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Paris é uma Festa

by Ernest Hemingway
Book eBook
Publisher: Livros do Brasil, February of 2015 ‧
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Em 1921, um jovem Ernest Hemingway chega a Paris decidido a abandonar o jornalismo e a iniciar carreira como escritor. De bolsos vazios e com a cabeça povoada de sonhos, percorre as ruas de uma cidade vibrante nos dias de pós-Primeira Guerra Mundial, senta-se nos seus cafés para escrever, recolhe-se em retiros apaixonados com a sua primeira mulher, Hadley, e partilha aprendizagens e aventuras com algumas das mais fulgurantes figuras do panorama literário da época, como Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald ou a madrinha desta - por si apelidada - «geração perdida», Gertrud Stein. Situada entre a crónica e o romance, Paris é uma Festa é a memória destes anos e a obra mais pessoal e reveladora de Hemingway. Deixada inacabada pelo autor, seria publicada postumamente, em 1964.

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Livros que são mapas

Há cidades que visitamos com os pés e outras que só conhecemos verdadeiramente através dos livros. A literatura tem o poder de transformar ruas, cafés, praças e janelas em lugares de inquietação e de descoberta. Em muitos romances e obras autobiográficas, a cidade torna-se personagem, espelho emocional e linguagem secreta das figuras que a habitam. Em A Insustentável Leveza do Ser, O Livro do Desassossego, Paris é Uma Festa e A Cidadela Branca, encontramos quatro formas muito diferentes de habitar uma cidade. Praga, Lisboa, Paris e Istambul surgem como atmosferas morais e afetivas. Cada uma delas molda o olhar das personagens e dá ao leitor a sensação de caminhar por dentro de uma ideia de cidade. A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera No romance de Kundera, Praga é muito mais do que o pano de fundo da história de Tomas, Teresa e Sabina. É também o lugar onde a vida privada se cruza de forma brutal com a História. A cidade aparece marcada pela fragilidade, pela vigilância e pela instabilidade política, sobretudo no contexto da invasão soviética de 1968. As ruas de Praga, com a sua beleza melancólica, tornam-se o cenário ideal para uma narrativa sobre o peso das escolhas, da memória e da liberdade.
A relação entre o livro e a cidade constrói-se precisamente nessa tensão entre intimidade e opressão. Praga é bela, mas nunca leve, é romântica, mas também atravessada pela ameaça. Em Kundera, a cidade dá corpo ao conflito central do romance: o desejo de viver com leveza num mundo onde tudo parece ter consequências profundas. COMPRO NA WOOK! » O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa Se há livro que pertence a uma cidade de forma absoluta, esse livro é O Livro do Desassossego e essa cidade é Lisboa. A obra de Bernardo Soares desenha uma Lisboa interior, feita de escritórios, ruas discretas, janelas abertas sobre o tédio e a contemplação. Não é a cidade monumental nem turística que aqui encontramos, mas uma Lisboa íntima, silenciosa, observada por quem vive mais no pensamento do que na ação. A cidade surge como prolongamento do estado de alma do narrador. As ruas da Baixa, os cafés, o Tejo ao fundo, os gestos banais do quotidiano, tudo se transforma em matéria de reflexão. Lisboa, neste livro, é uma forma de sentir o mundo, marcada pela pausa, pela melancolia e por uma lucidez inquieta. COMPRO NA WOOK! » Paris é uma Festa, de Ernest Hemingway Em Paris é uma Festa, Hemingway oferece-nos uma das mais célebres imagens literárias da capital francesa. A Paris dos anos 1920 aparece como cidade de juventude e de criação. Cafés, livrarias, pontes e bairros inteiros ganham vida através da memória do autor, que associa a cidade ao início da sua formação literária e humana.
A relação entre o livro e Paris é profundamente afetiva. Não se trata apenas de descrever a cidade, mas de recordar o que ela tornou possível: amizade, descoberta, pobreza vivida com entusiasmo e uma intensa convivência artística. Paris surge como território de aprendizagem e de energia criativa, quase como uma promessa de que a arte e a vida podem caminhar juntas. É uma cidade transformada em nostalgia luminosa. COMPRO NA WOOK! » A Cidadela Branca, de Orhan Pamuk Na obra de Pamuk, a cidade associada ao romance é Istambul, com toda a sua densidade histórica, cultural e simbólica. Entre o Oriente e o Ocidente, entre a tradição e a mudança, Istambul aparece como espaço de cruzamento e de ambiguidade, temas centrais no universo do autor. A cidade é o lugar onde identidades se confundem, se refletem e se reinventam.
A relação entre o livro e a cidade passa justamente por essa complexidade. Em Pamuk, Istambul é uma cidade de espelhos: nela, nada é totalmente fixo, nem a identidade, nem a pertença, nem a verdade. A atmosfera urbana, marcada pela memória do império e pela tensão entre mundos, reforça o tom filosófico e inquietante da narrativa. A cidade torna-se assim uma metáfora viva da divisão interior e da procura de si. COMPRO NA WOOK! » Ler estes livros é perceber que as cidades também se escrevem. Praga, Lisboa, Paris e Istambul ultrapassam a ideia de simples geografias, e são formas de pensar e recordar. Cada autor encontra na cidade uma linguagem própria: Kundera vê nela o peso da História, Pessoa a intimidade do desassossego, Hemingway a alegria da criação e Pamuk o enigma da identidade.
Estes livros permitem-nos viajar sem sair do lugar, mas também ensinar-nos que nenhuma cidade é apenas feita de ruas e edifícios. As cidades dos livros são feitas de memória, de voz, de atmosfera e de olhar.

Paris é uma Festa

by Ernest Hemingway

Property Description
ISBN: 978-972-38-2905-1
Publisher: Livros do Brasil
Release Date: February of 2015
Language: Portuguese
Dimensions: 152 x 235 x 16 mm
Cover: Softcover
Pages: 168
Format: Book
Collection: Dois Mundos
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 978972382905124
Recommended Minimum Age: Not applicable

Uma cidade interessante.

Pedro Couto

O autor não é um dos meus preferidos mas a escrita dele e bonita. Paris não é a minha cidade preferida mas é uma das mais bonitas da Europa. É bom, através do livro, perceber como seria Paris naquela epoca.

como uma festa, de facto

joaquim anacleto

...da literatura, do humor, da inteligência, de um tempo que já não volta: um Hemingway ainda muito jovem, numa Paris ainda muito luminosa; mas ainda actual, ainda vivo - um livro imperdível; e nem sequer é uma obra-prima

ABOUT THE AUTHOR

Ernest Hemingway

Ernest Hemingway nasceu em Oak Park, no Illinois, a 21 de julho de 1899, e suicidou-se em Ketchum, no Idaho, em julho de 1961. Em 1953 ganhou o Prémio Pulitzer, com O Velho e o Mar, e em 1954 o Prémio Nobel de Literatura. Romances como O Adeus às Armas ou Por Quem os Sinos Dobram, além do já citado O Velho e o Mar, consagraram-no como um dos grandes nomes da literatura do século XX.

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