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Shuggie Bain

by Douglas Stuart
Book eBook
Publisher: Alfaguara Portugal, September of 2021 ‧
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RECOMMENDED BY THE NATIONAL READING PLAN
1981, Glasgow. A outrora próspera cidade mineira sufoca sob o jugo férreo das políticas de Margaret Thatcher, lançando milhares de famílias para a miséria. A epidemia do álcool e das drogas aproveita para capturar os mais vulneráveis.

Agnes Bain esperava mais da vida. Sonha com uma casa só sua e folheia catálogos de compras a crédito, na vã tentativa de alegrar a existência precária a que fica condenada quando o marido, um taxista mulherengo, a abandona, sem emprego e com três filhos. Com cabelos negros sedosos e ondulados, maquilhagem esmerada e dentes falsos perfeitos, parece a Elizabeth Taylor de Glasgow, mas, por baixo da aparência orgulhosa, as malhas do vício enredam Agnes, que mês após mês gasta o abono de família em latas de cerveja e maços de tabaco. Os filhos fazem o melhor que podem para cuidar de si e da mãe, mas, um a um, vêem-se obrigados a abandonar a casa materna, para tentar pelo menos salvar-se.

Fica Shuggie, o mais novo, que adora a mãe e não perde a esperança de a salvar. Mas, aos oito anos, o rapaz tem a sua própria luta pessoal para travar: delicado, sensível, comporta-se como um príncipe e destoa da dureza da escola e das ruas devassadas pela pobreza. Anseia apenas ser normal e encaixar, mas é o último a perceber que carrega um segredo e nunca poderá ser igual aos outros.

Com ecos de autores como Frank McCourt, D. H. Lawrence e James Joyce, Shuggie Bain é um magnífico romance de estreia de um autor que tem uma história importante para contar, inspirada na sua própria. Uma história dilacerante de dependência, carência e afecto, um retrato épico de uma cidade, um quadro íntimo de uma família destroçada e, sobretudo, uma extraordinária história de amor.

«É absolutamente fantástico, o melhor romance de estreia que li nos últimos anos.»
Karl Ove Knausgard

«Fomos conquistados por este primeiro romance, que cria um retrato íntimo, sensível e apaixonante da dependência, da coragem e do amor. É uma reflexão muitíssimo triste mas ao mesmo tempo quase esperançosa sobre a família e a força destrutiva do desejo.»
Júris do Booker Prize

«Um clássico belo e brutal.»
Martin Chilton, Independent

«Um romance dilacerante, tão belo quanto brutal… Todo o sofrimento, miséria e tristeza da história resultam num livro duro, doce, triste e belo.»
The Times

«Douglas Stuart escreveu um primeiro romance de uma beleza rara e duradoura.»
The Guardian

"Douglas Stuart captou na perfeição os dramas da classe trabalhadora dos anos 80 em Glasgow nestes dois romances, porque os viveu.
Shuggie Bain foi o primeiro romance do autor e vencedor do Booker Prize em 2020. Nele, é-nos narrada a história de Hugh ""Shuggie"" Bain, um rapaz que no caminho da sua autodescoberta nunca desiste da mãe, Agnes, infeliz e alcoólica.
Agnes é uma mulher sonhadora que, quando o marido a abandona e aos três filhos, entra numa espiral de decadência, gastando os subsídios que lhe são atribuídos em cerveja e tabaco. Os filhos fazem o melhor que podem para cuidar de si e da mãe, mas os mais velhos desistem e acabam por abandonar a casa materna, numa tentativa de se salvarem a si próprios. Fica Shuggie Bain, rapaz inadaptado que adora a mãe e não perde a esperança de a salvar, enquanto é vítima de bullying pelos seus modos sensíveis e efeminados. Uma história intimista e tocante sobre carência e afeto.
Agora chega Um Lugar para Mungo, que nos prova que o primeiro romance de Douglas Stuart não foi um one hit wonder. Igualmente, temos a relação entre um rapaz homossexual e a sua mãe alcoólica. Mas aqui, a narrativa foca-se na relação amorosa entre dois rapazes, Mungo e James, que vivem uma história de amor ensombrada por um ambiente excessivamente masculinizado e violento. Mungo, vindo do seio de uma família protestante, encontra uma relação especial em James, rapaz católico. Os dois rapazes vivem uma história intensa de um primeiro amor, ensombrado por ameaças que começam dentro das suas próprias casas. Uma narrativa comovente, sobre o despertar do amor no meio da violência."

