Sambre - Volume VII e VIII

Flor da calçada | Aquela que os meus olhos não vêem…

by Yslaire
Publisher: Arte de Autor, September of 2024 ‧
31,50€
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Para além do tempo, para além do ódio dos homens, o caso de amor entre Bernard Sambre e Julie, como uma brasa incandescente, irradia com toda a sua beleza nesta obra-prima. Yslaire escreve com as deslumbrantes palavras de paixão e desenha ardentemente este hino ao amor impossível.

Sambre ou a ilustração exacta e perfeita do "Romantismo", entre a escuridão da alma e a queima dos sentimentos. Um monumento.

Flor da calçada
Capítulo 7 - Última geração (1856-1868)

Paris, Junho de 1858. Judith é criada na pobreza de um orfanato, aterroriza apelas sombras da noite. Atraída como uma borboleta pelas mil luzes da capital, a menina rebelde emancipa-se, vive uma vida boémia, sobrevive entre a ralé. Em Roquevaire, o seu irmão gémeo, Bernard-Marie, cresceu assombrado pelos fantasmas dos seus pesadelos. E, sem o saber, sonha que um dia a morte os reunirá, a ele e a Judith, inevitavelmente. Apesar de tudo, os dois órfãos, com saudades da sua alma gémea, já se procuram no invisível, e tecem a teia do seu trágico destino…

Aquela que os meus olhos não vêem…
Capítulo 8 - Última geração (1856-1868)

Junho de 1862. La Bastide. Bernard-Marie tem a melancolia própria da idade. Para esquecer, apaixona-se por teatro, fotografia, entomologia e a migração das borboletas esfinge-caveiras. Mas sua tia Sarah, sofrendo devido ao distanciamento do adolescente, tenta desesperadamente reprimir o seu desejo de emancipação. Paris. Judith é uma das principais atracções do País das Esfinges, um dos bordéis mais concorridos da capital. Sem escrúpulos, a órfã faz do seu corpo a ferramenta da sua ambição irresistível: tornar-se uma artista reconhecida e adorada. Sem o saber, Bernard-Marie sonha com a sua morte com Judith. Sem o conhecer, Judith procura a sua alma gémea, na sombra do espelho unidireccional do seu quarto público. Inconscientemente, apesar da distância e de tudo o que parece separá-los, a busca pela liberdade torna o seu encontro fatal e inevitável…

Sambre - Volume VII e VIII

Flor da calçada | Aquela que os meus olhos não vêem…

by Yslaire

Property Description
ISBN: 9789899094468
Publisher: Arte de Autor
Release Date: September of 2024
Language: Portuguese
Dimensions: 236 x 318 x 15 mm
Cover: Hardcover
Pages: 144
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Graphic Novels & Manga > Graphic Novel
EAN: 9789899094468

Sambre VII e VIII

Filipe Duarte Gonçalves

Drama de contornos trágicos, os últimos capítulos da saga da família Sambre desenvolvem-se como um romance de literatura de cordel, neste caso fortalecendo o folclore e o imaginário da França vanguardista que ditava as transformações sociais que estavam a mudar o mundo ocidental durante a revolução industrial do seculo XIX. Ninguém melhor que Yslaire conseguiria captar os ambientes góticos da aburguesada e ociosa sociedade oitocentista, no qual o génio e a sabedoria que igualavam o hedonismo pertencia às elites e a mundividência opaca, castrada pela miséria, pelo analfabetismo, pela doença e pela obediência cega aos seus superiores mostravam que a plebe continuava a ser plebe apesar da Revolução de 1789. A narrativa acompanha agora a terceira geração dos Sambre, com as mesmas questões relacionadas com a passagem à idade adulta, mas demonstrando a importância do contexto social de cada personagem.

