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Publisher: On y va, May of 2026 ‧
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Sílvia M. Vasconcelos acredita que a poesia nos visita. Não a escolhemos, não a decidimos. Porventura, diz, somos escolhidos naquilo a que chamamos inspiração. Se a escrita em geral é diária para si, também por razões académicas, a escrita poética acontece-lhe, não é premeditada. Nasce de afetos, de apegos, da paixão, sobretudo. De memórias, e de lugares também. Germina sem razão, a não ser a razão (in)existente na paixão.

Os poemas de Solitude são dos últimos dois ou três anos. Mas a autora adverte que a escrita materializada tem, tantas vezes, um caminho prévio e invisível em que se inscrevem poemas de outras formas: nos afetos que nos seduzem, nos lugares que apreendemos, nas dores que nos assaltam, na ternura que nos premeia, nos instantes que captamos… Estes poemas, na verdade, foram sendo escritos pelas suas vivências e memórias - e a mais remota e terna é a da sua avó.

Nos seus versos, Sílvia M. Vasconcelos encontra a viagem. Para dentro de si, para dentro dos seus afetos, dos seus lugares, das suas paixões. Dão-lhe o encantamento das palavras e a possibilidade de as esculpir e tentar aprimorar em poemas que são a extensão de tudo o que foi e viveu. Devolvem-lhe a capacidade de acordar de um sonho sem ter medo de cair. Vê as palavras como inúmeras formas de existir, de se desvelar, de cair, de renascer. Desvendam realidades interiores que nos habitam sem o sabermos, e que nos permitem sobreviver sem fugir.

A autora partilha ainda que a palavra solitude conscientemente a define desde sempre, talvez pelo facto de ter crescido como filha única mas sem jamais se ter sentido só. É a solidão positiva que serve de leito para a introspeção e para o encontro recorrente com o que nos dimensiona. Dito de outra forma, é a solidão que acompanha, sem que doa, a solidão íntima e profunda, que ilumina. Qual entidade divina e reconfortante, mesmo no ermo de uma montanha fria. Pode ser lida também pela mudez de um ilhéu frente ao mar que se declara numa reclusão buscada, ou na serenidade soprada pelo cair da noite.

Solitude

by Sílvia M. Vasconcelos

Property Description
ISBN: 9789899206397
Publisher: On y va
Release Date: May of 2026
Language: Portuguese
Dimensions: 130 x 201 x 5 mm
Cover: Softcover
Pages: 78
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Poetry
EAN: 9789899206397

ABOUT THE AUTHOR

Sílvia M. Vasconcelos

Nascida no Funchal, despontou para a poesia aos dez anos, pela mão de uma professora de Português, chegando a ganhar um prémio num certame escolar. Desde então tem sido assídua na leitura e na escrita poéticas, o que a levou a editar o seu primeiro livro de poesia, Arestas, a que se segue Solitude.
No teatro e na declamação de poesia começou igualmente cedo, aos treze anos, tendo sido atriz do Teatro Experimental do Funchal durante cerca de trinta anos. A paixão pelos animais levou-a a estudar e enveredar profissionalmente pela Medicina Veterinária, tendo concluído o mestrado em Microbiologia e o doutoramento e o pós-doutoramento em Ciências Veterinárias (sobre os benefícios dos animais para a saúde mental da população idosa e da população reclusa, respetivamente, com o primeiro trabalho a resultar num livro).
O ativismo, a arte e a literatura (e o inconformismo com as desigualdades sociais) levaram-na à política, tendo sido deputada na Assembleia Legislativa da Madeira. Aí, bateu-se sobretudo pela causa animal, pela cultura, pelos direitos das mulheres, das crianças e dos idosos, e pelos direitos laborais e outros temas sociais.
Escreve regularmente no Jornal da Madeira e no Jornal Económico. Sobretudo, é incapaz de não continuar a sonhar e de deixar de se empenhar no que desde cedo a norteou: as suas paixões, que incluem igualmente a humanidade.

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