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De Leitor a Protagonista

Um leitor é, em certa medida, um voyeur. Quando lemos um livro, abrimos uma janela através da qual podemos espiar a vida de outras pessoas, reais ou não, isso pouco importa, sem sermos vistos ou julgados, acompanhando a forma como elas lidam com problemas que lhes surgem. À medida que avançamos na leitura, essa janela por onde víamos outras pessoas transforma-se num espelho e as vidas que julgávamos estar a espiar são, afinal, versões nossas que ainda não tínhamos tido lucidez para encarar. Este fenómeno de nos colocarmos na pele de uma personagem é particularmente forte nos romances de formação, um género literário que narra o crescimento e amadurecimento psicológico, moral e emocional de uma personagem, geralmente desde a infância ou juventude até à idade adulta. Cada passo que a personagem dá é também um passo nosso e, sem darmos por isso, vamo-nos descobrindo nas entrelinhas. De Amanhã em Amanhã, de Gabrielle Zevin Gabrielle Zevin cria um jogo narrativo muito interessante em De Amanhã em Amanhã. As duas personagens principais, Sadie e Sam, conhecem-se em crianças e têm em comum a paixão por videojogos. À medida que crescem, essa paixão torna-se num elo que os une e separa, moldando a sua amizade e as suas personalidades. Habituados à possibilidade de repetir níveis e reiniciar jogos, confrontam-se com a realidade, onde os erros não podem ser desfeitos tão facilmente. No romance, assistimos a vários reinícios, tentativas, falhas e reconciliações, todos parte de uma jornada de crescimento e descoberta pessoal. Sadie e Sam aprendem que, ao contrário dos videojogos, a vida não oferece pausas nem reinícios fáceis, exige deles coragem para enfrentar as consequências das suas escolhas. Através desta metáfora, Gabrielle Zevin constrói um romance de formação moderno, que explora a complexidade das relações humanas, a passagem do tempo e a busca incessante por redenção e identidade. É uma narrativa que nos convida a refletir sobre como os erros, longe de nos definirem para sempre, são frequentemente o motor do nosso crescimento e transformação. COMPRO NA WOOK! » Os Detetives Selvagens, de Roberto Bolaño Os Detetives Selvagens, de Roberto Bolaño, não é um romance de formação típico. Longe de ser uma espécie de mapa onde acompanhamos o percurso de uma ou mais personagens, o romance do autor chileno é um labirinto. As personagens principais do livro, Arturo Belano, Ulisses Lima e Juan García Madero, um grupo de poetas, embarcam numa viagem fragmentada e delirante que começa na Cidade do México, passa pelo deserto de Sonora e se estende por vários países do mundo. O objetivo que os move é insólito: seguir os passos de Cesárea Tinajero, uma poetisa misteriosa, com pouca obra publicada, mas que se tornou figura de culto entre os jovens poetas. Os Detetives Selvagens é um romance de formação às avessas: não há uma chegada clara, não há lições bem aprendidas, apenas o crescimento que se dá na deriva e na falha. Bolaño desmonta a ideia de que crescer é ganhar forma. Para estes detetives-poetas, crescer é perder-se, multiplicar-se, apagar-se. A beleza deste livro reside na recusa em oferecer um trajeto e na coragem de fazer do caos um modo de estar no mundo e na literatura. COMPRO NA WOOK! » Shuggie Bain, de Douglas Stuart Enquanto Os Detetives Selvagens se foca na ideia de errância e de fuga sem destino como motor de toda a história, Shuggie Bain, de Douglas Stuart, é um livro que centra as atenções na procura lenta e interior pelo amadurecimento. Uma viagem íntima. Shuggie, o protagonista, é um rapaz sensível e deslocado, inserido num ambiente pobre e em mudança – a Escócia industrial dos anos 80 –, que vive com a mãe, uma mulher alcoólica. Esta é uma leitura dura e comovente, onde assistimos, na primeira fila, à luta deste rapaz por uma mãe que o negligencia e retrai, e a busca pela sua verdadeira identidade, que um dia poderá libertá-lo. O romance, vencedor do Booker Prize em 2020, reverbera as consequências desta luta e mostra que a dor e a ternura podem coexistir e que, no caso de Shuggie, tal como no de muitos rapazes e raparigas em condições semelhantes, crescer não é um triunfo, mas sim uma disputa íntima e persistente, travada num território de resistência e perda, para não ceder ao desespero. COMPRO NA WOOK! » A Arte da Alegria, de Goliarda Sapienza Há muitos pontos de ligação entre o romance de Douglas Stuart e A Arte da Alegria, de Goliarda Sapienza, mas os dois protagonistas são bastante distintos. Se Shuggie fosse um animal, seria um ouriço, protegido por uma couraça de espinhos que resguarda o seu interior sensível do mundo exterior. Por outro lado, Modesta, a heroína de A Arte da Alegria, seria uma águia: sempre vigilante, de visão aguçada e domínio do território, movida por um profundo sentido de liberdade. Nascida entre os séculos XIX e XX, como uma premonição das mudanças que estavam por vir, Modesta cresce numa sociedade patriarcal e tradicional que limita o poder da mulher, relegando-a a um estatuto inferior ao do homem. Ao contrário de Shuggie, que se protege erguendo uma carapaça, a jovem italiana, inteligente e obstinada, reinventa-se e resiste, impondo a sua força sem medo de represálias. Em contracorrente com o pensamento da época, este romance apresenta uma mulher que desafia convenções, explora a sua sexualidade sem receios, rompe tabus e recusa os papéis submissos que lhe foram impostos, afirmando-se com uma força inabalável e uma liberdade conquistada a pulso. COMPRO NA WOOK! » A Outra Metade, de Brit Bennett Em A Outra Metade, a escritora norte-americana Brit Bennett parte de uma premissa fascinante para abordar temas como o racismo, a identidade e a diferença. O romance acompanha as vidas das gémeas Stella e Desiree que, apesar de partilharem o mesmo passado, seguem caminhos muito diferentes. Stella opta por ocultar a sua origem racial, assumindo-se como branca, enquanto Desiree permanece na comunidade negra que as criou. Essa separação cria um abismo entre elas, explorando as tensões entre pertença e negação, segredo e verdade. À medida que as suas histórias se entrelaçam e desvendam, Bennett revela como o legado familiar e social molda decisões, relações e o próprio sentido de identidade. No centro da narrativa está a busca por aceitação e autenticidade num mundo dividido pelo preconceito, onde crescer é um ato de coragem e resistência. COMPRO NA WOOK! »

