vinte línguas e várias adaptações ao cinema.

[…] um clássico sobre como misturar o sórdido e o belo na mesma página.

Expresso

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Quando o escritor é um enigma

Da reclusão de Emily Dickinson à vida dupla de Romain Gary, passando pelo mistério de Pynchon e pela descoberta da identidade de Carmen Mola, há escritores cujas vidas são tão intrigantes quanto os seus livros. Uma Vida à Sua Frente, de Romain Gary A vida de Romain Gary parece saída de um romance. Nasceu na atual Lituânia, outrora sob o domínio do Império Russo, mas foi criado em França. A partir daí, realizou filmes, pilotou aviões de guerra, foi diplomata e escreveu livros, tornando-se, na literatura, o único escritor a ganhar o Prémio Goncourt duas vezes. Pelas regras, um autor só pode receber o prémio uma vez, mas Gary, já laureado em 1956, sentia-se limitado pelo peso e expectativas do próprio nome e, na tentativa de voltar a escrever com liberdade, criou um pseudónimo, Émile Ajar, e escreveu Uma Vida à Sua Frente. O livro acabaria por vencer o Goncourt, em 1975. Para preservar a sua façanha, o escritor pediu a um primo afastado que assumisse publicamente a identidade de Ajar e só em 1980, após a sua morte, se descobriu que o autor de Uma Vida à Sua Frente e Romain Gary eram a mesma pessoa. O romance acompanha Momo, um jovem árabe criado por Madame Rosa, uma mulher judia sobrevivente do Holocausto que vive num bairro pobre de Paris. No meio de limitações e perigos, o romance revela como entre ambos se constrói uma cumplicidade feita de pequenas alegrias, suficiente para tornar a sobrevivência não apenas possível, mas suportável. COMPRO NA WOOK! » Arco-Íris da Gravidade, de Thomas Pynchon Se pesquisarmos por “Thomas Pynchon” no Google e clicarmos em “imagens” aparecem duas ou três fotografias do escritor norte-americano, quando era jovem. Sabe-se que nasceu há quase 90 anos em Nova Iorque, serviu na Marinha, trabalhou para a Boeing e casou-se com a sua agente literária. Fora isso, o que temos de Pynchon são migalhas que ele vai deixando aqui e ali. Há um episódio de Os Simpsons em que aparece com um saco de papel a tapar-lhe a cabeça, e a voz do boneco é a sua. Diz-se que alguns anos mais tarde voltou a gravar a própria voz para narrar o trailer do seu romance Vício Intrínseco (o livro foi mais tarde adaptado para o grande ecrã, por Paul Thomas Anderson). Fora casos muito pontuais, vive desligado da vida mediática, evita entrevistas e aparições públicas. Este processo de “apagamento” coincidiu com o início da sua carreira literária e dura há mais de 60 anos. Há quem tente encontrar aspetos biográficos na sua obra, mas, dada a estrutura intrincada dos seus romances, a busca é pouco frutífera e tende a revelar mais enigmas do que respostas. O seu livro mais conhecido, Arco-Íris da Gravidade, é um épico pós-moderno que mistura guerra, ciência, sexo e paranoia numa narrativa fragmentada que desafia o leitor a acompanhar linhas temporais e perspetivas múltiplas. Ambientado na Europa do fim da Segunda Guerra Mundial, tornou-se um dos romances mais influentes e desafiantes do século XX, admirado por uns pelo estilo inovador e por outros pelo modo ousado como mistura géneros e temas. COMPRO NA WOOK! » Duzentos Poemas, de Emily Dickinson Enquanto Pynchon procura a reclusão para separar a sua vida da obra literária, Emily Dickinson escolheu o isolamento por ter uma preferência assumida pela vida interior, pela quietude e pelo contacto indireto com o mundo. Quase não saía de casa, raramente recebia visitas e comunicou com amigos e familiares durante anos apenas por correspondência. Nesse recolhimento escreveu quase 1.800 poemas, e só 10 foram publicados durante a sua vida. O isolamento de Dickinson não foi uma recusa do mundo, mas uma escolha deliberada. Do seu espaço limitado (no final da vida tinha dificuldades em sair do próprio quarto), observava com atenção o que a rodeava e transformou essas perceções numa poesia muito diferente da que se produzia no século XIX. Os seus versos curtos exploram com profundidade temas como a morte, a natureza e a imortalidade. Dona de uma voz íntima e subversiva, a poetisa continua, passados tantos anos, a ser um exemplo de inovação. COMPRO NA WOOK! » A Besta, de Carmen Mola A Besta é um policial com elementos de thriller passado na cidade de Madrid do século XIX. Uma epidemia de cólera atinge a cidade, mas a peste não é a única ameaça à população, sobretudo às mulheres, que vivem aterrorizadas com a presença da Besta, uma figura misteriosa que mata de forma brutal. É neste contexto que conhecemos Lucía, irmã de uma rapariga desaparecida, que se junta a um polícia e a um jornalista na busca pela verdade. O romance alia a qualidade da escrita à tensão narrativa e foi o grande vencedor do prémio Planeta, em 2021.
Mas havia um mistério ainda maior em torno de Carmen Mola, a suposta autora de A Besta. Pouco se sabia sobre ela: dizia-se que vivia em Madrid e que era professora universitária. Fora isso, a vida de Mola permanecia envolta em segredo, e a escritora chegou a ser apelidada de “Elena Ferrante espanhola”. Tudo mudou na noite da atribuição do prémio Planeta. Muitos duvidavam que Mola comparecesse à cerimónia, mas outros aguardavam ansiosamente a oportunidade de conhecer a mulher que escrevia sucesso atrás de sucesso. Anunciaram o vencedor do prémio e ela apareceu, ou melhor, eles apareceram. Antonio Mercero, Jorge Díaz e Agustín Martínez, três guionistas apaixonados por thrillers, subiram ao palco e revelaram ser os verdadeiros criadores de Carmen Mola. Estava desfeito o mistério que pairou durante anos no mercado editorial espanhol. COMPRO NA WOOK! » Carpinteiros, Levantai Alto a Cumeeira e Seymour– Uma Introdução , de J. D. Salinger A vida de Jerome David Salinger foi marcada por uma reclusão radical causada pela fama, que apanhou o escritor desprevenido. Nascido em 1919, em Nova Iorque, serviu na Segunda Guerra Mundial e, pouco depois, publicou À Espera no Centeio, que se tornaria um marco da literatura do século XX e o livro que definiu gerações. O sucesso foi avassalador e levou o escritor a fugir dos holofotes, isolando-se numa pequena propriedade no New Hampshire. Salinger nunca mais escreveu um romance e focou-se na escrita de contos e novelas, grande parte sobre a família Glass, cujos membros atravessam várias obras do autor. Em Carpinteiros, Levantai Alto a Cumeeira e Seymour – Uma Introdução, aprofunda a figura do irmão mais velho da família, Seymour, um homem dotado de uma sensibilidade e introspeção que, mesmo após a sua morte trágica, moldam a vida de quem o rodeia. Narrado pelo irmão Buddy, o retrato de Seymour oscila entre a admiração quase mística e a dor pela perda, revelando uma personagem que encarna tanto a pureza como a impossibilidade de viver num mundo imperfeito. COMPRO NA WOOK! »

