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Paradoxos do Verde
Paisagens de uma Cidade-Estado
language: brazilian portuguese
Publisher:
Editora Olhares, August of 2025 ‧
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20,03€
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SYNOPSIS
Com uma abordagem multidisciplinar que combina paisagismo e ecologia, estética, design e estudos cromáticos, arquitetura, política e um trabalho etnográfico baseado em caminhadas e encontros fortuitos, Gareth Doherty analisa neste livro a presença e o imaginário da cor verde no Reino do Bahrein, país insular do Golfo Pérsico onde ela é historicamente associada à prosperidade e ao bem-estar em contraste com o deserto árido e hostil que domina a paisagem.
A análise reflexiva e multidisciplinar deste contexto exótico - tanto para o autor quanto para os leitores brasileiros - torna a leitura atraente e esclarecedora, e sugere uma série de contrapontos para o pensamento sobre os mesmos temas, paradoxos e cruzamentos disciplinares no nosso país.
Um dos paradoxos que está no cerne do livro é que, embora o verde da natureza seja frequentemente celebrado nas cidades como um contraponto a ambientes urbanos cinzentos, ele nem sempre é benéfico do ponto de vista ambiental, em especial em lugares áridos como o Bahrein. O apetite local pelo verde é ilustrativo de uma obsessão pelo verde urbano que permeia as cidades em todo o mundo e que se encontra a um nível extremo nesse lugar em particular, em que a vegetação está no centro das disputas políticas pela terra.
O autor argumenta, ainda, que os conceitos de cor e objeto se definem mutuamente e, assim, uma discussão sobre o verde torna-se uma discussão sobre a criação de espaços e de lugares. No Bahrein, o verde representa uma infinidade de valores humanos implícitos e existe em tensão dialética com outras cores e matizes cultural e ambientalmente significativos. Por exemplo, na relação entre verde e vermelho, sendo a primeira a cor do islão, mais relacionada aos xiitas, e a segunda a cor nacional dos bahreinitas, o que leva as duas a serem altamente politizadas e, de certa forma, contrapostas.
A análise reflexiva e multidisciplinar deste contexto exótico - tanto para o autor quanto para os leitores brasileiros - torna a leitura atraente e esclarecedora, e sugere uma série de contrapontos para o pensamento sobre os mesmos temas, paradoxos e cruzamentos disciplinares no nosso país.
Um dos paradoxos que está no cerne do livro é que, embora o verde da natureza seja frequentemente celebrado nas cidades como um contraponto a ambientes urbanos cinzentos, ele nem sempre é benéfico do ponto de vista ambiental, em especial em lugares áridos como o Bahrein. O apetite local pelo verde é ilustrativo de uma obsessão pelo verde urbano que permeia as cidades em todo o mundo e que se encontra a um nível extremo nesse lugar em particular, em que a vegetação está no centro das disputas políticas pela terra.
O autor argumenta, ainda, que os conceitos de cor e objeto se definem mutuamente e, assim, uma discussão sobre o verde torna-se uma discussão sobre a criação de espaços e de lugares. No Bahrein, o verde representa uma infinidade de valores humanos implícitos e existe em tensão dialética com outras cores e matizes cultural e ambientalmente significativos. Por exemplo, na relação entre verde e vermelho, sendo a primeira a cor do islão, mais relacionada aos xiitas, e a segunda a cor nacional dos bahreinitas, o que leva as duas a serem altamente politizadas e, de certa forma, contrapostas.
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9786560920491 |
| Publisher: | Editora Olhares |
| Release Date: | August of 2025 |
| Language: | Brazilian Portuguese |
| Dimensions: | 130 x 200 x 25 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 284 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Science
>
Ecology
|
| EAN: | 9786560920491 |