Shuggie Bain

by Douglas Stuart

Property Description
ISBN: 9789897842085
Publisher: Alfaguara Portugal
Release Date: September of 2021
Language: Portuguese
Dimensions: 153 x 237 x 33 mm
Cover: Softcover
Pages: 496
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789897842085

Uma estreia brilhante

Sara

É inacreditável pensar que se trata de um romance de estreia, porque parece escrito por um dinossauro da literatura… do melhor que já li. Um retrato repleto de pormenores singulares, que prende o leitor às personagens de uma forma real. A forma como um autor consegue viver na pele de uma mulher, de uma mãe e de uma criança é impressionante. A escrita é maravilhosa e a tradução faz jus à mesma.

Duro mas comovente!

Ana Inácio

Shuggie Bain de Douglas Stuart. Duro, mas comovente. Uma história fascinante sobre os limites do amor, da coragem..... O retrato cruel e mais terrível da dependência. Um livro fantástico!

Muito bom

Diana E. Santo

É umbom livro. Com uma história e personagens muito envolventes. Um percurso triste e decadente que de tanto ouvir falar pensei que seria ainda mais cru.

Pungente

Agostinho Pissarreira

Este é um daqueles livros que se começam a ler lenta e compulsivamente, quase sem parar, e que se aspira a que nunca mais acabe, tal a sua trama envolvente e pungente. A história roda à volta de uma mãe vulnerável e alcoólica e dos seus filhos, muito em particular do seu pequeno Shuggie Bain. Passado no tempo negro de Margaret Tatcher (desemprego, miséria, alcoolismo, drogas), toda a narrativa é passada nos bairros feios, miseráveis, degradados e periféricos de Glasgow onde “habitam” os mais marginalizados, deserdados e carentes da sociedade, como a mãe Agnes e o seu incondicionável Shuggie, o filho que nunca a abandona até ao fim e que é uma ajuda preciosa e insubstituível nas suas constantes crises de desespero e alcoolismo. Sendo Shuggie Bain uma pessoa “diferente” sofre, na solidão, com mágoa e amargura, a vexação e os opróbrios nefastos dos outros miúdos e dos seus vizinhos maus e difamadores, tanto na escola como no bairro onde vive. Assistimos neste livro aos desamores de Agnes, a mãe, aos afectos e preocupações de Shuggie para com ela, principalmente durante as suas constantes e violentas crises. Shuggie é um miúdo sensível, ostracizado, incompreendido, vexado que sublima e transfere para a mãe todo o seu afecto, carinho e compreensão. Este é um livro FABULOSO, imperdível e inesquecível. Irei relê-lo, certamente, qualquer dia no futuro.

Uma obra-prima!

João Ferreira

Não há palavras que expliquem o sentimento, a emoção ou a ligação que alguém sente perante a história escrita por Douglas Stuart. Vale todo e qualquer cêntimo gasto.