Deslumbrante final

Luís B. Santos

Yslare é um artista extraordinário. Este final de obra é de uma arte deslumbrante. O pincelado final, ao incidir sobre as décadas de 50 e 60 do séulo XIX, proporciona retratos do quotidiano de forma espectacular. Mas não é só dessa arte que vive esta obra. Também o modo tão extraordinário que o autor encontrou para a profunda ligação de Bernard-Marie e Judith. Há que comprar, ler e apreciar este conjunto de 4 volumes para tudo se perceber e desfrutar.

ABOUT THE AUTHOR

Yslaire

Bernard Hislaire nasceu em 1957 em Bruxelas. Argumentista e desenhador, inicia-se muito jovem na banda desenhada, no fanzine Robidule, ao mesmo tempo que frequenta a sessão de artes plásticas do Institut Saint-Luc, tendo colaborado na revista Spirou a partir de 1975. É para este semanário que, em 1978, assina "Bidouille et Violette", uma série em 4 volumes que, ao narrar as histórias de dois adolescentes, se tornaria a primeira história de amor "melancómica" da BD franco-belga.
Paralelamente, de 1980 a 1983 publicou vários "cartoons" no La Libre Belgique. Em 1985 muda completamente de registo gráfico, passa a usar o pseudónimo Yslaire, e cria, com Balac (alias Yann), "Sambre", uma saga romântica que surge inicialmente na revista Circus e será publicada em álbum pela Glenát.
A partir de 1987, novamente na Spirou, assina a série "Gang Mazda", (Dupuis). Paralelamente, foi co-fundador do teatro de vanguarda Ideal Standard, e assegurou a comunicação gráfica do Théâtre Impopulaire e do Rideau de Bruxelles. A sua participação artística estendeu-se ao cinema (tendo trabalhado com os realizadores Jaco Van Dormael e Didier Roten), ao teatro (onde colaborou com Jacques Neefs e Alain Populaire) e às cenografias públicas (com o arquitecto Francis Metzger).
Entre 1997 e 2000, com a ajuda da psicanalista Laurence Erlich, Yslaire produziu e dirigiu uma das primeiras séries web, "Mémoires du XXe ciel". A História é adaptada para banda desenhada sob o título de XX Ciel.com, com dois finais alternativos. Le Ciel au-dessus de Bruxelles (2006-2007) confirmará as questões do autor sobre a História e a sua cobertura mediática, tal como o seu gosto pelo diálogo plástico com a fotografia e o digital.
Em 2009, Yslaire assina com o escritor Jean-Claude Carrière, Le Ciel au-dessus du Louvre, uma evocação de uma pintura inacabada do pintor David. Como extensão do livro, totalmente desenhado em formato digital, Yslaire expõe no Museu do Louvre "quadros videográficos", onde os seus esboços são auto-desenhados em telas, em tempo real. A cenografia dá a volta ao mundo, acompanhando uma exposição coletiva.
Em 2012, com Laurence Erlich, criou e dirigiu a Úropa, uma revista digital pioneira na área. Sendo uma mistura de ficção política sobre a Europa de 2032, composta por artigos, fotos, vídeos e banda desenhada, o projeto questiona o nosso futuro num misto de imaginário e real. Em 2021, Yslaire regressa à editora Dupuis onde assina um álbum memorável na coleção "Aire libre": trata-se de Menina Baudelaire (Mademoiselle Baudelaire, no original), no qual nos conta a história de amor frustrado entre o poeta Charles Baudelaire e sua amante Jeanne Duval, conhecida como a "Vênus Negra". Soberbamente desenhado e narrado, este álbum foi objeto de uma edição de colecionador nos 3 volumes dos Cahiers Baudelaire.
A obra de Yslaire foi galardoada com quinze prémios internacionais e tem sido objeto de múltiplas exposições em várias galerias e museus internacionais, em cidades como Paris, Bruxelas, Tóquio, Praga, Seul, Taiwan, Barcelona, Lausanne... Em 2009, o Ministério Francês da Cultura nomeou Yslaire Cavaleiro das Artes e das Letras e, em 2015, elevou-o ao posto de oficial.
Yslaire é ainda, desde 2017, presidente da Victor-Rossel Comics Academy.

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