Uma Vida à Sua Frente

by Romain Gary

Property Description
ISBN: 978-989-711-039-9
Publisher: Livros do Brasil
Release Date: September of 2020
Language: Portuguese
Dimensions: 152 x 235 x 18 mm
Cover: Softcover
Pages: 192
Format: Book
Collection: Dois Mundos
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 978989711039911
Recommended Minimum Age: Not applicable

Preciosidade

Ana T

Demorei a chegar a este livro, mas ele é fascinante! Foi recomendado e bem recomendado. O autor revela ser uma mente à frente do seu tempo. É uma leitura que se faz num dia.

Intenso

Nuno

Daquelas obras que deixa o leitor agarrado. Bem escrita, facil leitura. Gostei bastante

Mais estrelas para o Romain Gary

Isabel Castro

Ler este autor tem sido um prazer e este segundo livro que li, foi mais uma agradável surpresa. Ler uma história pela voz de uma criança, numa vida desamparada, interveniente dia a dia em inúmeras peripécias mirabolantes, traz um pouco de tudo, inocência e conhecimento, ingenuidade e maturidade...ao leitor traz sorrisos e olhos molhados.

Arrebatador

Rita

Um livro que nos deixa com um nó no estômago. Dar de volta a quem cuidou de nós!

A simplicidade

Raquel Coelho

Escrito de forma simples sobre um contexto complexo. Uma narrativa apaixonante.

Excelente!

Liliana Carvalho

É uma espécie de ode à velhice, uma tremenda introspecção da condição humana, no seu pior e no seu melhor, mas especialmente no seu pior... é uma narrativa bruta e directa, assertiva e emotiva, escrito de uma forma como se fosse do ponto de vista de um pré-adolescente, que vê o mundo de uma forma muito aberta e adulta, mas a sua forma de se expressar é sóbria, mas algo infantil, absolutamente arrebatador. Aborda temáticas como a prostituição, racismo, intolerância, religião, violência, velhice, amor, amizade, desespero, esperança, fraternidade, tudo numa perspectiva de alguém muito jovem que teve de crescer depressa, que desde muito cedo levou com a vida logo de frente, sem filtros nem atenuantes e com um excelente toque de humor, é uma narrativa inteligente, que nos faz reflectir sobre alguns aspectos pertinentes da vida. Excelente!

ABOUT THE AUTHOR

Romain Gary

Romain Gary nasceu em 1914 em Vilnius, na Lituânia (então Polónia). Judeu de origem russa, emigrou com a sua mãe para Nice em 1928. Em 1940 junta-se ao general de Gaulle e às forças livres francesas em Londres e combate como navegador da esquadrilha «Lorraine» até ao final da guerra. Ferido, recebe a condecoração suprema dos combatentes franceses, Compagnon de la Libération e foi um dos poucos sobreviventes dos duzentos homens da esquadrilha. O êxito dos seus primeiros romances, Educação Europeia e As Raízes do Céu (Prémio Goncourt 1956) tornaram-no imediatamente um escritor famoso em todo o mundo. Ocupou vários postos diplomáticos na Europa e nos EUA. Em 1975, escrevendo sob o pseudónimo Émile Ajar, ganhou de novo o Prémio Goncourt (caso «impossível» na história do prémio) com Uma Vida à Sua Frente. Gary suicidou-se em 1980, pouco mais de um ano depois do suicídio da sua ex-mulher Jean Seberg. Deixou escrito um pequeno opúsculo intitulado Vida e Morte de Émile Ajar, texto extraordinário onde revelou a «mistificação» Ajar.

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