Forte

Tânia

Um livro emocionalmente duro, sobre pobreza, alcoolismo e a vida em Glasgow durante a era Thatcher. Fiquei com muita pena do Shuggie e também da Agnes. Este livro transporta-nos para aquele lugar naquela altura e talvez nos deixe um bocadinho deprimidos, mas vale muito a pena ler

Soberbo!

S.K.

Um livro com uma história avassaladora, emocionante e dura. Penso que nenhum leitor ficará desiludido, um autêntico clássico contemporâneo que ninguém deve perder.

Excelente

AV

Um livro de que ouvira críticas super positivas e que, efectivamente, não decepcionou, antes pelo contrário! Duro, emocionalmente forte, excelente! Recomendo a 100%!

Fevereiro de 2022 e provavelmente o melhor do Ano

Dina Pereira @cheiroalivros

Tudo o que for dito sobre este livro fica aquém do que sentimos ao lê-lo. Eu fiquei com um imenso vazio...um desejo de dar colo a esta criança diferente...de seu nome Shuggie Bain. Um romance tão brilhantemente escrito que somos remetidos para uma Escócia dividida pelas suas crenças religiosas, sufocada pelo fecho das minas, em que grande parte da população estava desempregada e a viver de subsídios. Um realidade dura mas na qual continuava a haver outros problemas...amores destrutivos, alcoolismo como alienação da realidade, bullying, abuso sexual, violência doméstica... A relação entre uma mãe e os seus filhos...uma história em que o Amor não é a salvação. Um livro em que a sua escrita fabulosa compensa o sofrimento que a sua leitura nos provoca. Um livro que fica cravado em nós...por muito tempo...

Excelente

Catarina Neto

Este livro é uma obra de arte! Extremamente bem escrito, conta nos a estória de Agnes e de Shuggie, uma mãe sem recursos senão o álcool e um filho menor que a tenta salvar. Tudo isto num cenário desolador das minhas e seus trabalhadores nos anos oitenta na Escócia. Enjoy!

empatia e vulnerabilidade

tf

romance incrivelmente bem escrito e dilacerante sobre a dor e vulnerabilidade humanas. Torna-nos mais próximos e empáticos uns com os outros.

A realidade nua e crua

Lúcia Proença Antunes

Dos melhores que já li, real, emotivo, esta escrita põe - nos lá....no sítios naqueles lugares, ao ler imaginei cada lugar cada interveniente, nao consegui parar de ler pela noite fora..no fim senti pena, compaixão e ao mesmo tempo admiração por toda aquela resistência , aquela vontade de lutar de continuar, a dignidade daquela mãe apesar de todas as privações, dependências, mas sempre de cabeça erguida, nunca se deixou "ler "...tiro o chapéu aos filhos que cada um à sua maneira, cresceram antes do tempo o protegeram e cuidaram de quem havia de cuidar e olhar por eles...recomendo esta leitura, pois quando acabar de ler o livro de certeza que não vai ficar igual e durante o dia lhe virá à memória aquelas pessoas e lugares

Magnifico!

AndreiaM

Shuggie Bain é um daqueles livros que nos sugam e consomem na sua triste e depressiva beleza. Magnífico!!! Li este livro na sua versão original e está escrito num inglês pejado do "Glasgow accent" que lhe dá um toque muito original e ajuda a que a leitura seja mais imersiva, visual, real e próxima mas fico imensamente feliz com a publicação deste livro em português. Espero que assim mais portugueses se deixem encantar pelo Shuggie. É uma espiral decrescente constante. A nossa esperança desvanece página após página na mesma medida em que aumenta o nosso carinho e compaixão pelo pequeno Shuggie. Bem produzido dava uma série de TV espetacular (um filme não conseguiria incluir tudo). Douglas Stuart é definitivamente um autor a seguir. Recomendo vivamente!

ABOUT THE AUTHOR

Douglas Stuart

Douglas Stuart nasceu e cresceu em Glasgow, na Escócia. Formou-se no Royal College of Art, em Londres, e é doutor honoris causa pela Heriot Watt University, em Edimburgo. Em 2000, mudou-se para Nova Iorque, onde começou a trabalhar em design de moda. Tem escrito ficção e ensaio em publicações como a New Yorker e o Literary Hub.
Shuggie Bain, o seu primeiro romance – publicado em Portugal também na Alfaguara –, recebeu, em 2020, o Booker Prize, um dos mais importantes prémios literários de língua inglesa, e foi eleito Livro do Ano nos British Book Awards, além de ter sido finalista de muitos outros prémios de prestígio. Está traduzido em trinta e oito idiomas. Um Lugar para Mungo é o seu segundo romance.

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